VEJA E OUÇA A DEFESA FERVOROSA DO SEGUIMENTO GLS GLBT GLBTT NA VOZ TROVEJANTE DO AMIGO BOCA ABERTA

Loading...
Mande suas críticas e sugestões
amigobocaaberta@gmail.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

PREFEITO DE ARCOS E EVANGÉLICOS TROCAM FAVORES ELEITORIAS PARA NÃO SAIR A PARADA



Lideres evangélicos da Cidade de Arcos-MG se reuniram esta semana para pressionar o Prefeito Claudenir conhecido como Baiano, para proibir que aconteça a Parada da Diversidade de Arcos, a conversa foi escancarada e em troca fizeram acordo por trocas de votos eleitorais.
A organização Arcos Diversidade vai entra esta semana juntos com representante de direitos humanos nacional uma ação contra o Prefeito por discriminação e coagitação eleitoral e uma ação no qual acarretará prejuizos aos organizadores da parada quanto as despesas, o mesmo estão impedindo a Parada acontecer na cidade.
Ainda conversaremos com o Ministério Público no combate a este tipo de ação feita entre a prefeitura e evangelicos e enviaremos ao Juiz local sobre a tais atitude do Prefeito que já sendo cassado por impropridade adminstrativa.
Edvaldo Brasil e Comisão de Direitos Humanos LGBT garante, que a manisfetação vai as ruas, por se tratar de direitos, e que não querem nada mais que direitos garantido pela a constituição, qaulquer movimento social está assegurado pela a Lei, e mandamos um recado aos lideres evangélicos, que a manisfestação vai as ruas sim, de forma ordeira, estamos no seculo 21 , que veja as conquistas da parceria civil.
Lideres religiosos fazem campanha e chama a cidade de arcos a cidade de sodoma e gomorra com estão publicando em jornais locais, pedimos que orem por nós e que sejamos felizes sem hipocrisia.
Nesta segunda coordenadores da Parada se reuniram pra discutir e pedir a cúpula nacional e ministério da justiça no Brasil quanto os desmanda da cidade de arcos.
Pedimos as ONGS nacionais que no ajudem nosso contato 37 9818 4665 a fazermos um movimento pela a postura do prefeito de Arcos, que discrimina os homossexuais .


VERGONHA PREFEITO DE ARCOS-MG E EVANGÉLICOS FAZEM ACORDOS ELEITORAIS PARA BARRAR PARADA.

Filho transexual de Cher conta que se sentia traído em corpo de mulher



Chaz Bono, filho transexual da cantora Cher, declarou em entrevista ao programa da Oprah Winfrey que se sentia traído por seu próprio corpo na adolescência."Foi horrível. Eu tinha uma imagem de mim e de repente o corpo começou a fazer exatamente o contrário do que eu sentia. Meu corpo estava me traindo", disse.Chaz, que mantém um relacionamento com Jennifer Elia desde 2005, está lançando um documentário em que mostra como foi sua transformação. Apesar de não ter feito cirurgia no órgão genital, Chaz tirou os seios e passou a tomar hormônios masculinos.Ainda durante a entrevista, o filho de Cher comentou como sua mãe lidou com essa sua nova fase. "Não há dúvidas do amor incondicional dela por mim. Não acho que ela esteja 100% confortável com isso, mas acho que está no caminho para isso", concluiu.


dykerama

Percebi meu valor quando tomei um ácido pela primeira vez, diz Ney Matogrosso



Entrevistado do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, da última segunda-feira, 23, o cantor e ícone da cultura brasileira Ney Matogrosso criticou a má qualidade das drogas de hoje em dia e disse que tomar um LSD pela primeira vez o fez perceber quem ele era no mundo. “A primeira vez que eu tomei um ácido eu tive um entendimento de quem era eu nesse planeta, qual era o meu significado, qual era o meu valor.”Na mesma entrevista, Ney comenta ainda a relação com os pais e revela que não foi tão fácil contar à mãe sobre o trabalho que ia iniciar nos palcos – se tornando um dos mais importantes ícones de resistência à caretice e intolerância da Ditadura Militar.


mix

Balão inflável imita pênis e vira febre na internet. Conheça



Apelidado de pinto inflável, o balão autoinflável PopMate, da marca New Sensations, tem provocado furor entre os gays e promete ser um dos produtos mais vendidos para a 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que rola em 26 de junho, a partir do meio-dia, na Avenida Paulista. O mimo é engraçado e serve para fazer brincadeiras, mas quem quiser pode também destiná-lo a fins eróticos.O PopMate foi um dos produtos mais comentados da 18ª Erótika Fair, realizada entre os dias 7 e 10 de abril em São Paulo. A “febre” começou depois que ele passou a ser comentário nos blogs e redes sociais e seu vídeo teve mais de 80 mil visualizações em três semanas e entrou para a lista dos 100 mais assistidos do Youtube. “O boom que as redes sociais causaram quadriplicaram os acessos em nosso site de compras, aumentaram as vendas e a procura de revendedores”, comemora Adriana Gomes, sócia da marca. O PopMate vem em um envelope discreto de 12cm x 12cm, fácil de transportar e pode ser levado para qualquer lugar sem causar constrangimento. Para acioná-lo, basta bater no envelope, agitar e deixar inflar. A “surpresa” que aparece permanece rígida por aproximadamente 30 dias e possui 24cm de comprimento por 13cm de diâmetro na sua base. Dá para usar para fins sexuais utilizando a proteção de borracha tipo camisinha que vem com o produto. É vendido pelo www.popmate.com.br em envelope individual (R$ 25) ou em caixa para presente com duas unidades (R$ 53).


lifestyle

Bernardinho defende presença de jogadores homossexuais




Acostumado a usar a palavra meritocracia quando se refere à sua seleção, Bernardinho afirma já ter trabalhado com muitos jogadores e jogadoras homossexuais ao longo de sua carreira como técnico. Um dos seus comandados foi Michael, meio de rede do Vôlei Futuro. Na semifinal da Superliga, o atleta foi alvo de ofensas homofóbicas por parte da torcida do Cruzeiro."O Michael, que se declarou homossexual, trabalhou comigo na seleção B. Ele é um cara do bem, bacanérrimo. Adorei trabalhar com ele. O resto não interessa. Ponto. Se o jogador quer pintar o cabelo ou se tem um namorado ou namorada, tanto faz", afirma o treinador. "Aqui pouco importa se o cara é homossexual, bissexual, transexual, se é branco, preto, amarelo ou roxo. Se ele jogou bem, é um cara correto, vai ter espaço aqui."Bernardinho conta que já escutou xingamentos vindos das arquibancadas brasileiras até mesmo contra atletas que defendiam o Brasil."O Michael, quando estava na seleção brasileira juvenil, foi xingado pela torcida jogando no Brasil", relata "Tenho jogadoras de seleção brasileira que já saíram de quadra chateadas porque tinha gente gritando sapatão e eu sabia que eram homossexuais."O técnico só se queixa de um certo oportunismo após o episódio em que Michael foi xingado de "viado" pela torcida mineira. Três dias depois da partida, o jogador assumiu publicamente sua orientação sexual e, seu clube, pediu punições severas ao rival Cruzeiro pela atitude dos torcedores. O Vôlei Futuro ainda promoveu ações de combate à homofobia, com seus jogadores usando uniformes de treino rosa e o líbero com uma camisa arco-íris."O que me preocupa naquela história toda é usar isso de uma forma excessiva e não discutir seriamente a questão do preconceito, transformar aquilo numa parada de apoio aos homossexuais. Vamos combater homofobia de verdade. Eu apoio totalmente. Ninguém pode sofrer preconceito de qualquer tipo. Isso tem a ver com falta de educação, de clareza de ideias. Mas confesso que, ao longo do processo, aquilo pareceu se transformar numa coisa de oportunidade. Usar uma pessoa tão bacana. Não é bem por aí. Será que ele realmente queria expor sua sexualidade naquele momento?", questiona.O técnico ainda relata sua história para servir de exemplo contra o preconceito. Segundo ele, seu primeiro treinador era negro e ainda havia suspeitas sobre sua orientação sexual."A maior noção de igualdade que eu tive quando era garoto foi com meu primeiro treinador, um professor excepcional. Ele era negro e dizem também que era homossexual. E pouco importa. Ele queria me educar e mostrar caminhos. É o Bené. Foi o cara que formou Bernard, Fernandão, Badá. Vários da geração prata passaram por ele. Foi um cara que transformou vidas. O cara é um craque. Era preto, tinha fama homossexual. E aí? Vem falar comigo de preconceito?"

