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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estudo afirma que máfia italiana reprime seus integrantes gays


Como existe gay em todo lugar do mundo, mesmo, um estudo apresentado na Itália, em Palermo, durante um seminário sobre homossexualidade, aponta que a máfia italiana discrimina gravemente seus integrantes homossexuais. A pesquisa é de autoria de Girolamo Lo Verso, da Universidade de Parlemo, e Cecilia Giordano, da Faculdade de Ciência da Formação - e diz ainda que os gays são vistos como se tivessem alguma doença.

Apresentado na última sexta-feira, 19, no seminário "Homossexualidade, Homofobia e Psicoterapia", o estudo da dupla de pesquisadores mostra a homofobia nas máfias italianas, principalmente na Cosa Nostra e na 'Ndrangheta, esta onde, segundo Girolamo, "a repressão a comportamentos gays ainda é muito forte. Na cadeia, por exemplo, os mal-vistos têm de tomar banho de roupa e se trocar atrás de armários".

O objetivo do seminário era discutir os danos psíquicos causados em um homossexual pela ideia errada de que a homossexualidade é uma doença. "Sobretudo na Sicília, permanece a ideia de que, nos gays, há algo para ser curado. Mas, na realidade, tudo nasce da homofobia, radicada também na cultura mafiosa", acrescenta Girolamo.

Procurador-adjunto de Palermo, Antonio Ingroia ratificou a ideia levantada pela pesquisa dizendo que a homossexualidade entre os mafiosos é vista com certo receio. Ele explicou que, na Cosa Nostra, por exemplo, a homofobia é voltada para quem tem menos poder. "Não se trata do líder, mas de expoentes de nível médio."

pride

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