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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fortaleza tem sol o ano todo. Vem conferir nosso roteiro gay



A capital do Ceará tem praticamente 365 dias por ano de verão, o que fez com que a gente fosse correndo ara lá curtir os quase 40 graus fugindo de gélidos 10 em São Paulo. O sol é quente e bronzeia pra valer, quase tudo tem nome que faz referência à personagem Iracema (José de Alencar é de lá) e o povo não se importa em parar a vida cotidiana para dar informações ao turista, gringo ou brasileiro, gay ou não.Praia de MeirelesÉ exatamente onde fica a Barraca do Joça, a mais gay de todas e única assumida o bastante pata hastear a bandeira do arco-íris na fachada. Se você for pelo mar, preste atenção aos guarda-sóis com o cume colorido, coisa sutil mesmo. Tem bebidinhas geladíssimas para espantar o calor, comidinhas leves como a praia pede e mesas e cadeiras super seguras para você deixar suas coisas e dar um pulo no mar, que muita gente fala não ser próprio para banho, mas o povo se joga mesmo assim. “A gente abre todo dia das oito até o último cliente. Ontem saíram daqui cinco da manhã”, conta o próprio Joca.Praia de IracemaFica logo após a Praia de Meireles e forma com ela a orla principal de Fortaleza. É lá que você vai encontrar, alem da estátua da personagem da Literatura, pencas de bons restaurantes que ficam embaixo dos hotéis de arquitetura arrojada da Avenida Beira-Mar. Na região tem ainda lan house e serviços telefônicos em geral, supermercado, táxi, agências de viagens, bancos e casas de câmbio. É por lá que circulam os meninos bonitos descamisados andando de skate ou patins (verdadeira febre por lá) ou jogando futevôlei na praia. Uma concentração de beleza e paquera.Centro Cultural Dragão do MarCom nome de líder abolicionista, reúne o que está acontecendo de mais legal na cultura do Estado – sem contar que fica no epicentro da noite gay de Fortaleza. Tem espaço para teatro, dança, música, cinema e artes plásticas e conta com a programação mais animada dos centros culturais da capital cearense. Não deixe de visitar a exposição permanente de xilogravuras dos mestres nordestinos na arte. Outro ponto alto é o próprio prédio do Centro Cultural, que parece vir do mar invadindo a cidade com uma enorme rampa, planetário e pencas de obras de arte a céu aberto afixadas em suas paredes.Rua Dragão do Mar 81, Praia de IracemaTel.: (85) 3488 8600 http://www.dragaodomar.org.br/rRestaurante AquarelaA Praia de Iracema é a Ipanema fortalezense e reúne ótimos restaurantes, um deles é o Aquarela, que às noites de sexta-feira oferece música ao vivo para seus frequentadores, dentre eles muitos abertamente gays, casais mesmo. O cardápio segue a localização geográfica do restaurante da beira do mar e serve frutos do mar e peixes em deliciosas receitas como o camarão á milanesa com arroz à grega e as moquecas. Avenida Beira Mar 914 - Praia de Iracema(85) 3219-1726Praia do FuturoNão é a mais recomendada para quem procura uma boa badalação porque é um pouco afastada do centro e da parte turística, mas tem as melhores ondas da orla da capital cearense. Durante a semana fica bem vazia e os próprios moradores dizem que é preciso tomar cuidado com assaltos. Ferve mesmo aos sábados e domingos na barraca gay Kabumba, que coloca um som o dia todo pro povo dançar na areia enquanto vende comidinhas do mar e bebidas. Tem ainda a Croco Beach, que é friendly e tem uma das melhores infra-estruturas da Praia do Futuro. Aos domingos rola pagode e lota de um público bem mix.Dragon Health ClubTem uma das melhores estruturas do Brasil e oferece além da sauna seca e a vapor e do bafo em si outros serviços como salão de beleza, massagens e loja de roupas, tudo no mesmo lugar. Tem cara de nova, com decoração moderna toda explorando a orientalidade do nome e uma movimentação que funciona assim: quem está de sunga está “a trabalho”, quem está de toalha não fala em dinheiro, só em prazer. Tem uma sauna seca e uma a vapor, ambas bem grandes e com iluminação propícia para você sabe bem o quê. No andar de cima, ao lado das saunas, tem ainda cinema, cabines privativas em estilo oriental e um dark room com cama gigante no meio. Conta ainda com bar, piscina, mezanino e mesas e cadeiras onde se pode fumar. Aos sábados rolam shows de gogo boys e drags jogando o cabelão. Sem falar que fica bem ao lado dos principais clubes gays da cidade.Rua Almirante Jaceguai, 239 – centro(85) 3219-1052www.dragonclubfortaleza.com.brUniqueInaugurou no mês de julho provando que Fortaleza não sofre com essa de alta ou baixa temporada, como é sempre calor, é sempre alta temporada. Fica bem no epicentro fervidíssimo da região da Rua Almirante Jaceguai/Centro Cultural Dragão do Mar e é uma opção mais refinada para quem quer se jogar e ver gente descolada. Tem bar, área VIP e fumódromo. Mais novinha de todas, é o sétimo clube gay de Fortaleza além dos tradicionais Music Box, Dona Santa, Meet e Crystal. Peça a caipirinha, é bem boa.Rua Dragão do Mar, 441 – Praia de IracemaTeatro José de AlencarNão tem como não conhecer o teatro que leva o nome de um dos mais famosos cearenses da cultura brasileira (e não é o Didi Mocó). Inaugurado oficialmente no dia 17 de junho de 1910, com a banda sinfônica do Batalhão de Segurança, tem projeto arquitetônico todo trabalhado no art noveau do capitão Bernardo José de Mello e jardim de ninguém menos do que do paisagista homossexual Roberto Burle-Max, feito tardiamente da construção do local, em 1974. A arquitetura em si já é um show para os adoradores da arte de construir.Praça José de Alencar, s/nTel.: (85) 3101-2596tja@secult.ce.gov.brVisitação: 2ª a 6ª, das 8h às 17hDonna SantaSe você sente saudades de ver um show do grupo de axé dos anos 1990 É o Tchan!, ou gosta de remexer os quadris com forró, samba, funk e toda sorte mais de ritmos brasileiros super animados vai gostar da Donna Santa, que mistura música eletrônica com todo tipo de ritmo que o povo quiser dançar. O clima é de festa geral, animação mesmo, todo mundo dança, ninguém faz carão e cerveja é a bebida oficial para espantar o calorão que faz em Fortaleza o tempo todo (à noite o termômetro pode bater 28 graus). Ferve e lota muito às sextas.Rua Dragão do Mar, 308 - centroTel.: (85) 3219-1164 www.boatedonnasanta.com.brMercado CentralReúne todas aquelas lembrancinhas de artesanato local que você vê espalhadas pelas pencas de feirinhas ao longo da cidade, mas com a comodidade de ser em um local longe do sol forte e com uma boa infra-estrutura. Então tem barquinhos dentro de garrafas, chaveirinhos com trabalhos de areia colorida e camisetas com estampas bem humoradas. Como todo bom mercado central que se preze, tem de cachaças com siris dentro da garrafa a cangas, passando por castanhas de todos os tipos, colchas e roupas de renda, temperos e especiarias e até mesmo um bode inteirinho empalhado que serve de porta bebida. Bafo mesmo são as sandálias de couro de jumento, que são super resistentes e não abrem o solado.Avenida Alberto Nepomuceno, 199 – centroFuncionamento: Segunda à sexta das 8h às 18h, sábado das 8h às 17h e aos domingos das 8h às 12hwww.mercadocentraldefortaleza.com.br


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Jovens gays se unem em rede de combate à AIDS e à homofobia



Jovens gays de todos os Estados do Brasil reunidos em os dias 14 e 17 deste mês fundaram a Articulação Brasileira de Jovens Gays – Artgay Jovem, que nasce com o objetivo principal de debater e construir ações em defesa dos direitos humanos da juventude gay no Brasil. A atenção será total para homossexuais jovens e suas questões. A atuação será nacional e para isso foram eleitos durante o encontro nacional de gays em Natal jovens de todas as cinco regiões do Brasil, coordenados nacionalmente pelo ativista Carlo Bem, que é também coordenador do Movimento gay da Região das Vertentes em São João del-Rei, interior de Minas Gerais.“Nosso debate ainda passa pelo direito à vida. Tem jovem gay virando churrasquinho no Brasil. O índice de jovens gays assassinados por crimes de ódio cresce progressivamente no país. Exigimos a aprovação da criminalização da homofobia”, pontua Carlos. Ainda segundo ele, a nova rede vai também atuar na prevenção e no combate à AIDS porque a população jovem é a mais afetada pela doença, no debate sobre segurança pública, sobre preconceito na escola e no mercado de trabalho. “O mercado de trabalho se fecha tanto pela inexperiência de jovem, mas a homofobia acresce essa dificuldade.” Para saber mais é só acessar o www.artgays.blogspot.com.


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Revista elege deputado Jean Wyllys como Transformador de 2011



Além de estar concorrendo na categoria Parlamentar de Futuro em votação do site especializado em política Congresso em Foco, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), o primeiro parlamentar brasileiro homossexual assumido, também figura na lista de outra premiação, o Prêmio Trip Transformadores de 2011. Criado em 2007, o prêmio da revista Trip neste ano contempla ao todo 14 personalidades que de alguma forma contribuíram e ainda contribuem para transformar a atual realidade em um lugar melhor para se viver, que de alguma forma deixam de pensar em si mesmos e olham também para o outro. Para conferir a lista completa é só clicar aqui. Jean figura na lista como alguém que “aplica seu discurso articulado, lapidado por anos de trabalho como jornalista, professor universitário e autor de livros, para a construção e a aplicação de um aparato legal de combate ao preconceito”. A entrega do prêmio está marcada para o dia 26 de setembro, em cerimônia no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.


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Militantes gays são malandros oportunistas, dispara Malafaia



O líder da igreja Assembleia de Deus no Brasil, o pastor Silas Malafaia, mais uma vez usou todo seu poder de retórica e conhecimento para atacar os homossexuais. Em entrevista à revista “Época”, Malafaia diz que os militantes da causa LGBT são “malandros oportunistas” que recebem dinheiro para serem heterofóbicos.Silas Malafaia fala ainda sobre o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e profetiza que nas próximas eleições “ele vai ter três ou quatro vezes mais votos que recebeu na eleição passada”. Isso porque, como bem sabe o pastor, “a sociedade brasileira é conservadora, 90% da população é cristã. Desses 90%, os evangélicos e católicos praticantes são 70%. Nós somos maioria absoluta neste país”.Igualando a homossexualidade à promiscuidade, Malafaia alfineta ainda o primeiro deputado federal assumidamente gay, Jean Wyllys (PSOL-RJ), questionando “qual é o deputado gay que teve uma votação expressiva?”. A íntegra da entrevista você confere clicando aqui.