Marta faz declaração sobre kit anti-homofobbia




Marta Suplicy enviou na manhã desta sexta-feira mensagem com posição sobre a polêmica da suspensão do kit anti-homofobia pela presidente Dilma. A senadora, que tem sido uma das lideranças na luta pelos direitos lgbt no Congresso Nacional, defende a posição oficial do governo do partido do qual faz parte. Mas a impressão é que de está pisando em ovos e que, no fundo no fundo, é favorável ao kit. Leia e opine.
"A preocupação com a quebra do preconceito, que é o maior incitador à violência, é fundamental em uma sociedade. Um dos instrumentos para tal fim é o debate, a informação e o respeito ao outro. É prerrogativa das famílias transmitir aos filhos valores e crenças. É responsabilidade do governo fornecer informação sobre sexualidade a crianças e adolescentes, assim como combater qualquer tipo de preconceito. O local para isso é a escola. Por vezes, a sociedade civil e os meios de comunicação assumem também esse papel. Foi o caso da TV Mulher, que tive a honra de participar nos anos 80. No executivo, primeiro na gestão de Luiza Erundina, ao lado de Paulo Freire, e depois como prefeita, realizamos esse trabalho em São Paulo. O compromisso do Governo Dilma no combate ao preconceito é firme. Como bem disse a presidenta na tarde de hoje, o governo tem posição contra as práticas homofóbicas. É da responsabilidade do MEC construir instrumentos adequados e aprovados pela maioria da sociedade civil que visem à informação e proteção de nossas crianças e adolescentes. Na questão da sexualidade, a delicadeza no trato, o respeito às idades e o conteúdo adequado são imprescindíveis, assim como a formação dos professores que desempenharão a tarefa. O cuidado da presidenta com a adequação do kit anti-homofobia é compreensível e a ousadia do MEC em apresentar o material corresponde aos anseios de professores e escolas que desejam mais conhecimento para exercer seu trabalho de educação. A busca da palavra e da imagem adequadas na confecção do conteúdo educativo pode ser levada para um debate mais amplo, como quer a presidenta. Temos, porém, que ter em mente que a sociedade já avançou no que se refere à informação sexual e o retrocesso não levará a um mundo melhor. De qualquer maneira, a própria discussão incitada pelo kit já está fazendo a sociedade ser obrigada a fazer uma reflexão que dificilmente ocorreria."


mix

Polícia reprime com violência manifestação lgbt em Moscou



A polícia de Moscou usou violência para reprimir manifestantes e prendeu militantes gays que desafiaram a proibição de realização de Parada do Orgulho Gay neste sábado.Foi o sexto ano consecutivo que as autoridades de Moscou baniram a Parada.Um grande número de ativistas de direitos lgbt russos e estrangeiros, como o inglês Peter Tatchel, levavam bandeiras do arco-íris e cartazes próximos ao Kremlim quando foram atacados inicialmente por fundamentalistas ortodoxos, depois por neo-nazistas e finalmente pela polícia.Tatchell contou em seu facebook com detalhes como foi perseguido por neonazistas por ruas paralelas à praça da Prefeitura e que vários ativistas russos encontram-se presos, sendo ameaçados pela polícia. Ele declarou também que acredita que vários neonazistas que lutaram contra manifestantes são na verdade policiais disfarçados, já que os viu entrando em ônibus da polícia.
Assista vídeo russo com cenas da repressão.


mix

Grupo usa músicas para contar história LGBT no Rio de Janeiro



A história do movimento LGBT vai ser contada na cidade do Rio de Janeiro de uma maneira bem gostosa: com muita música. No espetáculo “A Música que Ousa”, 30 canções fazem um panorama de tudo o quê de mais importante andou rolando no e para o universo da diversidade sexual – desde os idos de 1940 até hoje em dia, em épocas de Bolsonaro e suspensão do kit anti-homofobia. O musical vai ficar em cartaz todas as quartas-feiras do mês de junho, mês mundial do Orgulho LGBT, às 21h, no Teatro Ipanema, e sobem ao palco para arrasar nas músicas Igo Ribeiro (intérprete), Hugo Kerth (ator-cantor convidado), Fabiano Veneza (guitarra) e Braulio Azambuja (percussão).É uma oportunidade boa para se conhecer um pouco mais da história do movimento do qual você faz parte, militando ou não, com uma linguagem divertida, dinâmica e super animada. O texto e a direção são de Igo Ribeiro e a direção musical é de Tatiana Vidal.“A Música que Ousa” – quartas de junho, 21hTeatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema Tel.: (21) 9297-6253 .


cultura gls

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ABGLT divulga nota oficial sobre suspensão do kit anti-homofobia



A ABGLT divulgou em nota a sua posição sobre a decisão da presidenta Dilma Rousseff de suspender o kit educativo do Projeto Escola Sem Homofobia, após ceder à pressão das bancadas católica e evangélica. Leia na íntegra:A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, por meio de suas 237 ONGs afiliadas, assim como a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais - ANTRA, a Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL, o Grupo E-Jovem, milhares de militantes LGBT e defensores dos direitos humanos, lamentam profundamente a decisão da Presidenta Dilma de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. A notícia foi recebida com perplexidade, consternação e indignação. Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos. Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos. Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil. Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década. A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula. O estudo "Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas", publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero. A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação. Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração. Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a "classificação indicativa" (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit. O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área. Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina. Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos. Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível. A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados. Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.


mix

Associação de registradores civis defende casamento civil entre casais do mesmo sexo



Após reunião realizada na noite de ontem, em Brasília, a Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais decidiu defender a conversão da união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.Leia a nota na íntegra:A Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) informa que, em reunião promovida ontem (25/05), em Brasília/DF, apóia em sua totalidade a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer a entidade familiar configurada pelas uniões homoafetivas.Mais que isso, a Arpen-Brasil defende, uma vez consagrada a união estável homoafetiva, que, em nome da segurança jurídica e da garantia dos direitos dos interessados, essas relações tenham seu vínculo reconhecido definitivamente, transformando-o de precário em vínculo civil, mediante sua conversão em casamento, nos exatos termos do art. 226, § 3º, da Constituição da República.Por isso, a entidade conclama todos os interessados e todos os operadores do direito para que, juntos, desenvolvam esforços no sentido de superar os obstáculos que permeiam a matéria, a fim de não só possibilitar essa conversão em casamento, mas, sobretudo, reconhecer a ausência de impedimentos jurídicos ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo.É hora de o assunto ser tratado abertamente, sem sectarismos. E a Arpen se propõe ser o foro inicial para isso, pois, a cidadania nasce no Registro Civil das Pessoas Naturais. Associação dos Registradores de Pessoas Naturais - Arpen-Brasil.


mix

Tido como um país conservador, Taiwan insere questões LGBT nas escolas



Enquanto o Brasil dá um passo atrás com a recente decisão da presidenta Dilma Rousseff de suspender o kit anti-homofobia nas escolas do país, o Ministério da Educação do Taiwan, país marcado pelo conservadorismo religioso, acaba de anunciar que as escolas de ensino elementar – equivalente ao ensino fundamental no Brasil – e as escolas secundárias – semelhantes ao ensino médio – serão obrigadas a oferecer aulas sobre questões LGBT no novo currículo, que será implantado a partir de setembro.A decisão do Ministério é fruto da aprovação da Lei de Educação da Equidade de Gênero. O ato foi criado para combater as desigualdades de gênero e a discriminação, assim, o Ministério da Educação pretende incentivar os alunos a respeitarem as pessoas de diferentes orientações sexuais.


pride

Presidência da República não está preocupada com a questão LGBT, diz coordenadora da diversidade de SP



Prestes a completar um mês à frente da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, da Secretaria da Justiça, a advogada Heloísa Gama Alves se diz preocupada com as recentes manobras políticas que suspenderam a distribuição do kit anti-homofobia do MEC – além de qualquer outra iniciativa do Poder Executivo sobre o assunto diversidade sexual.Na entrevista exclusiva concedida ao Mix que você confere logo abaixo, a advogada, lésbica e militante LGBT questiona a conjuntura política em que tal suspensão ocorre e diz que isso “denota que a presidência da República não está preocupada realmente com a questão de direitos humanos da população LGBT”.Heloísa questiona ainda a falta de autonomia do MEC frente à suspensão e diz que o kit anti-homofobia, para prejuízo dos LGBT, virou um mito. Na entrevista ela fala ainda sobre quais serão os principais objetivos da Coordenação em 2011 e se mostra bem animada para realizar a grande quantidade de trabalho que vem por aí neste ano – quando será realizada a II Conferência Nacional LGBT. Confira:Eu sempre vi você em eventos da diversidade, você já era do movimento antes de entrar na Coordenação.Eu já era do movimento. Eu já advogo desde 2005, nunca fui ativista ligada a nenhuma rede, mas sempre frequentava eventos ligados à diversidade sexual, não só na área de direitos, mas em outras áreas também. No ano passado eu formei o Gadvs (Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual) junto com outros advogados, não é só formado por advogados, a maioria é de advogados, mas é um grupo que tem como foco a luta pela dignidade da população LGBT mais no sentido de fazer uma relação institucional com Ministério Público, delegacias, enfim, acompanhar mesmo.Na última quarta-feira a presidente Dilma Rousseff suspendeu ações em prol dos LGBT como o kit anti-homofobia do MEC. Como a Coordenação recebe uma notícia dessas?Eu acho que se a gente teve no dia 5 de maio um dia de felicidade tremenda, ontem a sensação foi ao contrário, de tristeza, guardadas as proporções. Não vou entrar na questão político-partidária, as razões da presidenta, mas eu achei estranho nesse momento, justamente quando a gente está caminhando. Essa discussão do kit já vem sendo feita faz muito tempo, e justamente agora há essa interferência da presidência. Quando você vê um deputado, que vocês mesmo da mídia estão colocando, que diz que realmente foi feita uma “troca”, é lamentável. Porque denota que a presidência da República não está preocupada realmente com a questão de direitos humanos da população LGBT.A Dilma agora quer abrir a questão para uma discussão mais ampla, foi o que ela alegou.Por que agora? Até então o Ministério da Educação (MEC) tinha uma autonomia para conduzir essa temática, que estava sendo conduzida pelo ministro da Educação, o Fernando Haddad, de repente há uma interferência, uma ingerência da presidência, a gente não sabe o que foi, fica difícil a gente abordar. Eu conversei inclusive com o Carlos Tufvesson, da Coordenadoria do Rio, sobre isso. Como é que eu vou defender o kit se nós não tivemos acesso a ele? Fica difícil, por que essa coisa que a gente não consegue ter acesso? Virou um mito. Essa questão de virar o mito faz com que a bancada religiosa acabe falando os maiores impropérios e a gente não tem como se defender porque a gente não teve acesso efetivamente ao material né?Estamos a um mês da 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Quais serão as ações da Coordenação no Mês do Orgulho?Vou fazer hoje uma reunião com a presidência da Parada para ver o que estava já programado anteriormente. Vamos fazer o ciclo de debates que já estava previsto. Neste ano são 10 anos da Lei 10.948, que está também como tema da Parada e nós vamos também participar da feira Cultural LGBT tentando implantar aí algumas discussões relativas à Lei. Não tem como dizer o quê vamos fazer porque ainda vamos definir hoje.Da Parada do ano passado para a deste ano nós tivemos mudanças muito grandes para os LGBT. Como você acha que vai ser essa Parada? Mais politizada? Mais gente?Eu acredito que vai estar mais politizada. Eu tenho notado alguns jovens que estão aí militando, como os do Ato Anti-Homofobia, que está no Facebook, a Frente Paulista Contra a Homofobia. Eu acho que essas questões que aconteceram no fim do ano passado na região da Avenida Paulista acabaram por dar um basta. Isso acabou fazendo com que pessoas que não estavam tão envolvidas passassem a se envolver, ter uma atividade política maior, querer participar. Acho que esta Parada vai ser especial nesse sentido sim, vamos ter um engajamento político maior do que a gente vinha tendo nos anos anteriores. Nós vamos retomar isso, que a gente teve no início da Parada e que a gente perdeu em um determinado momento, eu acho que agora a gente retoma de novo. Ainda mais depois dos acontecimentos desta semana.São 10 anos de Lei 10.948. Depois desse tempo dela na prática, você acha que ela poderia ser de alguma maneira aperfeiçoada?Sempre ela pode ter um aperfeiçoamento. É claro que tem algumas coisas que dependem do Legislativo, não da gente. Mas o que a Coordenação vai fazer é tentar ver o interior do Estado. A maior parte das denúncias vem da Grande São Paulo e de Campinas. A gente quer dar uma ampliada na divulgação da Lei, fazer com que ela tenha uma abrangência maior no interior. Fazer com que as pessoas do interior tenham consciência de que tem a Lei e que ela deve ser utilizada. Fora isso aperfeiçoar sempre no sentido de fazer com que os estabelecimentos saibam que tem essa lei e que eles precisam capacitar seus funcionários para trabalhar com o público LGBT. A gente tem sempre que fazer essa divulgação da Lei.Como uma pessoa que foi vítima de discriminação pode procurar a Coordenação? O que ela deve fazer?Ela manda um e-mail para a Coordenação, relata o acontecido, nós entramos em contato para ver se ela tem provas. As provas são muito importantes para essa lei, se você não tiver provas, não tiver embasamento, fica difícil a gente poder encaminhar para a comissão processante para ela poder julgar.No caso do Estado de São Paulo a gente tem iniciativas como o ambulatório para travestis e transexuais e a Lei 10.948, estamos um pouco à frente dos outros Estados. Você sente uma responsabilidade maior estando à frente da Coordenação?Sim, porque São Paulo sempre é visado e sempre tem que estar à frente. Por exemplo, o Rio tem avançado muito nessas questões LGBT. Acabou de lançar a campanha Rio Sem Homofobia. Acho que aqui em São Paulo a gente acaba tendo uma responsabilidade maior quando vemos outros Estados avançando também. Então aqui na Coordenação a responsabilidade é grande, nós temos um plano estadual de enfrentamento à homofobia que está no biênio 2010/2011, nós temos que implementar como ele foi aprovado. Este ano é um ano que muda um pouco o nosso planejamento porque vai ter a II Conferência Nacional LGBT. Em 18 de maio a presidenta Dilma baixou um decreto dizendo que vai ter a Conferência Nacional, com isso nós temos que fazer a conferência estadual e para fazer a estadual nós teremos que fazer as regionais. Então isso muda um pouco o planejamento de antes, porque passa a ser uma prioridade. Muda também porque nós tínhamos um plano previsto para 2010 e 2011, então a gente estava com a ideia de implementar tudo que tem no plano até o final de 2011. Com a Conferência, a gente vai ter que correr nos dois pólos. É bastante trabalho para 2011.E você está animada?Estou animada porque é uma responsabilidade enorme, mas eu sempre gostei muito de lidar com a causa. Sou lésbica, então é uma questão para mim que tem um peso enorme na minha vida. E é um desafio, foi uma coisa que eu nunca busquei, as coisas acontecem na vida da gente quando a gente menos espera. Estou feliz, sei que os desafios são enormes, sei que o trabalho que foi feito até então na Coordenação nesses últimos dois anos foi um ótimo trabalho, então a responsabilidade aumenta. Mas eu estou preparada para isso. Trabalho e vontade de arregaçar as mangas e trabalhar não me faltam.Qual vai ser o foco da Coordenação em 2011?É claro que minha preocupação é com todas as letrinhas da sigla, mas principalmente com as transexuais e as travestis, que é o grupo mais vulnerável. Então a minha preocupação maior, meu foco maior, vai ser tentar implementar políticas públicas de mercado de trabalho e saúde cada vez mais para esse segmento, não descuidando dos outros, claro. E o interior também, precisamos dar um gás na divulgação da Lei pelo interior do Estado.Como advogada, o que você achou da recente criação da Comissão da Diversidade Sexual pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?Acho fantástico, estava na hora da OAB ter uma conduta mais clara com relação a essas questões. Isso tem uma importância enorme pelo peso institucional que tem a OAB, pela importância que tem a OAB, e por ser presidida pela Maria Berenice Dias, que é uma lutadora que se nós temos hoje essa decisão do STF, muito nós devemos à Maria Berenice, à coragem dela de encarar essas questões. Essa Comissão Nacional vai preparar o Estatuto da Diversidade, que se aprovado vai ser um super avanço para nós que atuamos com as questões LGBT. Quem compõe essa Comissão são pessoas extremamente preparadas. Tem o Paulo Mariante aqui de São Paulo, é presidida pela Maria Berenice Dias, a vice-presidente é a Adriana Galvão, que é presidente da Comissão aqui de São Paulo. Então são pessoas muito preparadas e muito engajadas nessas questões de direitos humanos e nessas questões do segmento LGBT.


pride

Justiça mineira libera a adoção de criança para casal de lésbicas




Em decisão inédita, a Justiça de Minas Gerais liberou a adoção de uma criança que vivia desde que nasceu com um casal de lésbicas – uma delas, analista de sistemas, e a outra, advogada – na cidade Passos, em Minas Gerais.O casal, que vive junto há 12 anos, pleiteava a adoção da criança desde 2009. Um dos argumentos do Ministério Público para dar o parecer favorável foi a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Agora, o casal aguarda a publicação da decisão no Diário Oficial para poder registrar a criança.


mix

SP: Professores repudiam suspensão de kit anti-homofobia e querem seu próprio material