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Pai sente vergonha de filho homofóbico em vídeo do GGB, assista



O Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de divulgar o vídeo de sua campanha para a 10ª Parada Gay da Bahia, que será realizada em Salvador no próximo dia 11, no Campo Grande. No vídeo, um pai começa a confessar que tem vergonha do filho e dos amigos dele, se pergunta onde foi que errou e se mostra bem triste.A redação da fala é esperta e deixa o melhor para o final. A vergonha do pai é porque “ele é homofóbico”. A mensagem termina com a frase “Ser gay não é estranho. Estranho é ser homofóbico”. Na mesma levada, o Grupo Gay da Bahia produziu também outro vídeo, mas este para comemorar a decisão de maio do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece as uniões estáveis para casais de mesmo sexo.


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Escritora fala ao Mix sobre importância do Dia da Visibilidade Lésbica



Quando se pensa em literatura homossexual logo vêm à cabeça nomes como Caio Fernando Abreu, Oscar Wilde, Glauco Matoso ou Jean Genet, dentre tantos outros escritores assumidamente gays. Mas não se pode esquecer que a Literatura é feita de histórias e personagens dos mais diversos, e que as lésbicas também escrevem e são objeto de escrita. Para falar mais sobre isso no Dia da Visibilidade Lésbica, este 29 de agosto, o Mix conversou com Laura Bacellar, editora e escritora que enfrenta os desafios de ser lésbica, escrever sobre isso e fazer com que as pessoas se interessem por obras de temática homossexual feminina. Ela é editora da Brejeira Malagueta (www.editoramalagueta.com.br) e uma das autoras do livro “Frente e verso - Visões da lesbianidade”, que ganha lançamento nesta segunda-feira, a partir das 18h30, na Livraria Cultura, loja das Artes no Conjunto Nacional, em São Paulo.Qual o significado de um Dia da Visibilidade Lésbica? É relevante?É muito relevante, porque de todas as minorias sexuais as lésbicas são as mais invisíveis. Primeiro por serem mulheres, e ninguém nessa nossa sociedade fala muito de mulheres em si, a preocupação é sempre sua relação com homens ou filhos. Depois que são homossexuais, um segmento de gente mal compreendido e sujeito a mil preconceitos. As mulheres, assim, são convidadas a ficar caladas sobre sua sexualidade e sobre seus amores, uma tendência que dá muito trabalho reverter. Mas é necessária para que homossexuais consigam ter uma vida mais aberta e feliz.Como você definiria a atual realidade da lésbica brasileira? Avançamos? Regredimos?Avançamos, não há dúvida. Homofobia já virou um termo de uso comum (infelizmente seu significado permanece também muito conhecido de lgbts brasileiros), as paradas se multiplicam e facilitam o entendimento pela população de que as minorias sexuais existem e não são tão esquisitas quanto imaginavam, há uma abordagem mais natural de gays e lésbicas pelos meios de comunicação. Mas lógico que ainda falta muito, e as lésbicas jovens, estudantes, as religiosas, as casadas ainda sentem uma pressão absurda para se calarem e se conformarem ao molde dito "correto" de comportamento.Qual é a principal demanda da população de mulheres lésbicas brasileiras neste momento?Serem reconhecidas, terem espaço para se encontrarem, falarem, verem umas às outras. Querem ter modelos de lesbianidade positivos, querem não ser atacadas ou violentadas ou sofrer quaisquer outras violências ainda se praticam contra mulheres homossexuais.

Como a Literatura pode ajudar na luta pela cidadania lésbica?A literatura abre espaço no imaginário para cenários novos, para o exercício de maneiras diferentes de sexualidade e afetividade das expostas pela maior parte dos veículos de comunicação. A literatura permite que muitas leitoras se reconheçam nas histórias, que vejam seus dilemas retratados e que assim se sintam parte de um grupo em lugar de isoladas e diferentes. É um mecanismo muito poderoso de consciência e autoaceitação.Quais os principais desafios em se manter uma editora com títulos LGBT?Divulgar a editora quando há poucos meios que resenhem livros atualmente, e distribuir os livros em livrarias cada vez mais sem espaço e mais atulhadas de outras coisas que não livros. Fora que são pouquíssimas as livrarias com seções lgbt ou de sexualidade ou seja lá o que for. Os livros ficam perdidos naquele mar de publicações e não são encontrados pelos leitores que seriam seu público.Você já sofreu preconceito por editar livros de temática homossexual?Ah, sem dúvida. Muita gente do meio acha que literatura lésbica (e gay também, se não for sofrida e não acabar com todo mundo infeliz e morto) é uma subliteratura, um gênero que já chamaram de "folhetinesco" quando não de coisa pior. É engraçado que, quando alguém publica uma história de amor e sexo hétero, ninguém acha nada. Quando o tema é gay, vira fraquinho e sem conteúdo imediatamente...No que você pensa na hora em que vai escrever para sua leitora ou seu leitor?Eu penso em dizer algo que faça diferença, que a leitora fique feliz ou incomodada ou interessada em ler, mas que ela não encontre em outros lugares.Você acredita que homens também lêem livros de temática lésbica? Por quê?Sim, há muitos simpatizantes, muitos mesmo, que acham ridículo o preconceito que circula em nossa sociedade. E também há homens que se interessam em saber mais do universo das lésbicas. A nossa autora Rafaella Vieira, que escreveu “Depois daquele beijo”, um romance entre garotas adolescentes, tem tido resenhas em blogs os mais variados. Muita gente declara ser este o primeiro livro de temática homo que já leram, e que gostaram.Como são selecionadas as obras que serão publicadas na Malagueta?Nós nos interessamos por obras que prendam a atenção, tenham qualidade narrativa, personagens consistentes, tramas bem amarradas. E que retratem de forma interessante algum aspecto do universo das lésbicas, seja de que parte for do Brasil, seja de que idade ou condição social a autora escolha descrever.Escrever para você é uma terapia contra tantas coisas chatas da vida real?Sem dúvida. Quando a gente se sente inundada pela bobajada que dizem por aí, escrever algo a respeito dá um certo controle, alivia a situação.Você sente falta de personagens lésbicas na televisão?Como todo mundo que é lgbt. Cansa aqueles personagens que mal se tocam, que se olham a distância, que não expressam afetividade, não é mesmo? Que ridículo não mostrar afeto entre pessoas do mesmo sexo, como se fosse doença. Eu tenho certeza de que essa história de não mostrar beijo gay, beijo de lésbicas na TV vai ser considerada medieval daqui a uns dez anos, uma loucura incompreensível para as próximas gerações.O que achou do fato de o primeiro beijo gay na televisão ter sido entre mulheres?Pois é, rola o entendimento que o público se ressente menos de ver duas mulheres do que dois homens juntos. Bom, é melhor começar por algum lugar do que não fazer nada, então o beijo teve seu aspecto positivo, mas achei ruim a postura dura das atrizes, as falas bestas, o fato de as duas se vestirem de maneira convencional (e bem hétero), o fato de uma se apresentar como relutante e não querer dar qualquer continuidade ao contato. Mais uma mensagem de que é preciso reprimir a expressão do afeto.O que esse beijo representou realmente para o Brasil?Ah, foi bom para levantar discussões, teve mais vida nos blogs e sites do que na novela, mas tem chão para algo assim representar os 10% das mulheres homossexuais brasileiras, não?E como a eleição de uma mulher para governar o País pode ajudar a realidade das mulheres lésbicas?Uma mulher no poder não necessariamente ajuda as mulheres, ainda mais se ela entra no jogo como os homens. A Dilma levou uma série de mulheres para seu círculo de poder em Brasília, o que é bom em teoria, mas não se pronunciou claramente a respeito de nada em favor dos homossexuais e tem cedido vergonhosamente à pressão da bancada evangélica. O veto ao kit contra a homofobia que era para ser usado nas escolas foi um vexame, mil pontos negativos na minha medição da presidente. Parece que ela tem medo de ser vista como lésbica e faz questão de se distanciar de nossas questões. Se ela é hétero, não parece considerar as lésbicas merecedoras de sua atenção. Se ela é lésbica, faz aquele gênero trancada dentro do armário que nos trata mal para mostrar ao mundo que não tem relação com a homossexualidade. Uma pena.


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Divas gays dominam o VMA 2011. Gaga foi de homem



Realizado na noite do último domingo, 28, no Kodak Theatre, em Los Angeles, o VMA 2011 foi totalmente dominado pelas divas gays, que levaram a maioria dos prêmios da noite – menos os da ala masculina. Mas foi por pouco, já que Lady Gaga foi incorporada de seu alter-ego de homem. A grande vencedora foi a única delas a igualar Michael Jackson na parada da Billboard, Katy Perry, que saiu da premiação com três astronautas prateados – o troféu. Ela venceu em clipe do ano, melhor colaboração e melhores efeitos especiais. Lady Gaga venceu na categoria de melhor vídeo com mensagem com “Born This Way” e disse ao agradecer o prêmio: “não importa se você é gay, bissexual, lésbica ou transgênero, você nasceu desse jeito” – e todo mundo aplaudiu. Confia a lista completa dos vencedores: Clipe do ano: Katy Perry - "Firework"Melhor clipe feminino: Lady Gaga - "Born This Way"Melhor clipe masculino: Justin Bieber - "U Smile"Melhor clipe hip hop: Nicki Minaj - "Super Bass"Artista revelação: Tyler, The Creator - "Yonkers"Melhor clipe de pop: Britney Spears - "Till The World Ends"Melhor clipe de rock: Foo Fighters - "Walk"Melhor colaboração: Katy Perry feat. Kanye West - "E.T."Melhor direção de arte: Adele - "Rolling In The Deep"Melhor coreografia: Beyoncé - "Run The World (Girls)"Melhor fotografia: Adele - "Rolling In The Deep"Melhor edição: Adele - "Rolling In The Deep"Melhores efeitos especiais: Katy Perry feat. Kanye West - "E.T."Melhor vídeo com mensagem: Lady Gaga - "Born This Way"


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sábado, 27 de agosto de 2011

Ponte no Piauí ganha bandeira gay gigante



Uma iniciativa do Grupo Matizes de defesa da cidadania LGBT, a ponte estaiada João Isidoro França, em Teresina, ganhou uma enorme bandeira do movimento militante gay na noite da última quinta-feira, 25. O hasteamento é uma forma de celebrar a Parada da Diversidade de Teresina, realizada a partir das 16h desta sexta-feira, 26.Com 60 metros de altura por 12 de largura e 100 quilos de peso, a bandeira pode ser avistada de longe na capital piauiense e representa, segundo o Matizes, o respeito que a população da cidade tem para com os LGBT.