O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) se posicionou contrário à suspensão do kit anti-homofobia do Ministério da Educação – que seria distribuído ainda neste ano para educadores e alunos a partir dos 14 anos de 6 mil escolas brasileiras. Em nota oficial, a entidade acusa o governo de ser “demagógico, pernicioso e conservador”.O Sindicato se diz indignado com a decisão da presidente Dilma Rousseff e propõe ainda que os próprios professores tomem a iniciativa de fazer outros matérias com o mesmo objetivo. “Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece.” Confira na íntegra:NOTAKIT GAY – PRESIDÊNCIA DO BRASIL – MOVIMENTO LGBTTNos irmanamos àquelas e aqueles que sentem-se traídos e se indignam com os últimos acontecimentos envolvendo a presidência do Brasil e a luta por justiça social.Não nos furtamos no passado e não nos furtaremos agora de expressar o nosso mais profundo repúdio a essa linha política adotada pela presidência da república e corroborada pelos partidos e instituições que lhe dão sustentação.Mais uma máscara caiu! Agora, apenas os hipócritas e mal intencionados não são capazes – OU TEM A CORAGEM - de admitir a verdadeira natureza desse governo: DEMAGÓGICO, PERNICIOSO E CONSERVADOR. E nesse ínterim ele se iguala às esferas estaduais e municipais. Não é possível hoje distinguir entre o que propõe a burguesia reacionária e o que propõe o governo federal.De acordo com nossos princípios políticos, um material de combate à discriminação e ao preconceito de gênero (homofóbico, lesbofóbico, transfóbico, etc.) deveria ser elaborado a partir e com a contribuição dos professores e de toda a comunidade escolar, não a partir de um grupo seleto que “pensou para...”. Ainda assim, tendo em vista a mobilização dos conservadores e os gastos públicos envolvidos na produção e confecção do chamado “kit-gay”, julgamos oportuno que a questão fosse discutida nas escolas e que estas se apropriassem da discussão que vai muito além da mera distribuição deste kit. Isto é, este material poderia se converter em uma real iniciativa de combate à estupidez, opressão e injustiças impingidas aos/às jovens nas escolas brasileiras.Mais uma vez fica claro que o atrelamento ao governo não é benéfico à luta e ao movimento LGBTT; que a institucionalização (burocratização) excessiva é perniciosa.Façamos de mais este ato vergonhoso do governo federal a matéria-prima para novas iniciativas de uma militância verdadeiramente combativa e livre. Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece. Para além dos subterrâneos onde viceja uma infinidade de igrejas que parecem mais um “mercado negro de ações”, direcionemos os nossos passos para um mundo fora das cavernas, porões, calabouços e gabinetes.Secretaria LGBTT / APEOESP – Subsede Sul / Santo Amaro .


pride

Suspensão do kit anti-homofobia provoca manifestações em várias cidades. Confira aqui



A suspensão da distribuição do kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC) gerou um verdadeiro furor na militância LGBT brasileira, que programou em várias cidades do País manifestações de apoio ao material que pretende erradicar a homofobia no ambiente escolar. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Santo André são algumas das cidades que vão fazer algum tipo de ato em apoio ao material. Todas elas têm entrada gratuita e são abertas ao público.Em São Paulo, a movimentação vai ser realizada no próximo domingo, 29. Rola a partir das 13h, até as 16h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, a manifestação “Por uma escola inclusiva! Kit anti-homofobia já!”. Às 16h começa no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - estação Vergueiro do Metrô) a “Reunião geral para articular uma ação em defesa do Kit Escola sem Homofobia”. Já no Rio de Janeiro, com articulação do grupo Diversidade Católica, rola também no domingo, a partir das 10h, na orla de Ipanema, a “Caminhada por uma educação sem homofobia”. A concentração será no posto 9. Brasília também vai fazer barulho contra a suspensão feita por Dilma Rousseff. A “Manifestação a favor do Kit Escola sem Homofobia” via ser feita também no próximo domingo, 29, a partir das 16h, com concentração em frente à Catedral de Brasília, no Plano Piloto. Em Santo André, Grande São Paulo, a suspensão do kit promete tomar conta da VII Parada do Orgulho LGBT da cidade. A caminhada tem concentração a partir do meio-dia, na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Catequese, no centro. A realização é da ABCD (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual).

pride

domingo, 22 de maio de 2011

Jonatas Faro, Verdelho, Marlon, Max Motta... Os lindos estão ainda mais lindos na Made in Brazil Magazine #3



O casting reunido para a terceira edição da Made in Brazil Magazine é dos sonhos. Tem Max Motta, o onipresente Mateus Verdelho, Marlon Teixeira, Diego Miguel, Jean Carlo, Francisco Lachowiski e até Jonatas Faro _além de alguns new faces lindos de chorar. As maioria dos ensaios foram feitos em Nova York _as fotos do Jonatas rolaram em São Paulo.O lançamento da terceira edição da MIB Magazine#3 rolou nesta quinta-feira, 19, em São Paulo. São mil exemplares colocados a venda pelo site http://www.madeinbrazilmag.com/
:: Veja AQUI um vídeo teaser desta terceira edição


lifestyle

Prefeitura de Moscou proíbe mais uma vez a Parada gay da cidade




A Prefeitura de Moscou proibiu mais uma vez a Parada Gay na cidade. Esta é a sexta vez que as autoridades municipais negam permissão para que a Parada Gay ocorra.A prefeitura se justificou em uma carta: "neste momento o Governo de Moscovo recebeu inúmeros pedidos de entidades públicas e entidades da Federação Russa, confissões religiosas, organizações públicas, cossacos e indivíduos pedindo-nos para não permitir a realização deste evento público. De acordo com muitos dos entrevistados, este evento pode resultar numa onda de protestos, que pode evoluir para um conjunto de perturbações da ordem pública. Com base nas normas da Convenção Internacional para a Proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais, de 04 de novembro de 1950, e em particular no artigo 11 (liberdade de reunião e de associação), em que o direito à liberdade de reunião pacífica pode ser restringido por razões de ordem pública, a prevenção da doença, para a proteção da saúde ou da moral ou a proteção dos direitos e liberdades de outrem, o Governo de Moscou considera justificada não permitir a realização do evento".Segundo o organizador do Parada, Nikolai Alekseev, mais uma vez os ativistas vão às ruas mesmo sem autorização da Prefeitura. Nikolai já foi preso por conta desta atitude várias vezes.


mix

MG: Arcos realiza em junho sua 1ª Parada da Diversidade



A cidade mineira de Arcos já definiu a data da realização da 1ª Parada da Diversidade de Arcos, vai rolar no dia 18 de junho, um sábado, com concentração a partir das 15h, no Posto Esplanada. A caminhada tem como tema “Amai-vos uns aos outros, sem homofobia” e tem previsão de terminar às 18h na Praça de Eventos.Já estão confirmadas as presenças de Lena Oxa e Milena Longnet, DJ Edimax e gogo-boys e gogo-girls. O Bloco Toa Toa também marca presença animado ao som do trio Buscapé. A realização é do grupo Arcos Diversidade.


central

Igreja Contemporânea promove culto para casais homoafetivos




A Igreja Cristã Contemporânea promove neste sábado, dia 21, um culto especial para casais homoafetivos com o objetivo de ensiná-los a lidarem com os problemas cotidianos da vida e do relacionamento – como o orgulho, a mágoa e a infidelidade - de maneira inteligente, possibilitando, desta forma, que eles alcancem a felicidade completa no amor. A base da Igreja é constituída de 60% de casais homoafetivos.O culto será ministrado pelos pastores Fábio Inácio e Marcos Gladstone, na Igreja Cristã Contemporânea, com sede localizada à Rua Carvalho de Sousa, nº 30, em Madureira, no Rio de Janeiro. Durante o encontro haverá depoimentos de pessoas que por décadas estão juntas, constituindo famílias homoafetivas.Inf.: www.igrejacontemporanea.com.brTel.: (21) 2224-3910


mix

Vídeo promocional de parada gay revolta políticos na Itália



Marcada para acontecer no dia 11 de junho, em Roma, a parada gay da Europa, mais conhecida como Europride - que desde 1992 junta os diversos países do continente para celebrar a diversidade sexual -, tem causado polêmica entre os políticos italianos. Tudo por conta de um vídeo promocional super fofo, mas bobo, em que dois gladiadores prestes a se enfrentar decidem dar um abraço carinhoso, levando a plateia a fazer o mesmo. Stefano Bolognini, porta-voz desta edição da Parada, afirmou que alguns políticos de direita declararam o anúncio inconstitucional. Além do desfile do dia 11, o Europride vai reunir diversas atividades culturais e esportivas, além de festas e debates, entre os dias 1 e 12 de junho. A cada ano, uma cidade europeia é escolhida como sede do evento.


mix

Curso em SP vai atualizar advogados sobre direitos gays



Em tempos onde o Poder Judiciário reconhece a união estável para pessoas do mesmo sexo, o Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual (GADVS) vai realizar em São Paulo um curso para atualizar os interessados sobre os assuntos mais urgentes do mundo LGBT como “União Estável (Escritura Pública e Processo)” e “Orientação sexual e identidade de gênero”.“Direito e Diversidade Sexual” vai ser realizado nos dias 11, 18 e 25 de junho, das 10h às 13h, no Sindicato dos Advogados, que fica na Rua da Abolição, 167 - Bela Vista. A programação conta com palestras de especialistas em Direito e escritores como Laura Bacellar, Eduardo Piza Melo e Heloisa Alves e vai ser aberta com uma discussão sobre “Metas de políticas públicas” voltadas à população LGBT. As inscrições custam R$ 70, mas estudantes pagam R$ 35 e sócios do sindicato pagam R$ 50. Elas podem ser feitas no Sindicato dos Advogados das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira. Mais informações pelo telefone (11) 3105-2516 ou no site www.gadvs.com.br.


pride

O banheiro todo azul do Cacá Ribeiro, o sócio do Lions que em breve lança seu clube gay



Todo azul é o um dos banheiros luxuosos do apartamento triplex do produtor Cacá Ribeiro, o co-inventor e ex sócio do Clube Royal e o atual sócio do Lions Club. O empresário e produtor anunciará em breve seu novo clube, gay, que ele projeta ao lado de Facundo Guerra (Lions, Vegas, Volt, Z Carniceria) e Bob Yang (Ultralounge). O clube fica na rua Treze de Maio, no coração do Bixiga. Novas cores para o centro paulistano. Delícia.


cultura gls

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Já fui jogada na lata do lixo, revela Lady Gaga em entrevista



Em entrevista concedida ao jornal britânico “The Guardian”, no último sábado, Lady Gaga fez uma série de revelações sobre a sua infância e a adolescência, e afirmou que já foi vítima de violências física e psicológica. Ela contou que o sentimento de “não ser compreendida”, que surge com frequência em suas músicas, é reflexo do período em que era atormentada pelos colegas de classe.“Sou excêntrica e falante, audaciosa, teatral, e eu costumava ser atazanada. Já fui jogada numa lata de lixo em uma esquina por uns caras que estavam saindo com as garotas da minha sala. Já escreveram palavrões no meu armário do colégio, enquanto os outros estavam limpos. Já fui xingada nos corredores e chamada de vagabunda”, contou. Gaga também declarou que esses acontecimentos que a “assombraram” a transformaram em parte do que ela é. “Nunca quis ser a bonitinha no palco que canta sobre aquilo que estamos cansados de saber. Prefiro muito mais escrever uma música chamada Judas e falar sobre traição, perdão e o sentimento de ser incompreendido, e assim falar com os fãs e tentar saber o que a sociedade precisa. Se eu posso ser um líder então eu serei”, completou.O novo álbum da fofa, Born This Way, será lançado na semana que vem.


celebridades

As festas da Bubu para a Parada Gay de São Paulo



Depois de a The Week e da Flex anunciarem suas festas para o fim de semana da Parada Gay paulistana, o clube Bubu acaba de divulgar quais serão suas festas para o fim de semana prolongado. Serão cinco festas _uma delas para meninas_ três DJs internacionais, shows de Gretchen e Silvetty Montilla. Confira abaixo.22 de junho (quarta-feira)Chic Made in HeavenDJs Ricardo Motta, Paulo Pringles, Rafael Calvente e Roland Belmares (EUA)23 de junho (quinta-feira)Bubu Só Para ElasDJs Chris Villela, Zuba, Ana Serroni, Dani Leslie, Cella Toledo, Sandra Bull, Rita Damasceno e Ale Marcely. No lounge tem show da Banda Só Para Elas com Milena Castro24 de junho (sexta-feira)Fun! Gay Pride.DJs Paulo Agulhari, Lapetina, Paulo Ciotti, André Medeiros e Nacho Chapado (Espanha)25 de junho (sábado)Top! Gay PrideTem show da Gretchen.Ds Ricardo Motta, Jumba e Luiz Errem (Venezuela)26 de junho (domingo)Silvetty Montilla comanda o show das drags.DJs Paulo Agulhari, Paulo Ciotti e André MedeirosO clube Megga, que está fechado para reforma e pertence ao mesmo grupo que comanda a Bubu, pretende reabrir na Parada com duas festas, uma na quinta (23) e outra no sábado. Atrações eles divulgam em breve.BubuRua dos Pinheiros, 791 - Pinheiros.


mix

São Paulo ganha feira de negócios LGBT do Mercosul



A Associação GLS Casarão Brasil, em São Paulo, vai receber na próxima terça-feira, 24, às 20h, o lançamento da Expo Business LGBT Mercosul, que será realizada na capital paulista no dia 23 de julho, pouco menos de um mês depois da 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (26 de junho). O evento é uma ideia surgida ainda em 2010 nas reuniões da Câmara de Comércio LGBT do Brasil e tem o apoio do Mixbrasil e da Revista Junior. O objetivo é reunir durante todo o dia 23 de julho, no Centro Fecomércio de Eventos, empreendedores, empresas, prestadores de serviços e parceiros que atuam no segmento LGBT para proporcionar o fechamento de novas parcerias e o intercâmbio de experiências entre eles, além de ser uma vitrine de novos negócios. A programação vai contar com palestras e workshops de profissionais e analistas de mercado abordando temas como “De Madonna a Lady Gaga: como o segmento GLS influencia o comando de massa, como entendê-lo e lucrar com ele”; e “LGBT Latinoamericano: um mercado inexplorado, crescente e atrativo” – além de cases de sucesso como “Delta Airlines – integração com LND e o fator de sucesso” e “Experiência em Hotelaria heterofriendly”.O evento é membro do IGLCC (International Gay and Lesbian Chamber of Commerce) e da IGLTA e tem ainda o apoio do São Paulo Convention & Visitors Bureau, São Paulo Turismo (SPTuris), TAM, Câmara de Comércio Gay Lésbica Argentina (CGLAR). Lançamento Expo Business LGBT – 24 de maio, 20hCasarão Brasil: Rua Frei Caneca, 1057 – Cerqueira CésarTel.: (11) 3171-3739contato@casaraobrasil.com.br.


lifestyle

Evangélicos gays vão marchar por adoção de crianças no Rio



A cidade do Rio de Janeiro vai receber no próximo domingo, 29, a II Caminhada pela Adoção, que marca a Semana Estadual de Adoção, com direito a participação de evangélicos gays apoiadores da causa. A caminhada rola na orla de um dos bairros mais gays do Rio, Copacabana, com concentração às 10h no Posto 6.Segundo a Igreja Cristã Contemporânea, o apoio é importante porque a denominação entende que por meio da adoção existe uma oportunidade de restaurar e dar continuidade a muitas famílias que foram destruídas por vários motivos. Os fieis vão participar como forma de dizer que os casais homoafetivos, agora amparados pela lei em sua união estável, também podem adotar uma criança e criá-la com todo o carinho. O evento tem o apoio da Frente Parlamentar Pró-Adoção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Mais informações pelo telefone (21) 2224-3910.


mix

Final da Copa São Paulo de Vôlei GLS rola no sábado



O Comitê Desportivo GLS Brasileiro (CDG Brasil) vai realizar no próximo sábado, às 14h30, a grande final da Copa São Paulo de Vôlei GLS, que será disputada pelas equipes Modenna PSV e Italy/Caieiras. O jogo rola no ginásio Clube Escola Tatuapé, que fica na Rua Monte Serrat, 230 (em frente à estação de metrô Carrão), em São Paulo, com entrada gratuita.Modenna (não é Madonna) é a equipe da atacante trans Paulete Perturbada e coleciona destaques nas competições promovidas pelo CDG Brasil como o 1º lugar da última Uniliga. Ela enfrenta o time Italy/Caieiras, do atacante Weriston, prometendo um duelo de titãs do voleibol da diversidade sexual. Antes da final rola a disputa pelo terceiro lugar entre Las Caricatas/Pompeia e CEE Ibirapuera.A competição contou durante seis semanas com a participação de seis equipes de vôlei de São Paulo. A Copa abre o calendário de eventos desportivos GLS da cidade de São Paulo, que conta ainda com a Uniliga e a Liga Nacional GLS. Mais informações pelo e-mail info@cdgbrasil.org ou pelo telefone (11) 8020-1001.