central

Rio Grande do Norte passa a aceitar nome social de transexuais



Os e as transexuais e travestis do Estado do Rio Grande do Norte poderão usar seu nome social nas repartições do Poder Executivo estadual. A decisão da governadora Rosalba Ciarlini se deu por meio do Decreto nº 22.331, publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 13, concedendo à população trans o direito de ser identificada pelo nome social. O decreto prevê "que a indicação do nome social pelo interessado deve ocorrer por ocasião do preenchimento, perante Órgão ou Ente Público do Poder Executivo Estadual, de cadastro, ficha ou qualquer outro documento".


central

Rapaz mata gay e come fígado da vítima em cidade mineira




SANDUICHEIRA USADA PARA ESQUENTAR O FÍGADO




Na cidade mineira de Alfenas, a polícia prendeu na última quinta-feira, 25, Fernando Alves, 20 anos, acusado de matar a facadas o cabeleireiro Gilvan Firmino Pereira, mais conhecido como Willians, dentro da própria casa dele, na Rua Américo Totti. Depois de tirar a vida do homossexual, o rapaz ainda retirou o fígado dele e tentou comer depois de esquentar em uma sanduicheira.O corpo de Gilvan foi encontrado mutilado na manhã de quinta-feira por policiais que arrombaram a porta da casa dele depois de terem recebido denúncia dando conta de que havia sangue escorrendo para o lado de fora da residência da vítima, que morreu por volta das 3h da madrugada, segundo relatos dos vizinhos, que ouviram os gritos do cabeleireiro. A polícia listou as características de Fernando e ele foi preso ainda na manhã de quinta-feira, confessando o crime logo de cara. Em entrevista coletiva no mesmo dia na delegacia, ele confessou também que retaliou o corpo de Gilvan, retirou o fígado dele e assou em uma sanduicheira elétrica para comer. "Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro", revelou friamente à imprensa. Responsável pelo caso, o delegado Leonardo Bueno Procópio esclareceu que Gilvan tinha o hábito de acolher Fernando em sua casa para que ele usasse drogas. Gilvan teria tentado manter relações sexuais com o jovem, mas ele resistiu. Na segunda tentativa de Gilvan ele teria perdido a cabeça e matado o cabeleireiro. Ele foi esfaqueado no peito, nas costas, teve a ponta de seu nariz cortada, boca desfigurada, fígado arrancado e muitos cortes pelo braço. Além disso, Fernando cortou os testículos da vítima e os colocou na boca de Gilvan porque "ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo".Natural de Alfenas, Fernando era garçom, mas depois de seu envolvimento com o crack sua vida teria ficado desequilibrada. Ele vai aguardar o julgamento em regime fechado e responderá por homicídio triplamente qualificado.


CENTRAL

Ex-companheira acusa cantora Joanna de agressão



Um caso de violência doméstica entre um casal de lésbicas foi parar no 3º Juizado da Violência Doméstica contra a Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas não é um casal comum: trata-se do bafão entre a cantora Joanna e sua ex-companheira, a empresária Maria Marta Vieira.Maria Marta alega que foi agredida em janeiro deste ano pela ex, que se defende dizendo que agiu em legítima defesa porque Maria Marta, classificada por ela como ciumenta e possessiva, não aceita o fim do relacionamento entre as duas e começou a agredi-la. Segundo Maria Marta, Joanna a teria traído.As duas não estavam mais juntas, mas continuavam morando no mesmo apartamento até que ele fosse vendido e o dinheiro repartido. Joanna não queria levar o caso para a Justiça por causa de sua vida pública, mas não teve jeito. Só para lembrar, a Lei Maria da Penha, que dispõe sobre a violência doméstica, também é aplicada para casais homoafetivos.


cio

Lançamento de livro marca Dia da Visibilidade Lésbica em SP



A Editora Malagueta vai aproveitar o Dia da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, para realizar em São Paulo o lançamento da mais nova obra da literatura bolachesca brasileira: “Frente e verso – Visões da lesbianidade”, escrita por Lúcia Facco, Laura Bacellar e Hanna Korich. O livro ganha lançamento no próximo dia 29, a partir das 18h30, na Livraria Cultura, loja das Artes no Conjunto Nacional.O nono título lançado pela Malagueta reúne três nomes de peso no assunto falando sobre a lesbiandade com conhecimento de causa, como quem vive todos os dias as delícias e dissabores de ser uma mulher que ama outra mulher. São artigos de linhas de pensamento diferentes, mas complementares entre si. E no próximo domingo, 28, também comemorando o Dia da Visibilidade Lésbica, as escritoras Karina Dias, Lúcia Facco e Rita Moreira recebem no Sarau de Literatura Lésbica o público a partir das 16h, na Casa das Rosas, para um café da tarde que vai contar também com bate papo sobre o mundo das lésbicas. A entrada é grátis. Sarau de literatura lésbica - 28 de agosto (domingo), às 16hCasa das Rosas: Avenida Paulista, 37 - Bela VistaEntrada gratuitaLançamento do livro “Frente e verso – Visões da lesbianidade” - 29 de agosto (segunda-feira), a partir das 18h30Livraria Cultura, loja das Artes no Conjunto Nacional: Avenida Paulista, 2073 - Bela VistaEntrada gratuita


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Presidiários se lançam em jogos de amor em peça em Salvador



O próximo fim de semana é a última oportunidade para conferir em Salvador a peça “O Melhor do Homem”, escrita por Carlota Zimmerman (1986) e dirigida por Djalma Thürler, ela conta a história de um amor que surge entre dois presidiários. O espetáculo faz suas duas últimas apresentações no Teatro Moliére no sábado (27) e domingo (28).Na trama escrita pela norte-americana Carlota com apenas 17 anos e já encenada no Brasil em 1995, os presidiários Dean e Skyler vivem um amor simbiótico que os faz se lançar como parceiros em jogos perigosos, se revezando em diversos papéis, até que um deles vença, ou seja vencido.Com Duda Woyda e André Carvalho no elenco, a peça mostra um amor que, como qualquer outro, sempre traz em si os germes da violência, do medo, da posse e da sujeição. O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2009 e realizou duas temporadas em 2010, em Salvador. Confira um trechinho: "O Melhor do Homem" – até 28 de agostoSábado e domingo, 20hTeatro Molière (Aliança Francesa): Avenida Avenida Sete de Setembro, 401 - Ladeira da Barra


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Simpático e gostoso, Ricky Martin simula orgia e comemora saída do armário durante show em São Paulo



Apagam-se as luzes no Credicard Hall. Nos telões, surge um vídeo em que o cantor porto-riquenho Ricky Martin aparece preso a várias correntes, numa espécie de demonstração a prisão em que viveu ao longo dos últimos anos, antes de assumir a sua homossexualidade. De repente, as correntes são quebradas e Ricky aparece no palco para cantar “Too Late Now – Será, será”, a primeira canção do show apresentado na noite desta sexta-feira, dia 26, em São Paulo, na primeira apresentação da turnê “Música + Alma + Sexo” pelo Brasil.O público majoritariamente composto por mulheres lotou a casa de shows – os ingressos já haviam se esgotado há algumas semanas – para prestigiar a apresentação do cantor que mostrou-se um verdadeiro exemplo de como a idade, muitas vezes, pode fazer bem a uma pessoa. Ricky estava lindo, simpático, sorridente (como sempre!) e gostoso, muito mais gostoso do que nos tempos de “Maria”.Depois de cantar “Dime que me quieres” e “It’s Alright”, o cantor solta as primeiras palavras: “Boa noite São Paulo. Estou muito contente de estar aqui mais uma vez. Vou deixar a minha alma no palco”, prometeu. E cumpriu.Imediatamente, o belo deu início a uma sequência mega animada que fez o público bailar, cantar em coro e transformar o espaço numa verdadeira pista de dança. “Livin’ La Vida Loca”, “She Bangs” e “Shake Your Bon Bon” foram cantadas uma após a outra. Enquanto Ricky sensualizava no palco, as mulheres ensandecidas gritavam, numa prova de que um galã pode sair do armário e continuar sendo sonho de consumo (viu, Gilberto Braga?). De quebra, Ricky ainda conquistou o carinho do público gay, que teve sua parcela de participação entre o público.O clima de ferveção continuou com uma versão meio cumbia, meio flamenco de “Maria” – sucesso que o consagrou nos anos 90 - em uma coreografia que remetia ao ambiente típico de um cabaré. Ricky emendou com “Frio”, o mais recente single do seu novo álbum e, ao mesmo tempo, uma preparação para o momento mais bafo da noite: a performance de “I Am”, em que Ricky e, principalmente, seus dançarinos simulam uma orgia no palco.Uma cena que poderia remeter a promiscuidade acabou se tornando um dos momentos mais belos do show. Bem desenhada artisticamente, a apresentação mostrou que a liberdade e o prazer também têm sua beleza. O show entrou na reta final com uma nova sequência de hits latinos: “Mas”, “Lola Lola”, “La Bomba” e “Pegate”. Mas para fechar com tudo antes de voltar para o bis, Ricky começou “Cup of Life”, que já foi tema da Copa do Mundo de Futebol. Com luzes verdes e amarelas no palco e balões com as cores da bandeira brasileira na plateia, o público foi ao delírio. “Foi uma noite maravilhosa. Vou levar o coração de vocês para casa”, disse o bom moço, se retirando do palco.Poucos segundos depois, Ricky voltou para o bis com o hit “Best Thing About Me Is You”, em versão bem intimista, e ao final clamou “igualdade para todos!”. Logo emendou com uma versão remixada de “Maria”. Antes de se despedir, o belo se aproximou dos fãs que estavam na beira do palco e ganhou uma bandeira metade Brasil, metade Porto Rico. Ainda que estivesse com um português quase perfeito, ele se desculpou sem jeito: “Eu vou levar o coração de vocês para minha casa, foi uma noite inesquecível. Juro que da próxima vez o meu português vai estar melhor”.Abraçado em uma bandeira brasileira que ganhou da plateia, ele soltou aquele sorrisão e deu adeus ao público, depois de 1h40min de show.O fofo ainda se apresenta neste sábado, dia 27, no Rio de Janeiro, no Citibank Hall, e em Porto Alegre, no dia 30, no Ginásio Gigantinho.


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sábado, 20 de agosto de 2011

68% das internações por HIV são de heterossexuais, diz governo



A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou nesta semana levantamento apontando que os heterossexuais são maioria no número de casos de internação por HIV, derrubando o mito de que a AIDS é uma “peste gay”, como era vista nos anos 80. A pesquisa foi realizada pelo hospital estadual Emílio Ribas, que é referência em tratamento de doenças infecto-contagiosas na capital paulista.Segundo o estudo, 80% dos atendimentos realizados no hospital são voltados a portadores do vírus HIV, sendo que 68% deles se declaram heterossexuais. A pesquisa revela ainda que 25% são do sexo feminino e a maioria, homens e mulheres, têm idade entre 30 e 40 anos. Apenas 20% dos entrevistados declararam união estável com o parceiro. “Houve muitos avanços na medicina no que se diz respeito ao tratamento da AIDS da década de 80 para cá, mas não adianta a medicina evoluir se toda a população não estiver consciente dos riscos da doença e de como preveni-la”, alerta o médico infectologista David Uip, diretor do Emílio Ribas.O levantamento questionou também a escolaridade dos pacientes e dimensionou que 42% dos pesquisados têm o ensino fundamental concluído, e apenas 0,9% haviam concluído o ensino superior. A pesquisa foi realizada pelo serviço social do Emílio Ribas com 100 pessoas durante 15 dias.