lifestyle

Jogador Túlio diz que futebol brasileiro tem muitos gays



Parece que virou moda na Alemanha debater a intimidade sexual dos jogadores. A Federação Alemã de Futebol e alguns atletas importantes estão estimulando os jogadores a revelar a homossexualidade.O jogador Túlio Maravilha defende que o Brasil deveria importar essa iniciativa dos cartolas germânicos.“Não só em relação à opção sexual. Também contra o racismo e principalmente à violência. Está tudo englobado. A CBF tem que aproveitar o Campeonato Brasileiro e, a cada período, fazer uma campanha nesse sentido. Está certa a Federação Alemã. No futebol, tem vários casos, mas a maioria não assume por receio. Ninguém é bobo, todo mundo sabe quem é quem, mas é opção de cada um, e a gente respeita”.


uol

Canal chileno recebe multa por comentários homofóbicos



O Conselho Nacional de Televisão do Chile aplicou uma multa de 32 mil dólares à emissora Chilevisión pelos comentários homofóbicos de dois humoristas que se apresentaram em fevereiro no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar.A decisão foi adotada por unanimidade pelos 11 membros do órgão que "levaram em conta a dignidade das pessoas". As brincadeiras foram consideradas grotescas e vulgares.A Chilevisión, um dos canais abertos locais, foi responsável neste ano por organizar o evento, considerado o mais importante da América Latina. A apresentação do chileno Mauricio Flores, que há anos interpreta um homossexual, foi o mais criticado pelos meios de comunicação locais.Já Oscar Gangas, o outro comediante que fez brincadeiras homofóbicas, disse ao jornal que a multa já "era esperada em um país tão hipócrita como o Chile".


uol

quarta-feira, 18 de maio de 2011

50 casais gays irão oficializar a união estável no Rio




A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro irá realizar, no dia 10 de junho, uma cerimônia que pretende oficializar a união estável de 50 casais homossexuais. A iniciativa está sendo realizada em parceria com a Defensoria Pública e faz parte da campanha “Rio Sem Homofobia”. “Já temos 35 casais interessados e a expectativa é grande. Se houver mais de 50 interessados, vamos trabalhar para atender a todos”, afirmou Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais e Difusos. Os casais que não têm condições de pagar a taxa para o registro de união homoafetiva, que gira em torno de R$ 200, poderão apresentar atestado de pobreza e receber a isenção do pagamento. Cada casal terá o direito de levar cinco familiares.






central

Antony Garotinho diz que deputados evangélicos não vão votar mais nada enquanto kit gay do MEC não for derrubado



O deputado federal Anthony Garotinho, falando em nome da Frente Parlamentar Evangélica da qual é vice-presidente, falou no plenário da Câmara que enquanto o kit “Escola sem Homofobia” não for proibido de ser distribuído para escolas pública, os deputados da Frente Evangélica (cerca de 70 parlamentares), não votarão mais nada na Casa. Ele ainda disse que vem sendo perseguido pelo MEC e pelo Governo Federal por sua oposição ao kit que pretende conscientizar alunos e professores em relação a diversidade sexual. Mas Garotinho e seus deputados evangélicos continuam afirmando que o Kit trata de promover a pedofilia e “acabar com a família brasileira”, também confunde ao dizer que o kit destina-se a crianças de 7 e 8 anos (na verdade, ele será dirigido a adolescentes de 14 a 18 anos). O deputado ainda requer que os vídeos do programa “Escola sem Homofobia” sejam exibidos no telão da Câmara.


pride

Veja tudo o que rolou no 8º. Seminário LGBT do Congresso Nacional que contou com Marta, Fischer, Wanessa, Preta, Jean...



Rolou nesta terça-feira, 17, o 8º Seminário LGBT, realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia. O seminário, promovido pelo Congresso com o apoio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), tem como slogan "Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”.O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), disse que a ideia de que o seminário tivesse como tema central a aprovação do casamento civil de homossexuais foi tomada antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, no início do deste mês, a união estável em relacionamentos homoafetivos.O seminário foi organizado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional e pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Diversos políticos, artistas, jornalistas e advogados importantes passaram pelas mesas de discussão do Seminário. O MixBrasil, presente ao evento, traz a você os discursos e notícias mais importantes. Acompanhe na sequência de links.Deputados, senadores, Ministros e artistas estão juntos no Congresso para dicutir casamento gayABGLT entrega 100 mil assinaturas de apoio a projeto de lei anti- homofobiaPreta Gil abre seu discurso na Câmara: sou preta e bissexual e que vai lutar para que Bolsonaro não seja reeleitoVeja fotos da Marta, Preta Gil, Wanessa... Todas no Seminário pelo casamento gay em BrasíliaSenadora Marinor Brito diz que brigou com Bolsonaro em nome de todos os homossexuais assassinadosBolsonaro hesita e não entra no Seminário LGBT do Congresso. Mas na porta faz provocações a Sergio CabralMinistério da Educação garante entregar o Kit anti-homofobia nas escolas de segundo grauMãe de Alexandre Ivo, assassinado aos 14 anos, faz discurso emocionante nos momentos finais do Seminário LGBT do CongressoLuta LGBT não inclui casamento religioso, diz deputada Manoela d'AvilaSeminário LGBT na Câmara: artistas defendem união civil gay e criminalização da homofobiaEm Brasília, Marta confirma 2ª. Conferência Nacional LGBT para os dia 15 a 18 de dezembroBolsonaro faz bagunça do lado de fora do auditório onde rola o Seminário LGBT no Congresso FederalGoverno Dilma vai propor Política Nacional de Saúde LGBT, afirma diretor do Ministério da SaúdeCombate à violência contra homossexuais é prioridade do Ministério dos Direitos HumanosRepresentante do governo do Rio, Claudio Nacimento afirma que gays possuem um plano de poder políticoDeputado do Piauí, Fábio Novo diz que apenas cinco municípios brasileiros possuem conselho LGBT


pride

Mãe de Alexandre Ivo, assassinado aos 14 anos, faz discurso emocionante nos momentos finais do Seminário LGBT do Congresso



A mãe de Alexandre Ivo, adolescente assassinado em São Gonçalo (RJ) no ano passado por ser considerado homossexual, Angelica Ivo, participou da mesa final do Seminário LGBT que aconteceu durante toda esta terça-feira, 17, na Câmara dos Deputados em Brasília.Em tom emocionado, Angélica pediu a aprovação do Projeto de Lei Complementar 122/06, atualmente em análise no Senado, que criminaliza a homofobia. “É assim que vamos fazer justiça ao Alexandre Ivo. Espero que os senadores não se omitam em votar o projeto, para que mães como eu não tenham de chorar a perda de seus filhos por crimes de ódio”, afirmou.A mãe do garoto virou símbolo da luta contra os crimes homofóbicos desde que ficou provado que o assassinato de seu filho foi um crime de ódio.Ela destacou ainda que a homofobia não atinge só a população LGBT. “Crimes como esse contra meu filho podem acontecer com qualquer um”, ressaltou. "Não deram ao meu filho o direito da escolha, condenaram Ivo a morte", declarou Angélica."Homofobia mata e a morte do meu filho é o exemplo disso", finalizou Angélica Ivo que terminou aplaudida em pé pelo público todo.


pride

Rio lança ações para transexuais e combate ao bullying nas escolas



A cidade do Rio de Janeiro lançou nesta quarta-feira, 18, uma série de ações que tem como objetivo combater o preconceito e a intolerância na Cidade Maravilhosa. A lista de ações foi apresentada em evento com as presenças do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual carioca (confira no álbum).O evento realizado um dia após o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia (17 de maio) trouxe à lista de conquistas LGBT cariocas pontos importantes. Um deles é o decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes que garante o uso do nome social para travestis e transexuais em órgãos municipais (como unidades de saúde e educação).O prefeito e o coordenador apresentaram ainda a formação de uma frente de trabalho para coibir o bullying homofóbico nas escolas, abrigos, hospitais e outros centros de atendimento da prefeitura. O município vai também capacitar funcionários de estabelecimentos comerciais para atenderem LGBT – os locais participantes receberão o selo "Rio Sem Preconceito".


pride

Repórter testa o Disque 100, serviço do Governo federal que recebe denúncias de homofobia. Confira



O Governo Federal lançou há três meses o serviço LGBT do Disque 100 (número que recebe denúncias de violência contra mulheres, negros, indígenas, moradores de rua e recentemente também se equipou para tratar de denúncias de violência homofóbica). Além de receber a denúncia, o serviço promete encaminhar a ocorrência para autoridades policiais ou civis, dependendo do caso. Em casos extremos, o requerente pode pedir proteção do Estado.O serviço foi criado para receber denúncias de violência contra crianças, mas acabou sendo ampliado e hoje recebe reclamações de racismo, violências contra idosos e, mais recentemente, de homofobia verbal e física. Hélio Filho, nosso repórter especial, usou o serviço para denunciar um caso falso (desmentido logo depois de a reportagem terminar) para testar o serviço. Ele aprovou. Confira. A simpatia das atendentes é a marca registrada do serviço telefônico de denúncias de intolerância Disque 100, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O número passou desde dezembro de 2010 a ouvir também as ocorrências com a população LGBT. Quando você liga, a voz vai te dando as opções de denunciar sobre crianças, idosos e demais populações geralmente vitimizadas. “Para questões relacionadas a LGBT digite quatro”, avisa a voz eletrônica em tom meio frio. Mas a frieza acaba por aí porque logo que a ligação é transferida (o que é feito bem rápido) uma voz simpática e acolhedora te atende com calma, falando pausadamente. A moça que me atendeu se mostrou até um pouco preocupada comigo mesmo antes de saber o quê exatamente estava acontecendo.Ela me explicou que o serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, ou seja, sempre está à disposição. Criei uma história bem clichê sobre ter sido discriminado em um bar em São Paulo quando beijava meu suposto namorado. Disse que o garçom havia me dito que ali “não era lugar para aquelas coisas”. A atendente elevou um pouquinho o tom da voz e disse que “esse tipo de coisa não é certo”, e me incentivou a registrar a denúncia
Para registrá-la, você precisa fornecer o máximo de dados pessoais possíveis como nome completo, endereço, documentação pessoal, telefone e e-mail, que é para onde o Disque 100 envia o número de protocolo da sua denúncia. É com esse número que você pode ligar quando quiser para o 100 para acompanhar o andamento do caso, que na maioria das vezes é encaminhado ao Ministério Público. Para registrar minha denúncia eu precisei ainda dar a maior quantidade possível de informações também sobre o agressor, que neste fictício caso era um garçom.Como a discriminação era apenas para efeito de teste para este texto, cancelei a denúncia para não complicar ninguém. O andamento da denúncia é bem eficiente. Poucos minutos depois de desligar o telefone o serviço já me enviou um e-mail com o número do protocolo. O Disque 100 deve ser usado sem restrição e sem medo por todo mundo que se sinta discriminado em qualquer parte do Brasil pois ele é realmente eficiente. Parafraseando a atendente simpática, “a Secretaria Especial de Direitos Humanos agradece a sua ligação”.


pride

Novo bar do Baixo Augusta recebe festa bolachuda na sexta



As meninas responsáveis pelo bolachudo projeto Valentina, de São Paulo, vão realizar mais uma edição da festa cheia de mulheres bonitas na próxima sexta-feira, 13, uma data bem peculiar. O fervo rola a partir das 23h no Bofetada Club, o novo barzinho de descolados da região do Baixo Augusta.O som da noite, que deve terminar só na manhã do sábado,14, fica exclusivamente por conta das meninas e não tem MPB – rola rock, indie, electro e house. Animam a pistinha do Bofetada as fofas Ale Marcely, Thá Vespucci, Natchê Diniz e a dupla Cla & Fer. O preço é amigo e os ingressos custam R$ 10. Festa Valentina – 13 de maio, 23hBofetada Club: Rua Peixoto Gomide, 131 – Cerqueira César.


cio

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Abertas inscrições para Prêmio Cidadania da Parada de SP



A 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (26 de junho) já está recebendo as indicações para a 11ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, iniciativa realizada durante o Mês do Orgulho paulistano para homenagear personalidades, entidades, autoridades e ações que protagonizam os avanços e o respeito aos direitos humanos da população LGBT.Neste ano a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) aumentou o número de categorias e vai laurear nomes e iniciativas em 17 frentes diferentes. Todo mundo pode enviar a indicação para levar o Prêmio, é só enviar (até o próximo dia 15 de maio) as sugestões para o e-mail indicacao@paradasp.org.br.É bom deixar claro que não é um voto, a escolha não leva em conta a quantidade de indicações, mas sim a relevância dos nomes sugeridos. Criado por Duílio Ferronato, o troféu é feito em acrílico e traz uma simpática mão fazendo o sinal de positivo, aquele de joinha. Aqui embaixo você confere as categorias para as quais pode fazer sua indicação: DireitosONGAção PolíticaInternacionalSaúdeInternetImprensaMemóriaPublicidadeEducaçãoTrabalhoAção CulturalLiteraturaCinemaDocumentárioArtes Cênicas ,tv.


pride

Leitor pergunta; advogado responde: já tenho escritura de convivência, preciso registar união estável?



Com essa aprovação a favor da união homoafetiva, me trouxe uma duvida cruel: vai fazer dois anos que junto ao meu parceiro procuramos o 26° Tabelionato de Notas de São Paulo para regularizarmos nossa situação como casal; sendo assim foi feito uma escritura de convivência. E minha duvida é: Será necessario, fazer um outro documento comprovando nossa união? Ou esta escritura já tem a mesma valia?Willames OliveiraÉ importante que você faça o novo documento. A escritura de convivência já lhe traz garantias, sem dúvidas, em especial a partilha de bens. Entretanto, não lhe garante a formação familiar que se faz de três formas:- pela união estável; - pelo casamento ou- pelo relação monoparental (pais e filhos)E a formação familiar é que lhe trará novos direitos. A sugestão é que aguarde até que os cartórios estejam preparados para atender a esta nova demanda e providencie o novo documento.Se você tiver mais dúvidas, o Dr. Flávio Fenólio pode ajudar. Mande sua dúvida para ele (flavio.fenolio@uol.com.br) ou para a redação do MixBrasil (edicaomixbrasil@uol.com.br), que responderemos sua questão.


mix

Toni Reis _o presidente da ABGLT_ será o primeiro a se unir oficialmente no Brasil pós decisão do Supremo. É nesta segunda-feira



Como prometido, o presidente da ABGLT _Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros_ vai se unir a seu namorado de mais de 20 anos, o inglês David Harrad, nesta segunda-feira, 9, em Curitiba. Será o primeiro casal brasileiro a se unir após a decisão do Supremo que garantiu o registro de união homoafetiva no país. A celebração do registro acontecerá às 14h no Registro 6º Tabelionato de Curitiba _Rua Comendador Araújo, 143 – Centro. Toni conta que foi difícil achar um Tabelionato que aceitasse registrar a união do casal. A festa acontecerá também nesta segunda-feira, às 18h20, no Central Gourmet.


pride

Como não começar um relacionamento (parte 1)



A coluna de hoje não fala sobre mim, mas sobre a Camila, minha grande amiga e praticamente meu alter ego de 20 e poucos anos.
Camila Fala: A cada quinze amigas que eu tenho, duas namoram sério, três fingem que namoram sério, três começam um relacionamento por mês e as outras sete são solteiras.Esse é o meu retrato do mundo atual: mulheres mal resolvidas que conhecem um amor-da-vida por mês; as detentoras do maior tesouro lésbico (um relacionamento duradouro e estável na maior parte do tempo); e a esmagadora maioria, que está “à procura”.Meu problema começou pela minha - quase - permanente inclusão no último grupo. Estar solteira há bastante tempo, baixar o meu padrão de exigência sobre as pessoas com quem me relaciono, conhecer uma Personal Trainer, e nesse meio tempo, esquecer TODAS as regras sobre relacionamento. A receita para uma bomba relógio. E ela explodiu.Beatriz fala: Nesse ínterim eu ouvi da Camila milhares de declarações non-sense! Desde “Acho que vou sair com o guitarrista da banda da minha ex, eu dei até um selinho nele um dia e não foi tão ruim. Vai que eu gosto de homem”. Até: “Ela não é tão burra assim, preocupada deve ser erro de digitação – três vezes!”.Isso nos leva à regra número 1 - Não se deixe levar pelo desespero.Quando ela me falou da tal Personal; linda, gostosa, 11 anos mais velha e namorando há cinco anos, eu já podia imaginar o tamanho do problema. Aliás, imaginei e avisei. Mas se conselho fosse bom.Camila Fala: Toda mulher deveria vir com uma placa de aviso que fornecesse informações básicas às interessadas. Na falta de uma placa, basta perguntar o que eu acho; se eu olhar e gostar, cuidado, os riscos são enormes. Se eu perder o chão no momento em que os nossos olhos se cruzarem, senta que lá vem história.Fim do ano passado:Cansada da rotina e muito cansada do sedentarismo que nunca foi inerente a mim, resolvi voltar a freqüentar a academia. Visitei duas, mas foi na terceira que eu me senti em casa. Logo na entrada encontrei um amigo e ao entrar senti que aquela era diferente.Primeiro dia, na recepção enquanto cadastravam minha digital, passou por mim um rapaz vestindo uma super-regata branca, rasgada por estilo, ostentando um par de cílios com máscara que matariam muita mulher de inveja. Ele era notoriamente gay – como 80% do resto da academia. Ri sozinha da minha conclusão precipitada de quem passava o radar pelo novo ambiente.Minha risada só durou até me apresentarem a personal que me acompanharia. Busquei registros rápidos na memória: 2007, uma festa... Ela e a então namorada. Lembrei como se movia, como sorria, que mulher linda, que corpo... ULTRAJANTE!Não poderia ser melhor, voltei a fazer algo que adoro, minha academia tinha uma vibe no mínimo friendly e minha Personal era a mulher linda que eu já quis um dia e nunca mais voltei a ver. Só podia ser destino e Ela seria minha, nem que eu precisasse mover céus e terras. E movi. Três meses, cuidando diariamente do meu “investimento a médio prazo”, até Ela se render ao inevitável. Essa história vai ser contada depois, o importante é saber a paixão louca que me moveu (não move mais, não move, não move, não move), para tentar mensurar o tamanho da minha fossa depois.Minha fossa não foi adequadamente vivida, posto que apaixonada por uma Personal e com ela diariamente pegando no meu pé, eu não tive direito de engordar, ou seja, nada de chocolate, doritos ou Häagen-Dazs. O que me leva às duas próximas regras desse capítulo:2 – Paixões não cicatrizadas precisam de tempo, time apart quase sempre é uma boa idéia.3 – A fossa é um momento de exorcismo daquela horrorosa que não lhe merece e está lhe fazendo sofrer. Precisa levar a fossa muito a sério.3.1 – Se você curtir a fossa sem comer muita besteira, vai ser mais fácil voltar à sua auto-estima normal.Em um dia particularmente desagradável desabafei com uma amiga que havia conhecido recentemente. Manuela, solteira como eu, amiga de amigas minhas, veio bem recomendada: menina boa, para namorar. E era tão lindinha comigo. Beatriz fala: Pausa para a regra número 4 deliberadamente (ou não) omitida pela nossa “heroína”: Nunca se deixe levar por meninas com carinhas de anjo – experiência própria, as aparências às vezes enganam!Camila fala: Comecei a me sentir dividida entre a minha desilusão e a Manu sendo fantástica comigo. Então, como era de se esperar, eu tive a minha primeira idéia brilhante:O leilãoO principio era simples, e para ser franca eu continuo achando uma ideia brilhante: quem me tratasse melhor me levava. Só havia dois requisitos: ser solteira e não ser uma porta (muito burra).Passada uma semana do anúncio do Leilão (sim, eu anunciei o leilão de mim mesma para a Manu), eu considerei ela a vencedora e saímos no nosso primeiro date oficial.