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Prefeito de Teresina volta atrás e deve liberar avenida principal para Parada Gay



Depois da polêmica envolvendo o prefeito de Teresina Elmano Ferrer (do PTB) e o grupo Matizes (que organiza a Parada gay na cidade) em torno da liberação da principal avenida da cidade para a Parada, o político participou da 2a. Conferência Municipal de Políticas Públicas para a População LGBT e deu sinais de que pode liberar a avenida Frei Serafim na sexta-feira, 26, às 17h, como quer o Grupo Matizes. Inicialmente, o Prefeito ofereceu a avenida Fei Serafim, mas no domingo. O Matizes não aceitou a oferta, já que no domingo o centro da cidade estaria deserto.Elmano fez questão de vestir a Camisa da Parada da Diversidade de Teresina e em discurso assumiu compromisso de implantar as políticas públicas para a população LGBT. O prefeito afirmou que sua missão é cuidar das pessoas - de todas as pessoas, independente de orientação sexual, raça, etnia e que sua administração não discrimina pessoas. O prefeito disse que já determinou a seus auxiliares que tentem chegar um acordo com a organização da Parada, que acontecerá no próximo dia 26 de agosto.Reunião decidirá local e horário da ParadaO Ministério Público Estadual notificou o Matizes e a STRANS para uma reunião nesta sexta-feira, dia 19, às 10h, na sala do Núcleo da Fazenda Pública. O objetivo é encontrar uma saída para o impasse criado em virtude da recusa da STRANS de disciplinar o trânsito durante o percurso da Parada. A proposta do Matizes é a liberação de uma das vias da Frei Serafim para os participantes da Parada, deixando as outras duas livres para o tráfego de veículos. A STRANS negou o pedido, alegando que, por ser um horário de pico, o percurso não deve contemplar a Frei Serafim. O Matizes, por sua vez, alega que, a exemplo de todas as outras edições da Parada, é importante manter a Parada na Frei Serafim porque essa via pública dá mais visibilidade às bandeiras do Movimento LGBT. "Nós sempre fizemos a Parada passando pela Frei Serafim e nunca ocorreu um incidente. A alegria, a leveza e a descontração sempre foram as marcas da Parada. Não entendemos porque se criou essa celeuma toda em torno da realização da Parada, que segue o mesmo formato dos anos anteriores", afirma Carmen Ribeiro, Coordenadora do Matizes.


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Supremo decide: aposentadoria de gay vai para parceiro e não filha. Leia texto



Uma decisão do Supremo que estava nas mãos do Ministro Celso de Mello garantiu jurisprudência em mais um direito civil para população homossexual: uma filha que pedia na Justiça para que a pensão do pai fosse dada a ela e não ao companheiro homossexual do pai foi negada pelo Ministro e teve voto unânime dos outros Ministros do Supremo. A decisão é irrevogável. O texto do ministro Celso de Mello é mais uma obra que aumenta nosso orgulho pelo órgão máximo da Justiça brasileira. Leia frases da decisão abaixo. "Ninguém, absolutamente ninguém, pode ser privado de direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual." (a diginidade humana) "Assume papel de extremo relevo no processo de afirmação, gozo e expansão dos direitos fundamentais, qualificando-se, em função de sua própria teleologia, como fator de neutralização de práticas ou de omissões lesivas cuja ocorrência possa comprometer, afetar ou, até mesmo, esterilizar direitos e franquias individuais".


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Às vésperas da Parada, Ribeirão Preto ganha outdoor homofóbico



Com sua 7ª Parada do Orgulho LGBT marcada para o próximo domingo, 21, a cidade paulista de Ribeirão Preto está em polvorosa não só por causa da caminhada, mas também por um outdoor evangélico que está sendo considerado homofóbico pelo movimento militante da cidade. Os ativistas já acionaram a Justiça para que o anúncio seja retirado.
O outdoor de fundo branco com letras pretas foi colocado na cidade nas vésperas da Parada, na última quinta-feira, 17, e traz três passagens bíblicas que supostamente condenariam a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo. Uma delas é "se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...", do livro de Levítico.A outra é da Carta de São Paulo aos Romanos e diz que "até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros". Apoiadora da ideia, a Igreja Casa de Oração diz que a iniciativa tem como objetivo "denunciar o pecado da homossexualidade", segundo o pastor Antônio Hernandes Lopes.A igreja alega que vive em um País democrático e pode expressar sua opinião como quiser. Mas os ativistas acham que não e foram na quarta-feira à Defensoria Pública, que ainda estuda se abe ação judicial contra os responsáveis pelo outdoor. "Desses valores, penso que deve prevalecer o da liberdade sexual e o combate à homofobia", disse o defensor público Aluísio Ruggeri Ré.


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Com presença de deputados friendly, PSol lança seu Setorial LGBT em São Paulo

O PSol de São Paulo lançou em solenidade na Assembleia Legislativa paulista na noite da última quinta-feira, 18, seu Setorial LGBT, que já nasce com o apoio de figuras importantes do partido como o deputado federal Ivan Valente e o deputados estadual Carlos Giannazi, que compareceram ao lançamento da iniciativa para discursar em favor da cidadania dos homossexuais. “Esse setorial vai colocar o PSol na vanguarda das discussões LGBT. É preciso algum grau de organização para ser mais eficaz e o PSol tem condições de assumir esse debate”, pontuou Ivan Valente, completando ainda que “ainda tem muito espaço para ser ocupado”. O partido já conta com setoriais LGBT na Bahia, Acre, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Fortaleza e agora em São Paulo, onde, para Giannazi, “é muito difícil aprovar qualquer proposta sobre homossexualidade aqui na Assembleia porque a bancada fundamentalista é muito forte”. Para ele, a criação do setorial “é uma forma mais eficaz de articular as demandas LGBT”, garantindo que “o nosso mandato vai marchar junto com esse setorial para avançar nessa luta”.Para participar do Setorial LGBT do PSol é preciso ser filiado ao partido, mas quem não é pode assistir algumas reuniões do grupo para sentir o clima e saber se gosta ou não antes de assinar a filiação. Mais informações no site do PSol, o www.psol.org.br. No Brasil, têm setoriais LGBT ainda o PSTU, o PSDB, o PTB e o PT.


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Com presença de deputados friendly, PSol lança seu Setorial LGBT em São Paulo



O PSol de São Paulo lançou em solenidade na Assembleia Legislativa paulista na noite da última quinta-feira, 18, seu Setorial LGBT, que já nasce com o apoio de figuras importantes do partido como o deputado federal Ivan Valente e o deputados estadual Carlos Giannazi, que compareceram ao lançamento da iniciativa para discursar em favor da cidadania dos homossexuais. “Esse setorial vai colocar o PSol na vanguarda das discussões LGBT. É preciso algum grau de organização para ser mais eficaz e o PSol tem condições de assumir esse debate”, pontuou Ivan Valente, completando ainda que “ainda tem muito espaço para ser ocupado”. O partido já conta com setoriais LGBT na Bahia, Acre, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Fortaleza e agora em São Paulo, onde, para Giannazi, “é muito difícil aprovar qualquer proposta sobre homossexualidade aqui na Assembleia porque a bancada fundamentalista é muito forte”. Para ele, a criação do setorial “é uma forma mais eficaz de articular as demandas LGBT”, garantindo que “o nosso mandato vai marchar junto com esse setorial para avançar nessa luta”.Para participar do Setorial LGBT do PSol é preciso ser filiado ao partido, mas quem não é pode assistir algumas reuniões do grupo para sentir o clima e saber se gosta ou não antes de assinar a filiação. Mais informações no site do PSol, o www.psol.org.br. No Brasil, têm setoriais LGBT ainda o PSTU, o PSDB, o PTB e o PT.


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Gays ganham festa no último capítulo de Insensato Coração e Vinicius terá pena de 12 anos por assassinato de Gilvan



O último capítulo da novela Insensato Coração, que vai ao ar nesta sexta-feira, girará em torno do assassinato de Norma (Gloria Pires). Mas há outros desfechos paralelos que muito nos interessa. Em especial sobre os personagens gays da trama. O casal Eduardo e Hugo (Marcos Damigo e Rodrigo Andrade, respectivamente) assinarão o documento de união estável ao lado dos pais. Uma festa para o novo casal será armada no quioque da Sueli e terá direito a bolo com a imagem dos dois meninos. Muito fofo. Grande parte do elenco estará presente na festa. Já Vinicius (Thiago Martins) será julgado pelo assassinato de Gilvan (Miguel Roncato) e pegará doze anos de prisão. Já Natalie Lamour posará nua mais uma vez e se canditará ao cargo de deputada federal. Ela será a mais votada e seu amigo Roni (Leonardo Miggiorin) será o assessor da moça em Brasília. E o Ismael, hein? Bem que ele poderia posar para a JUNIOR né?!


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Madonna faz concurso para escolher bailarino no Brasil. Pode ser você



A rainha do pop Madonna vai voltar a por o pé na estrada a partir do ano que vem em turnê de seu novo disco, inclusive passando pelo Brasil, e vai escolher um novo bailarino para fazer parte do time de profissionais que a ajuda a fazer todo aquele espetáculo em seu show. E gente do Brasil que estiver interessada pode participar.“O concurso é uma oportunidade única de conhecer os melhores dançarinos desconhecidos do mundo”, declarou Madonna – que atualmente namora o dançarino Brahim Zaibat - sobre o “The Smirnoff Nightlife Exchange Project”, feito em parceria com a marca de vodca. Os candidatos devem estar prontos para viajar já em novembro deste ano e possuir passaporte válido pelo menos até o fim de 2013. A nova turnê de Madonna começa em abril de 2012 e vai passar por EUA, Europa, Canadá, América do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Quem quiser saber mais pode acessar o site oficial da diva.


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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Equador fecha 30 clínicas que prometiam cura para gays




A EF informa: autoridades do Equador fecharam clínicas ilegais que consideravam homossexualidade uma doença e que ofereciam "cura" a ela. Grupos LGBT do país acreditam que existem ainda 200 clínicas que oferecem cura de gays no país. "Dizem que são 200 no país, é possível. Se nós fechamos quase 30, seria muito importante que denunciassem (os afetados) para que todas (as clínicas ilegais) fossem fechadas", disse em entrevista o vice-ministro da Saúde Pública do Equador, Nicolás Jara.Karen Barba, da ONGCausana, disse que as clínicas de "cura" para gays funcionam disfarçadas de centros de reabilitação para de dependentes químicos.Um das internadas falou à agência de notícias. Paola Ziritt, 28 anos, sofreu abusos - inclusive sexuais -, insultos e tortura, como ficar algemada, permanecer dias sem comer e levar surras. Os guardas do estabelecimento chegaram a jogar urina e água gelada nela. "Foi humilhante, horrível", afirmou Ziritt, que sofreu tudo isso em apenas três meses no centro, algemada em um quarto sem nada, nem sequer luz. A mãe de Ziritt foi quem a internou na clínica, pois na época acreditava em "cura" para a homossexualidade, mas depois acabou tirando-a de lá após receber uma carta secreta da filha.