mix

Médicas lésbicas de Grey’s Anatomy se casam



No mesmo dia em que o Brasil aprovou a união estável para casais de mesmo sexo, os Estados Unidos assistiam na última quinta-feira, 5, ao 20º episódio da 7ª temporada de “Grey’s Anatomy” (ABC), que vai ficar marcado pelo casamento da pediatra Arizona Robbins (Jessica Capshaw) com a ortopedista Calliope (Sara Ramírez). Elas estavam em crise há alguns episódios, mas o amor venceu e rendeu uma linda cerimônia.Arizona penou um pouquinho para ter Calliope de volta depois de tê-la deixado nos Estados Unidos e ido para a África. Mas ao longo dos episódios ela foi reconquistando a amada e as duas finalmente disseram o sim – no mesmo episódio em que a protagonista Meredith Grey (Ellen Pompeo) se casava com o lindo Derek Shepherd (Patrick Dempsey).A cerimônia das meninas, que teve até convite pelo Facebook, foi toda trabalhada no véu, grinalda, bolo com bonequinhas de noivas e beijo no final. Já a do casal heterossexual foi meio sem graça, mais contida. No fim de tudo, o pai de Calliope a surpreende chegando à festa para dançar com a filha.


mix

André Gonçalves fará o segundo personagem gay de sua carreira, agora em “Morde e Assopra”



Quem tem mais de 25 anos se lembra muito bem do personagem Sandrinho da novela “A Próxima Vítima”, vivido pelo ator André Gonçalves. O ator está de volta com mais um personagem gay, agora na novela “Morde e Assopra”, do autor Walcyr Carrasco na Globo.Seu personagem estreou na novela na última sexta-feira, 6. É Áureo, que deixou a cidade de Preciosa e volta assumidamente gay para desaprovação completa de seus pais. “É preciso pensar como um gay, e mostrar isso no jeito, nas atitudes”, comentou o ator sobre seu personagem. O tom que André impôs a Áureo é bem mais caricato que em Sandrinho, um dos personagens até hoje lembrados como positivo pela comunidade gay nacional.


mix

Montagem de Navalha na Carne aposta no realismo físico para impressionar



No panfleto distribuído nas apresentações de “Navalha na Carne” a produção ressaltou uma citação do autor Plínio Marcos (1935-1999) sobre a peça: “O texto se tornou um clássico porque o país não muda”. Pode até ser, mas nessa nova versão dirigida por Rubens Camelo pouca coisa se vê de novo na encenação. Talvez não haja muito o quê acrescentar de novidade, a não ser (re) trabalhar as relações, pra daí (re) surgir toda a miséria humana retratada nos personagens do autor.O personagem Veludo (Rubens Queiroz), um homossexual misógino, drogado e decadente é praticamente um clássico da dramaturgia nacional. Na peça em questão é por causa dele – e de suas ações - que se ocasiona todo conflito da peça. Queiroz traz à cena um gay afetado e histérico, estereotipando trejeitos, sem poder avançar muito, servindo de escada para o casal protagonista duelar. Em um ou dois momentos, a peça “respira”, e a relação de Veludo com Neusa Sueli (Marta Paret) e Vado (Rogério Barros) ganha nuances interessantes, mas a direção não se preocupa com o que poderia ficar subtendido no texto, e parte para o impacto da agressão física.É uma escolha, uma possibilidade de se ler a obra de Marcos, porém a opção que deixa de lado é a mais interessante e angustiante das opções: o que pode haver por trás das relações desses três personagens a margem da sociedade. Veludo e Neusa são “farinha do mesmo saco”, mendigam o afeto alheio, pagam para obter sexo, pois é a única forma de se ter consolo. Ambos marginalizados por uma sociedade corrompida pelo dinheiro e pelo status. Quem quer transar com uma prostituta e uma bicha?Hoje (e sempre), muitas pessoas. Até porque homossexuais e prostitutas deixaram de ser apenas depósito de doenças sexualmente transmissíveis e marginalizadas em toda esquina e hotel barato. Talvez o texto (a primeira montagem data de 1967) nesse sentido sofra sinais de estar datado. Mas não deixa de ser um belo exercício para os atores, um exemplo de carpintaria teatral cortante e ágil e um retrato pungente e significativo de uma sociedade que continua negando os seus e usufruindo um dos outros, pois assim é mais fácil obter as coisas.O cenário e figurino de Jackie Sperandio funcionam (a tal Caixa Cênica do SESC Pompéia é um “luxo” da instituição, já que o espetáculo poderia muito bem ter funcionado no novo espaço cênico da unidade), porém “desaparece” em função da direção, que privilegiou o embate corporal entre seus atores. Há quem goste e quem se impressione, mas em muitos momentos o resultado resvalou em histeria e marcações que procuravam impressionar pela agressividade.Barros soube aproveitar melhor seu personagem, principalmente quando deixa de lado a brutalidade e compõe seu personagem com risadas irônicas, sedução e deboche. Dos três é o que melhor se apropria dos subtextos do autor. A direção não ignora a beleza do ator e um dos pontos positivos, talvez seja o de (tentar) seduzir a platéia. A miséria da prostituta de Marta ganha humanidade na cena final, quando é deixada literalmente de quatro, pelo homem que ama.A montagem carioca é bem cuidada, um trabalho que talvez fosse mais interessante ambientada – realmente – num hotel decadente do centro da cidade. Na estréia um dos atores pede para a primeira fileira tomar cuidado: “É muita realidade”, informa. A Navalha na Carne está lá, manuseada pelo atores, faltou a principal, aquela que corta de mansinho o público.“Navalha na Carne” – até 11 de junhoSesc Pompéia: Rua Clélia, 93 – Pompéia R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia)Tel.: (11) 3871-7700Classificação: 18 anos.


cultura gls

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Maioria no STF vota a favor da união estável de homossexuais



A união estável de homossexuais já tem maioria no STF (Supremo Tribunal Federal). Na continuidade do julgamento nesta quinta-feira (5), sete ministros acompanharam o relatório favorável à iniciativa, escrito por Carlos Ayres Britto, somando sete votos. Há 11 ministros na Corte. Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Ellen Gracie e Marco Aurélio de Mello foram a favor da causa –não houve nenhum voto contra a iniciativa até o momento. Ainda votarão os ministros Celso de Mello e o presidente da Corte, Cezar Peluso. O ministro Dias Toffoli está impedido de se posicionar, já que atuou no processo quando era da Advocacia-Geral da União. Os ministros ainda podem mudar de voto até o fim da sessão, mas até agora nada indica que isso acontecerá.


celebridades