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Assembléia de São Paulo ganha Frente Parlamentar Evangélica para lutar por Dia do Orgulho heterossexual no Estado



Foi criada nesta terça-feira, 16, a Frente Parlamentar Evangélica na Assembléia Legislativa de São Paulo. Como 23 integrantes (25% do total da Assembléia, que conta com 94 deputados), a Frente quer fazer oposição à temas como maconha, aborto e direitos civis de homossexuais. "Nós tivemos recentemente a aprovação de apoio à liberação da maconha e do dia de combate à homofobia. Tem alguns projetos que nós somos contra", afirmou o coordenador da frente, Carlos Cézar (PSC), pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular. O coordenador da frente afirma que a criação do Dia do Orgulho Heterossexual em todo o estado de São Paulo será um dos trabalhos da Frente."É uma coisa antagônica. Porque se tem o Dia do Orgulho Gay, por que não pode ter o Dia do Hétero? Temos de estudar, debater essa matéria. Somos de vários partidos diferentes, mas convergimos em várias situações", afirmou o deputado. "Vamos trabalhar no Congresso Nacional porque muitas leis que nos atingem, como a que discriminaliza o aborto, são federais, mas podemos agir. Há pouco o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a relação homoafetiva como relação familiar contrariando a Constituição. Pensamos que a convivência pode existir, mas isso não gera uma família", afirmou.


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Transexual é espancada por três homens em Porto Alegre



Uma médica pediatra transexual de Porto Alegre foi espancada por três homens na madrugada do último domingo, 14, após um acidente de trânsito. Fernanda Campos, 43, bateu no retrovisor do carro do trio que ficou irritado e começou a persegui-la.Ela dirigiu até um ponto de táxi para pedir socorro, mas não havia nenhum taxista no local e os três homens começaram a espancá-la. Fernanda levou pontapés, puxões de cabelo e socos. Além disso, ficou com diversos hematomas no rosto, dentes quebrados, lesões nos joelhos, mãos, ombros e costas, além de ter tido seus cabelos arrancados e ter perdido parte da visão em um dos olhos.Em depoimento à polícia na última segunda-feira, 15, ela disse que suspeitava primeiramente de um assalto ou sequestro relâmpago, mas teve certeza de que era homofobia pelas palavras que os homens usaram para ofendê-la. Os suspeitos poderão ser indiciados por lesão ou tentativa de homicídio.


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Aves de mesmo sexo têm relacionamento amoroso duradouro, aponta estudo



Mais uma prova de que a homossexualidade faz parte da natureza, cientistas norte-americanos chegaram à conclusão por meio de uma pesquisa que pares de aves do mesmo sexo têm relacionamentos tão estáveis e duradouros como os casais de pássaros heterossexuais. O estudo foi publicado neste mês na revista especializada "Behavioural Ecology and Sociobiology".O pássaro que teve seu comportamento analisado pela equipe de cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley e da Universidade Saint-Etienne, na França, foi o mandarim (Taeniopygia guttata), conhecidos por serem aves que cantam para seus parceiros como forma de fortalecer o relacionamento. Os pesquisadores concluíram que os casais de pássaros de mesmo sexo cantam e cuidam um dos outro de forma aos casais héteros. Segundo a líder do estudo, a pesquisadora Julie Elie, "minhas observações me levaram a um resultado surpreendente: indivíduos do mesmo sexo também interagem de uma forma associativa, como pares de machos e fêmeas". Ainda de acordo com as conclusões dela, “encontrar um parceiro social, não importa seu sexo, pode ser uma prioridade".


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Teresina: prefeito não libera avenida do Centro para Parada Gay. Caso pode ir para Justiça



A Parada Gay de Teresina, no Piauí, pode ir parar na Justiça. A prefeitura da cidade não liberou a avenida mais liberada da cidade, a Frei Serafim, para o evento, como queria os organizadores, o Grupo Matizes. O grupo pediu que a avenida fosse liberada para a Parada no dia 26 de agosto, uma sexta-feira, a partir das 17h30. Mas o prefeito Elmano Ferrer, do PTB, alegou que o dia e a hora são impróprios para o evento, por tratar-se de uma via muito movimentada, mas ofereceu a mesma Avenida, no domingo, 28, a qualquer hora. O Matizes não topou e o caso pode ter de ser resolvido na Justiça. Desde o início de sua realização, a 'Parada Gay de Teresina' acontece no Centro, a partir da Praça da Bandeira em trechos menos movimentados, até chegar à Praça Pedro II."O que acontece é que querem que o prefeito libere a Frei Serafim às 17h de uma sexta-feira. Você já pensou no caos? Se sem a parada já temos o trânsito que temos, imagina com a Frei Serafim interditada", disse o Prefeito, que nega ter proibido a Parada, apenas aconselhado que ela acontecesse no domingo. "Não aceito discriminação e nenhum tipo de preconceito. Sou inclusive amigo das lideranças do grupo Matizes. Mas vamos procurar um horário melhor. Um dia de domingo com certeza estaria liberado".
O grupo Matizes já protocolou pedido junto ao Núcleo da Fazenda Pública para que o Ministério Público entre no caso. "No domingo, as ruas de Teresina estão desertas. Portanto, não teria sentido fazermos a Parada, pois o nosso objetivo é justamente dialogar com a sociedade sobre a importância do respeito à diversidade. Se não há ninguém nas ruas, nós vamos dialogar com quê?", questiona Carmem Ribeiro, coordenadora geral do Matizes.


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Novo álbum da banda Cansei de Ser Sexy, La Liberacion, é lançado e dá para ouvir toda na internet



Não é pirataria nem caô. O novo álbum da banda Cansei de ser sexy, La Liberación, que foi lançado nesta terça-feira, 16, pode ser ouvido todinho pela internet, no site da revista Spin. "I Love You" é a primeira faixa e vem cheia de sintetizadores. Bem suja, o que dá o tom da primeira metade do álbum. A segunda parte é toda mais feliz e descompromissada, lembra, porntando, o delicioso começo da banda. Ao site da Spin, a vocalista Luisa Lovefoxx conta que o novo trabalho é mais experimental mesmo. Chega de bla bla bla. Se você curte o CSS ouça o álbum todo clicando AQUI.


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Ex-desembargador paulista lança nesta quarta livro sobre LGBT



A Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, recebe na noite desta quarta-feira, 17, o lançamento do livro “Homossexualidade: Uma visão mitológica, religiosa, filosófica e jurídica” (Editora Revista dos Tribunais), do ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e atual professor titular da USP (Universidade de São Paulo) Régis Fernandes de Oliveira.Na obra ele usa seu conhecimento para esclarecer alguns pontos importantes sobre a diversidade sexual com um olhar heterossexual, mas sem preconceitos ou maneirismos. Ele acredita que a discussão fica mais urgente ainda frente a fatos recorrentes de intolerância como os ataques homofóbicos na Avenida Paulista em 2010. “É necessário respeitarmos as diferenças e refletirmos sobre os atos ou causas das quais podemos fazer parte.”Durante o lançamento nesta noite, quem quiser vai poder ouvir de Régis como o livro foi realizado e as pesquisas que usou referentes à diversidade sexual para falar sobre ela. “Os homens devem aprender a viver em coletividade, respeitando as diferenças grupais. Não há estereótipos, nem paradigmas, nem formas”, opina.Lançamento do livro "Homossexualidade: Uma visão mitológica, religiosa, filosófica e jurídica"19 horasLivraria Cultura do Conjunto Nacional: Avenida Paulista, 2073 - Consolação


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Homoafetividade e famílias contemporâneas viram tema de debate



A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) promove, no próximo dia 26 de agosto, um ciclo de debates que tem como tema a “Homoafetividade e as famílias contemporâneas”. O evento rola das 9h30 às 17h, no Auditório Antonio Carlos Amorim , na Av. Erasmo Braga – 115 - 4º andar, Centro do RJ. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.Confira a programação completa do evento:Abertura: Desembargadora Kátya Maria Monnerat (TJ/RJ) – Presidente do Fórum Permanente de Direito de Família9:30 às 12:00hs: HOMOSSEXUALISMO E TRANSEXUALISMO (sic) EM DEBATEAção de mudança de nome e gêneroPalestrante: Desembargador Marco Antonio Ibrahim – TJ/RJPerícias psicológicas nas ações de gêneroPalestrante: Dra Glicia Barbosa de Mattos Brazil- Psicóloga do TJ/RJ com atuação no Núcleo de Psicologia das Varas de Família da Capital, Membro do Fórum de Direito de Família da EMERJCirurgia de transgenitalizacão e saúde do transexualPalestrante: Dr. Eloísio Alexsandro- Médico Professor do Serviço de Urologia do Hospital. Pedro Ernesto- HUPE/UERJ13:00 às 15:30hs.: O RECONHECIMENTO DA UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA COMO FAMÍLIARequisitos da união estávelPalestrante – Dra Acidália Isabel de S. Tymchak- Defensora Pública das Varas de Família da Capital; Membro do Fórum de Direito de Família da EMERJDecisão recente do STF sobre a união homoafetivaPalestrante: Desembargador Nagib Slaibi Filho – TJ/RJ - Presidente do Fórum de D. Constitucional da EMERJAnálise psicossocial sobre a relação homoafetivaPalestrante: Doutora Adriana Nunan –Psicóloga, Doutora em Psicologia Clínica (PUC-Rio) e Especialista em Terapia de Família. Autora de "Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo" (Rio de Janeiro, Caravansarai, 2003).15:30 às 17:00hs - DIREITOS DOS CASAIS HOMOAFETIVOSDireitos SucessóriosPalestrante: Dr. Luiz Paulo Vieira de Carvalho- Defensor Público de Classe Especial, autor da obra: “Direito Civil, Questões Fundamentais e Controvérsias na Parte Geral, no D. de Família e no D. das Sucessões”.AdoçãoPalestrante: Dr. Tadeu Antônio Valverde- Defensor Público da Vara de Infäncia e Juventude da Capital, Especialista em Direito da Criança e do AdolescenteInformações: Secretaria da EMERJ: (21) 3133-3369 e 3133-3380


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RO: Porto Velho realiza dia 28 sua 9ª Parada do Orgulho LGBT



Com organização do Grupo Gay de Rondônia, a cidade de Porto Velho vai realizar no próximo dia 28, um domingo, a 9ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Porto Velho, que neste ano tem como tema “Amai-vos uns aos outros. Nós temos direitos”. A concentração começa às 14h, na Praça Três caixas D’Água, em frente à Delegacia da Mulher.


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Sindicato de Advogados de SP promove I Jornada do Direito Antidiscriminatório



De 23 a 26 de agosto, o Sindicato dos Advogados de São Paulo, em parceria com o GADVS – Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual –, realiza a 1ª Jornada do Direito Antidiscriminatório. A abertura contará com a participação do Juiz Roger Raupp Rios e do advogado e defensor dos Direitos Humanos Aton Fon Filho. No último dia do evento, será abordada a questão da homofobia com a participação de Marisa Fernandes e Paulo Mariante, além da intervenção cultural de Renata Peron.As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.Veja a programação completa do evento:23/08 (terça-feira) às 19hs: Direito Antidiscriminatório e a luta dos movimentos sociaisAbertura:Bloco Afro Ilú Obá De MinMesa: Roger Raupp Rios ( Juiz Federal da 4ª Região, Doutor em Direito pela UFRGS) Aton Fon (Advogado, Membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e da Renap) 24/08 (quarta-feira) às 19hs: Defesa de ações afirmativas e combate à discriminação racialIntervenção cultural: Milton Salles ( Rapper, fundador do MH2o - Movimento Hip Hop Organizado) e Tchellão ( Rapper)Mesa: Representante do Comitê Contra o Extermínio da População Negra Silvio Luiz de Almeida (Advogado, doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, Presidente do Instituto Luiz Gama) 25/08 (quinta-feira) às 19hs: Androcentrismo Jurídico e combate à discriminação de gêneroIntervenção cultural: Peça "Carne:patriarcado e capitalismo" - Cia Kiwi de Teatro Mesa: Nalu Faria (Marcha Mundial de Mulheres) Kenarik Boujikian Fellipe (Juíza da Associação Juízes para a Democracia) 26/08 (sexta-feira) às 19hs: Direitos de LGBT's e enfrentamento à homofobiaIntervenção cultural: Renata Peron ( cantora e atriz)Mesa: Marisa Fernandes (Coletivo de Feministas Lésbicas de São Paulo) Paulo Mariante (Advogado, militante do IDENTIDADE- Grupo de Luta por Diversidade Sexual) Encerramento: "Samba de raiz" roda de samba com Tiarajú Pablo e bandaLocal: Sala dos Estudantes - Faculdade de Direito da USP, Largo de São Francisco, nº 95, São PauloMaiores informações: (11) 3105-2516


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São Paulo recebe a 7ª edição do festival Cinema Mostra Aids



Organizada anualmente pelo Grupo pela Vidda, acontece de 19 a 25 de agosto o VII Cinema Mostra Aids. Filmes e documentários nacionais e internacionais que abordam o universo de homossexuais soropositivos estão entre os destaques da programação. Os filmes serão exibidos no Centro Cultural São Paulo e no Cine Olido. Mais informações podem ser obtidas no site do evento.Veja abaixo a programação completa:Cine Olido19/08 (6ª feira)15hPEDRO(Pedro, EUA, 2008, cor, 90’)Direção: Nick OceanoA história verídica dramatizada com atores, o que se convencionou chamar de “docudrama”, dá conta aqui da trajetória do cubano Pedro Zamora (1972-1994), o primeiro homossexual soropositivo a participar de um reality show na televisão americana. Em 1994, a audiência da MTV acompanhou os desdobramentos de uma nova temporada do programa The Real World, encenado numa casa em São Francisco, no qual jovens conviviam no dia-a-dia. Por assumir sua doença, ainda em fase inicial, e discutir sobre ela abertamente no ar, Zamora (interpretado por Alex Loynaz) se tornou celebridade. A fama intensificou seu papel de ativista e educador em prol do esclarecimento da aids em todo país. O filme mostra a trajetória do caçula de numerosa família em Cuba, a mudança para Miami e a descoberta da homossexualidade e do HIV pelo rapaz, apoiado especialmente pela irmã Mily (Justina Machado). Quando ainda integrava o time juvenil do programa e namorava Sean (DaJuan Johnson), com quem chegou a se casar, Zamora começou a apresentar os primeiros sintomas sérios provocados pelo vírus, situação que também ganhou cobertura da mídia. Um dos amigos mais próximos no projeto de TV, Judd Winick lançou em 2000 uma autobiografia em forma de quadrinhos sobre sua convivência com Zamora, material que inspirou os roteiristas.17hSEXO POSITIVO(Sex Positive, EUA, 2008, cor, 76’)Direção: Daryl WeinA trajetória de Richard Berkowitz, ativista gay revolucionário nos anos 1980, é o tema deste documentário, que credita a Berkowitz o mérito da adoção e divulgação do sexo seguro como principal alternativa para enfrentar a aids. Profissional do sexo, Berkowitz emergiu do epicentro da epidemia como um líder da comunidade gay norte-americana, exigindo a evidência e a importância da prática do sexo seguro num momento de medo generalizado diante da nova doença. Ele atua junto com dois outros personagens fundamentais na história: Joseph Sonnabend, um virologista, e o músico Michael Callen. Juntos, eles mostram que as práticas sexuais mais seguras eram fundamentais para que não se desistisse do sexo completamente. Pelos olhos de Berkowitz, o filme testemunha depoimentos sobre sexo, morte e traição, colocando a “invenção” do sexo seguro em um contexto de incertezas.19h30UNDER THE SKIN(Under the skin, Brasil, 2010, cor, 7’)Direção: Silvia Lourenço e Sabrina GreveO curta-metragem integra o projeto de doze episódios Fucking Different São Paulo, co-produção Brasil e Alemanha que já está em sua quarta edição, e foi selecionado para a mostra paralela Panorama do Festival de Berlim 2010. Atriz premiada da nova geração, Silvia Lourenço (Quanto Dura o Amor?) uniu-se a outra jovem intérprete reconhecida, Sabrina Greve, para registrar o depoimento de rapaz que descobre ser possível conviver bem com o vírus HIV. Miguel Dias conta como se reconheceu homossexual ainda adolescente, sobre a primeira transa aos 19 anos, a dificuldade de se revelar aos pais e os vários parceiros. Mais complexa foi a notícia de ser soropositivo. No início com o rosto escondido por uma fotografia sombria, o protagonista vai sendo desvendado aos poucos até se mostrar, na medida em que assume uma condição mais tranqüila com a aids. Produção do alemão Kristian Petersen, a iniciativa com diversos diretores nasceu de oficinas no Festival Mix Brasil.68 PÁGINAS(68 pages, Índia, 2007, cor, 92”)Direção: Sridhar RangayanSubvertendo o gênero cinematográfico consagrado por Bollywood, sempre baseado em música e drama, esse filme coloca em cena personagens ignorados pela grande indústria indiana do cinema: uma bailarino transexual, um casal gay, um profissional do sexo e um usuário de drogas. Tudo para contar histórias de dor e trauma, felicidade e esperança – ou da condição de ser HIV positivo e discriminado. Sempre a partir de cinco vidas e experiências registradas em 68 páginas do diário de Mansi, uma conselheira cuja exigência ética é a de manter a confidencialidade dos seus casos. Ao tentar ser objetiva na compreensão dos problemas, ela não pode envolver-se emocionalmente com nenhuma pessoa que está aconcelhando. Foi filmado em Mumbai, Maharashtra, Índia. 20/08 (sábado)15hO UNIVERSO DE KEITH HARRING(The universe of keith harring, Itália/França, 2008, cor, 90’)Direção: Christina ClausenA mesma atitude generosa que moveu Keith Haring (1958-1990) em sua arte, também valeu para a atuação no esclarecimento e nas atividades de prevenção a aids depois que o americano descobriu ser soropositivo. Inspirado pela idéia da larga reprodução artística e acessibilidade, Haring propagou inicialmente sua arte gráfica numa forma similar de grafite em muros e desenhando com giz nas paredes do metrô da Nova York dos anos 80. Ali chegou jovem, aos 19 anos, para se juntar a uma animadíssima turma de novos talentos e agitos noturnos. Como todo artista da vertente pop, ele carimbou seus ícones de temas homoeróticos das maneiras mais variadas que lhe ocorriam, e nunca fez questão de aprisioná-los em galerias. Tornou-se um nome reconhecido e valorizado em cifras, mas possibilitou que o público comum também tivesse acesso a seus trabalhos, quando criou uma loja com diversos objetos seus. O documentário detalha essa trajetória, inclusive destacando suas passagens pelo Brasil, país de que era fã, com participação na Bienal de São Paulo e grafitando um painel ao vivo em show de Ney Matogrosso. Amigos e admiradores como Yoko Ono, o fotógrafo David LaChapelle e o coreógrafo Bill T. Jones dão seu depoimento. Sua fama fez toda a diferença quando passou a ativista em prol do combate a aids, inclusive ao criar uma fundação em favor das vítimas da doença que por fim o vitimou.17hSTEPHEN FRY E A AIDS(Sephen Fry Inglaterra, 2007, cor, 120’)Direção: Ross WilsonDepois de perder muitos amigos para a aids a partir dos anos 1980, o ator Stephen Fry, roteirista desse documentário, faz uma viagem pessoal pela Grã-Bretanha e tenta entender o porquê do aumento das infecções pelo HIV. O filme concentra-se em universos distintos – de gays, héteros e vários outros grupos, inclusive adolescentes. A ideia é descobrir o que eles pensam sobre sexo seguro. Pode ser chocante, por exemplo, ver como muita gente age em relação à doença, preferindo não se proteger. Ao ser entrevistada, uma mulher diz ter dormido com vários homens em uma semana e ainda assim afirma não ver nenhuma razão para proteger-se. Com perguntas diretas e contundentes, vez ou outra Fry (que já viveu o protagonista soropositivo do filme Para o Resto de Nossas Vidas, de 1992), deixa clara a raiva e a indignação que sente diante de pessoas que contribuem para agravar o problema.19hROCK HUDSON – BELO E ENIGMÁTICO(Rock Hudson – Dark and Handsome Stranger, Alemanha/França/Finlândia/Áustria, 2010, cor, 95’)Direção: Andrew Davies e André SchäfferA data de 25 anos da morte de Rock Hudson, ocorrida em 2 de outubro de 1985, é a razão para a dupla de diretores revisar a conturbada vida do astro e o impacto gerado pela descoberta de ser ele, um mito masculino de Hollywood, homossexual e portador do vírus HIV. Como lembra um entrevistado, foi a primeira vez que milhões de pessoas ouviram falar da aids, e principalmente, associada a um símbolo de virilidade do cinema. Com este princípio, o documentário detém-se mais na condição de uma vida dupla de Hudson do que em sua evolução cinematográfica, cuja preferência recai sobre a parceria tão simbólica com Doris Day em filmes como Confidências à Meia-Noite (1959) e Não me Mandem Flores (1964). Sua figura de galã em comédias românticas contribuía para firmar a fachada que blindava sua intimidade, lembram amigos como o escritor Armistead Maupin e especialistas de cinema, enquanto na piscina de casa ele recebia jovens marginalizados da esfera estelar de Los Angeles. O filme relata a infância difícil com o abandono do pai, a chegada à metrópole ainda como Roy Harold Scherer Jr. e avança até a agonia final, quando sua assessora mais próxima precisou alugar um Boeing vazio para transportar Hudson de Paris para os Estados Unidos porque nenhuma companhia aérea queria tê-lo junto a outros passageiros.21/08 (domingo)15hMEU AMIGO CLAUDIA(Meu amigo Claudia, Brasil, 2009, cor, 87’)Direção: Dácio PinheiroO “amigo Claudia” não é outro senão Claudia Wonder (1955-2010), uma das travestis mais conhecidas do cenário nacional. Numa trajetória precursora, ela quebrou tabus desde que passou a atuar como artista e ativista na São Paulo dos anos 70, a exemplo dos papéis em filmes da pornochanchada e de sexo explícito. Títulos como Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, legitimaram seu pioneirismo. Também foi a primeira de sua classe a posar nua para uma revista masculina e a tirar a roupa no teatro. Tornou-se ícone pelas performances dos anos 80 e cantava, sem o auxílio da dublagem. Claudia desafiou a polícia em tempos duros a “subir o morro e trocar tiro com malandro”, em vez de “prender bicha”. O documentário esmiúça sua vida desde o momento em que, ainda como Marco Antonio Abrão, filho de pais jovens e criado pelos tios, começa a se produzir aos 15 anos e parte para os shows. O surgimento da aids atravessa seu caminho, levando-a ao front da prevenção. Até próximo a sua morte, ela se dedicou ao Centro de Referência da Diversidade, instituição administrada pelo Grupo Pela Vidda. Além de entrevistas com a protagonista, há depoimentos de artistas como Grace Gianoukas e Glauco Mattoso. O filme também relembra Caio Fernando Abreu, escritor e grande incentivador que assinou um artigo para jornal intitulado “Meu Amigo Claudia”.17hDZI CROQUETTES(Dzi Croquettes, Brasil, 2009, cor, 110’)Direção: Tatiana Issa e Raphael AlvarezO premiado documentário resgata a trajetória de um dos grupos mais irreverentes da cena nacional, e mesmo internacional, dos anos 70. Os Dzi Croquettes trabalhavam na chave da performance um show musical debochado e contestador, com números pautados pela liberdade, crítica social e pelo universo gay. Seus integrantes travestiam-se de mulher ou surgiam no palco quase nus, mas não no contexto do ideário drag queen que viria mais tarde. Mantinham barbas e deixavam as pernas peludas à mostra, e assim foram para a Europa. A carreira de sucesso chamou atenção de artistas como Liza Minelli, espécie de madrinha da trupe que dá seu depoimento no filme. Junto com o esgotamento artístico natural de uma empreitada coletiva, que não chega a sobreviver incólume até a década de 80, vieram algumas tragédias. Além de três profissionais assassinados, a aids vitimou outros quatro, entre eles Lennie Dale (1934-1994), bailarino americano líder na formação do grupo ao lado de Wagner Ribeiro, e o cenógrafo Américo Issa, morto em 2001, pai da diretora Tatiana Issa. Parte de um conhecimento muito íntimo, portanto, este retrato cativante e desconhecido das novas gerações, captado pelas vozes que o admiraram, caso de Ney Matogrosso e Marília Pêra, e de alguns de seus protagonistas, entre eles Cláudio Tovar, Bayard Tonelli, Ciro Barcelos, Benedicto Lacerda e Rogério de Poly.23/08 (3ª feira)15hDE MÃOS ATADAS(Tied hands, Israel, 2006, cor, 90’)Direção: Dan WolmanEnquanto o filho bailarino agoniza, sua mãe viúva (Gila Almagor) sai pela noite de Tel Aviv em busca da única coisa que lhe aplaca a dor provocada pela aids. A maconha é o alívio do jovem (Ido Tadmor), trancado em seu quarto, afastado dos amigos e do mundo por opção. Quando sua reserva acaba, a mãe testemunha o sofrimento e decide apelar aos conhecidos do jovem para conseguir mais droga. A tarefa não é fácil e gera vários incidentes, como a troca sem querer da erva por coentro numa boate freqüentada por gays, ou a investida sem sucesso entre viciados que acaba levando a distinta senhora a parar na polícia. Essa versão peculiar da mãe coragem, aquela disposta a tudo para salvar sua cria, abarca muito mais que a empreitada imediata. Na sua viagem noturna, ela começa a conhecer o universo em que o filho homossexual trafegava e assim reduz a distância entre eles. Prova de que as relações familiares não eram das mais claras está na revelação final, que embute uma atitude do pai com o filho quando criança e explicativa do título do filme.17hAMOR NO TEMPO DO HIV(Love in a time of Aids, EUA, 2008, cor, 40’)Direção: Beth JonesOs cinco personagens de diversos países deste documentário estão entre os trinta milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo, conforme anuncia a estatística logo no início. Produção em formato de minissérie depois compactada em um média-metragem, o filme aponta justamente a possibilidade da boa convivência com a doença de jovens e adultos, inclusive com a possibilidade de constituir família. É o caso, por exemplo, do casal inglês Andrew e Michelle, que decide ter um segundo filho pelo processo de fertilização in vitro, com lavagem de esperma, já que ele, hemofílico, contraiu o vírus numa transfusão de sangue quando criança. Também dos russos Zhenia e Volodya, mas aqui num contexto mais radical. O marido decidiu arriscar-se a ser contaminado por Zhenia, que aos 20 anos se drogou com a agulha de uma amiga infectada, para procriar pela via normal. A visão desse quadro é complementado pelo caso da adolescente americana Christina, única de três irmãos a adquiriro HIV da mãe, por sua vez vítima do marido, morto em decorrência da aids. Já a sul-africana Tender não conseguiu estender a experiência da maternidade. Seu bebê morreu logo depois de nascer por complicações da doença. Ela, então, opta pela adoção. Por fim, uma jovem indiana infectada pelo marido sem nunca ter sabido de sua condição, trabalha num centro de apoio a casamentos entre soropositivos enquanto está as voltas com um encontro romântico ela mesma.19h30O UNIVERSO DE KEITH HARRING(The universe of keith harring, Itália/França, 2008, cor, 90’)24/08 (4ª feira)15hAIDS E PRECONCEITO – OU A PERNALONGA DA HISTÓRIA(Aids e Preconceito – ou a Pernalonga da história, Brasil, 2005, cor, 17’)Direção: Wilson FreirePernalonga é a alcunha do ator pernambucano Antonio Roberto de Lira França. Figura popular e querida da cena alternativa do Recife, ele se ligou desde os anos 70 a diversas manifestações culturais da capital, a exemplo do teatro e cinema. Atuava travestido no palco e em filmes experimentais como Outras Cenas da Vida Brasileira, de Jomard Muniz de Britto, escritor e poeta que é também referência local. França, bissexual, se descobriu soropositivo em 1987, mas não desenvolveu a doença, o que não evitou que tivesse um fim trágico em 2000 por decorrência da aids. Vítima de um suposto assalto em Olinda durante a madrugada, o ator foi ferido com uma facada e esperou tempo demais por socorro. Na época, questionou-se se a hesitação de testemunhas e moradores em ajudá-lo não teria sido causada pelo conhecimento público da condição de portador de HIV de Pernalonga. Daí o título abordar a questão do preconceito, num período em que a “aids ainda era visto como monstro”, nas palavras de um entrevistado. Sua ex-companheira Flávia, amigos, colegas de profissão, familiares e médicos dão seu depoimento sobre as circunstâncias da morte e a vida pessoal e artística do intérprete.ESTADO DE NEGAÇÃO(State of Denial, EUA, 2002, cor, 86’).Direção: Elaine EpsteinO título do documentário se presta a um duplo sentido. O estado de negação aqui tanto pode valer para a reação mais imediata dos soropositivos ao se depararem com a descoberta do HIV, como para toda uma nação, no caso a África do Sul, cujo chefe maior à época da realização do filme simplesmente questionava o vírus como causador da aids. O presidente, Thabo Mbeki propagava tal idéia publicamente e foi preciso muita insistência e protestos de associações engajadas para demovê-lo e implementar uma política de combate à doença, o que passou a acontecer depois de sua substituição. A temeridade é ainda maior por se tratar de um país que hoje contabiliza cerca de cinco milhões de infectados, um dos quadros mais dramáticos no mundo. Vale a pena retornar no tempo para acompanhar esse estado de coisas nem tão distante assim. O minucioso histórico recupera casos como o primeiro paciente de um médico em 1994, o apedrejamento até a morte de uma mulher que se declarou soropositiva, e de como os trabalhadores das minas, longe de casa por meses, acabaram por disseminar a doença ao se envolverem com prostitutas. A transmissão de mães para filhos também é abordada num núcleo negro e outro branco. Não se esquece, claro, da situação de miséria gerada pelo apartheid. Tampouco, a dificuldade da maior parte da população em ter acesso aos medicamentos e a briga com laboratórios para liberar patentes.17hACT UP – MUDANDO A DEFINIÇÃO DE AIDS(Act Up Oral History Project, 2009, EUA, cor, 27’)Direção: James Wentzy e Jim HubbardEm 1987, um grupo de aproximadamente trezentos ativistas homossexuais formou em Nova York o Aids Coalition to Unleash Power, ou Act Up, a partir de uma dissidência do Gay Men’s Health Crisis (GMHC). Desde então, a turma organizou protestos e iniciativas de esclarecimento sobre a doença, com alvo principalmente na legislação, pesquisa médica, tratamento e política de saúde. A atividade pioneira foi fundamental para mudar o conceito em torno da aids. Uma das questões daquele período ainda misterioso sobre a ação do HIV dizia respeito aos “grupos de risco” e seus direitos a tratamento concedido pelo governo. Este documentário, parte do programa maior Act Up – Oral History Project, contempla a situação das mulheres infectadas pelo vírus, lésbicas ou não, assim como usuárias de drogas, e os benefícios conquistados para reconhecimento como vítimas e medicação adequada. Ao mesmo tempo em que relembram os preconceitos e barreiras nos anos 80, as ativistas Marion Banzhaf, Heidi Dorow, Maxime Wolfe e Terry McGovern comentam em seus depoimentos a coragem do Act Up, modelo que se tornou referência para o mundo no combate à aids.ESTÃO VOLTANDO AS FLORES(Estão voltando as flores, Brasil, 2009, cor, 51’)Direção: Ana Cristina Kleindienst, João Cotrim, Julia Alquéres, Natália ManczykTrabalho de conclusão de curso de alunos de jornalismo da Fundação Casper Líbero, o documentário tem como foco os soropositivos com mais de 50 anos, uma faixa etária pouco lembrada quando se aborda a aids. Mas pesquisa entre 1996 e 2006 aponta, de acordo com o filme, o dobro de infectados entre homens e o triplo entre mulheres. O impacto da descoberta da doença parece ser tão ou mais penoso ao se vislumbrar os relacionamentos e casamentos que alguns destes personagens, heteros ou homossexuais, viviam ou ainda vivem e como enfrentaram a nova condição. É o caso de Beatriz Pacheco, de 61 anos, casada três vezes e hoje líder do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas, e de J.P, de 64, que preferiu se manter no anonimato para revelar o fim da intimidade com a mulher depois da descoberta do HIV. Numa outra ponta, há homens e mulheres solitários recolhidos em instituições de apoio e ali tratados. Um deles, Gilson Rodrigues, um paciente de maior cuidado segundo especialistas ouvidos, gosta de cantar e entoa para a câmera a canção-título do filme, composta por Paulo Soledade e famosa na voz de Dalva de Oliveira. A produção ainda registra o último depoimento de Norberto Bossolani, morto em novembro do ano passado, aos 77 anos. Coordenador da ONG Grupo pela Vidda, organizadora do Cinema Mostra Aids, ele comenta as dificuldades de parceiros anteriores em lidar com a questão e de como, naquele momento, convivia bem com o companheiro.19h30A HISTÓRIA DE RACHEL(Rachel’s Story, Inglaterra, 2002, cor, 22’)Direção: Chris SmartTerceira numa família de quatro irmãos, Rachel Whitear cresceu como uma garota típica da classe média do interior inglês, com interesses diversos, a exemplo do futebol e aulas de piano. Aos 18 anos, sua vida se transforma. Conhece um rapaz mais velho viciado em heroína, com quem passa a namorar, e torna-se também dependente da droga. O desconhecimento dos familiares em relação aos tóxicos e a incredulidade de que a filha pudesse estar envolvida com um deles retardaram o auxílio e Rachel, já na universidade e distante de casa, é encontrada morta por overdose em 10 de maio de 2000. O doloroso processo, relembrado no curta-metragem documental, inclui memórias como aquela em que a protagonista devolveu à mãe um relógio de ouro pertencente a sua avó para não correr o risco de vendê-lo. Além dos pais, dão seu depoimento uma das irmãs, que se casou e resgata a imagem ainda saudável de Rachel no dia da festa, e a melhor amiga Polly, com quem a jovem se correspondia mesmo depois de ter deixado sua cidade. A imagem mais impactante, no entanto, é uma foto do corpo da vítima ainda no chão de seu quarto com os estragos visíveis do vício, momento que os pais decidiram tornar público com objetivo educativo às novas gerações.DEFENDENDO A VERDADE – ROMPENDO O SILÊNCIO(Standing-n-truth: breaking the silence, EUA, 2009, cor, 75’)Direção: Tim DanielsEnfoque evidenciado pelo Cinema Mostra Aids do ano passado, a questão da doença entre a comunidade negra é também motivo de investigação neste documentário, agora circunscrita aos Estados Unidos. O filme, embora se abra para temas como identidade sexual, a dificuldade de se assumir gay ou diversidade e tolerância, se firma em duras constatações pelas estatísticas. Os negros representam 13% da população americana, mas quando se trata de infectados por HIV a porcentagem sobe para 51%. A situação alarmante é refletida por especialistas e depoentes de várias esferas, como a política governamental, no nome da congressista Maxine Waters, o escritor Michael Eric Dyson e a atriz Sheryl Lee Ralph. Um dos universos mais constantes da discussão em filmes similares dedicados aos afro-descendentes, a religião volta a ser foco aqui, na maneira de como as várias igrejas, como a batista ou a católica, lidam com o problema da aids. De vozes anônimas, como homens gays ou um casal de lésbicas, a uma conferência mundial, forma-se um quadro abrangente e esclarecedor.25/08 (5ª feira)15hMANGOSTIM: HIV/AIDS NA MALÁSIAMangosteen – HIV/Aids in Malaysia Malásia, 2006, 14min.Direção: Gregory Pacificar, Alzo SladeAté o final de 2001, contabilizava-se na Malásia 5.500 crianças órfãs em função das mortes por HIV. As mães, em muitos casos, adquiriram o vírus de seus próprios parceiros. São esses dois grupos, as mulheres e seus filhos, os alvos desse documentário pelas vozes de três ativistas mulheres. Os diretores visitam abrigos que cuidam de ambos, tanto em virtude de casos de abandono, como de morte da mãe. De modo geral, as mulheres atendem por 30% dos casos de infecção por aids em todo o país, que em 1990 contava ainda 1,2%. Ouvem-se especialistas e pessoas comuns sobre a relação e informação com a doença, revelando ainda equívocos, a exemplo do rapaz que acredita ser necessário apenas evitar se relacionar com prostitutas para não correr riscos. As prostitutas, por sua vez, confirmam a conhecida dificuldade em conseguir que seus clientes utilizem preservativo. Como exemplo de que o descuido não se insere apenas em uma classe social ou meio profissional específicos, uma médica relata casos com suas pacientes de bom nível financeiro e mesmo ligadas à religião muçulmana, numa rara abordagem desse grupo.JANAÍNA DUTRA – UMA DAMA DE FERRO(Janaína Dutra – Uma dama de ferro, Brasil, 2011, cor, 50’)Direção: Vagner de AlmeidaJanaína Dutra, ou Jaime Cesar Dutra Sampaio, nasceu em 1961 em Canindé, no interior do Ceará, e morreu em 2004, vítima de câncer de pulmão. Sua trajetória, rememorada pelo documentário, inclui a descoberta paulatina da preferência por se tornar mulher, o uso depois dos 17 anos dos primeiros hormônios já em Fortaleza, a rejeição dos familiares e a efetivação como uma travesti atuante na defesa dos direitos dos homossexuais e no esclarecimento da aids a sua classe. Entre uma conquista e outra, estudou, formou-se advogada e foi a primeira travesti a conseguir uma carteira da OAB, que a reconhecia como Doutor Jaime. Tudo isso não ocorreu sem discriminação, deboche e destrato dos colegas, que a própria Janaína conta numa entrevista ao lembrar casos como a de uma ida a faculdade usando saia. Por sua vez, os pais e irmãos, com quem moraria depois na capital cearense, revelam o processo de aceitação e respeito com que viriam a tratar a opção de Janaína. Ainda em seu trabalho voluntário, procurava apontar outras oportunidades às colegas além da prostituição, alternativa que nunca seguiu. 17hROCK HUDSON – BELO E ENIGMÁTICO(Rock Hudson – Dark and Handsome Stranger, Alemanha/França/Finlândia/Áustria, 2010, cor, 95’)19h30STEPHEN FRY E A AIDS(Sephen Fry Inglaterra, 2007, cor, 120’)Centro Cultural São Paulo19/08 (6ª feira)16hDEFENDENDO A VERDADE - ROMPENDO O SILÊNCIOStanding-n-Truth – Breaking the SilenceEstados Unidos, 2009, 75 min.18hDE MÃOS ATADASTied HandsIsrael, 2006, 90 min.20hSessão de Curtas – O Cinema mostra a Aids.Vários diretores, DVD, total 88 min.Listas de filmes na sessão:Mangostim: HIV/Aids in MalásiaMangosteen – HIV/Aids in MalaysiaMalásia, 2006, 14 min.Aids e Preconceito - Ou a Pernalonga da HistóriaBrasil, 2005, 17 min.Under the SkinBrasil, 2010, 7min.Act Up – Mudando a Definição de AidsAct Up Oral History Project, 2009, EUA, cor, 27min, DVDA História de RachelRachel’s StoryInglaterra, 2002, 22 min.20/08 (sábado)16hO UNIVERSO DE KEITH HARINGThe Universe of Keith HaringItália/França, 2008, 90 min.18hROCK HUDSON - BELO E ENIGMÁTICO Rock Hudson – Dark and Handsome StrangerAlemanha/França/Finlândia/Áustria, 2010, 95 min.20hJANAÍNA DUTRA - UMA DAMA DE FERROBrasil, 2011, 50 min.21/08 (domingo)16hMEU AMIGO CLAUDIABrasil, 2009, 87 min.18hESTADO DE NEGAÇÃOState of DenialEUA, 2002, 86 min.20hESTÃO VOLTANDO AS FLORESBrasil, 2009, 51 min.23/08 (3ª feira)16hSEXO POSITIVOSex PositiveEstados Unidos, 2008, 76min.18h68 PÁGINASÍndia, 2007, 92min.20hDEFENDENDO A VERDADE – ROMPENDO O SILÊNCIOStanding-n-Truth – Breaking the SilenceEstados Unidos, 2009, 75 min.24/08 (4ª feira)16hROCK HUDSON - BELO E ENIGMÁTICORock Hudson – Dark and Handsome StrangerAlemanha/França/Finlândia/Áustria, 2010, 95 min.18hPEDROEstados Unidos, 2008, 90min.20hSTEPHEN FRY E A AIDSInglaterra, 2007, 120min.25/08 (5ª feira)16hAMOR NO TEMPO DO HIVLove in a Time of HIVInglaterra, 2008/2009, 40 min.18hESTADO DE NEGAÇÃOState of DenialEUA, 2002, 86 min.20hDZI CROQUETTESBrasil, 2009, 110 min.


central

Colunista do jornal O Globo afirma que cenas gays de O Astro foram cortadas



Depois das tão faladas cenas cortadas em "Insensato Coração", outro folhetim da Globo sofre com a vigilância da direção da emissora. O casal gay de "O Astro" tem perdido cenas já gravadas, segundo escreveu em seu blog a colunista Patrícia Kogut, de O Globo. Segundo ela, uma cena que sugeria que Felipe (Henri Castelli) iria encontrar o namorado vindo de Paris, foi cortada a insinuação de que se tratava de um casal gay (ficou a impressão que eles eram apenas amigos).A colunista afirma que a novela original, exibida em 1978, mostrava claramente que Felipe e Henri eram um casal, já na versão atual, os personagens dos atores Henri Castelli e João Baldasserini mais se parecem com dois amigos.


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A preferência sexual é o que menos importa, diz Silvio Santos



Que o poderoso Silvio Santos adora shows de transformistas em seus domingo no SBT, já há anos, não é novidade. Mas talvez pela primeira vez em 30 anos da emissora, o patrão do lugar deixou clara sua opinião sobre as pessoas que se transformam em belas mulheres como forma de ganhar a vida. Ao apresentar no último domingo, 14, a competição entre os shows de duas trans, Silvio lembrou que nem todo transformista é homossexual e deixou claro: “a preferência sexual é o que menos importa nesse programa”. Depois continuou a entrevistar, super empolgado, as duas fofas mega montadas em seu palco. Abaixo você confere a performance da vencedora, Evelin Rangel.


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