VEJA E OUÇA A DEFESA FERVOROSA DO SEGUIMENTO GLS GLBT GLBTT NA VOZ TROVEJANTE DO AMIGO BOCA ABERTA

Loading...
Mande suas críticas e sugestões
amigobocaaberta@gmail.com

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Igreja Católica ataca Elton John por outing de Jesus Cristo


A polêmica declaração de sir Elton John, 62, de que Jesus Cristo era gay não passou batida pela Igreja Católica do Reino Unido. Uma verdadeira guerra santa eclodiu nesta semana com diferentes instituições católicas criticando duramente o possível outing de um dos maiores ícones religiosos do mundo.

Joan Taylor, professor do tradicional King’s College London, declarou ao tablóide britânico “The Sun” que Jesus era celibatário ou “asceta sexual”. Explicando, asceta é a pessoa que leva uma vida austera, em busca de perfeição espiritual. Já Stephen Green, diretor do grupo fundamentalista Christian Voice, ataca mais fundo e doído e acha que a declaração de Elton John é “um choro desesperado por atenção”.

O “The Sun” ouviu também o editor do jornal Catholic Herald, Luke Coppen, que foi ainda mais ácido: “alguém uma vez disse que nós todos tentamos reconstruir Deus a nossa própria imagem. É bem possível que Elton John seja o culpado por isso”. Em entrevista à mais recente edição da revista "Parade", o cantor disse que “Jesus era uma pessoa cheia de compaixão, um homem gay super inteligente que entendeu os problemas da humanidade”.

cultura gls

Lady Gaga deve estar na Parada Gay de São Paulo em junho


Que ela ama os gays, lésbicas e simpatizantes, isso não é novidade nenhuma e que a tribo colorida adora Lady Gaga também não causa surpresa em ninguém. Mas a nova é a presença da cantora mega extravagante na Parada Gay de São Paulo, em junho, segundo informa nesse sábado (27), a coluna de Ancelmo Gois.

Será que a diva vai trazer seu "vestido vivo" - que tem causado tanta comoção - para desfilar pela Paulista?

virgula

Escola é fechada após relações lésbicas


Uma escola pública em uma província da África do Sul foi fechada após duas alunas se beijarem esta semana no alojamento.

Segundo a imprensa local, o casal apontou que existem outras 27 alunas “lésbicas” no alojamento e que todas foram também expulsas.

Oficiais do ministério da Educação do país estão investigando o caso. Na África do Sul, o preconceito baseado na orientação sexual é considerado crime, mas a homofobia é latente.

O porta-voz do Departamento de Educação, Sihle Mlotshwa, disse ao jornal “Mercury” que as escolas não podem expulsar alunos por serem gays. “A escola foi visitada por oficiais do distrito e vamos nos reunir com os responsáveis para analisar a questão”, falou.

Cerca das 300 estudantes foram acomodadas em outros centros, enquanto outras tiveram que voltar para casa.

dykerama

BBB10: Angélica posa seminua para site


A mineira Angélica, sétima eliminada do BBB10, foi fotografada nesta sexta-feira para o site Paparazzo.

Em fotos sensuais, a jornalista foi clicada por Marcos Serra Lima e aparece seminua coberta por morangos, em referência ao seu apelido na casa. Ao site Ego, Angélica aproveitou para alfinetar Marcelo Dourado: “Ele é homofóbico, mas disfarça muito”, disse a ex-BBB, que assistiu a um vídeo onde o lutador afirma querer agredi-la. “Achei ridículo. Se ele fosse tão bom na porrada teria se dado bem como lutador, coisa que não conseguiu”, alfinetou. “E não sou fofoqueira, só manifestei minha opinião”.

Em breve, Angélica também pode estampar as páginas da revista “Playboy”, que, segundo a imprensa, já estuda a possibilidade de um ensaio estrelado pela mineira e a sister Cacau.

dykerama

"Se todos os pais fossem tolerantes, o mundo seria melhor", diz assumido Serginho no BBB


O assumido estudante paulistano Serginho, participante da 10ª edição do reality show Big Brother Brasil, fez um discurso em agradecimento a todos os que respeitam a sua orientação sexual.

A declaração foi feita durante a festa surpresa que o brother ganhou da produção do programa global, para comemorar o seu aniversário de 21 anos na última quinta-feira, 25 de fevereiro.

Após cortar o bolo, Serginho disse que o primeiro pedaço iria, simbolicamente, para os pais dele. “Conheço gays que foram espancados e expulsos de casa pelos pais. Eles [os pais de Serginho] sempre foram muito tolerantes e eu preciso agradecer isso. Se todos os pais fossem como os meus, o mundo seria melhor”. Seginho ainda agradeceu os participantes da casa e disse que apesar de se considerar muito diferente deles, foi acolhido por todos.

Na mesma noite de quinta-feira, durante um contato ao vivo com os confinados, o apresentador Pedro Bial, entretanto, resolveu brincar com a sexualidade do jovem e fez uma rápida enquete com alguns outros participantes, para saber se eles achavam que Serginho era mesmo homossexual. Em tom de brincadeira, vários responderam que não ou que tinham dúvidas, justificando que ele se dizia homossexual para "se aproveitar" das mulheres confinadas, quer seja para agarrar, dormir junto ou ver as mesmas só de roupa íntima.

uol

Justiça argentina autoriza segundo casamento gay no país


A justiça argentina autorizou o segundo casamento homossexual do país, dois meses após a união de Alex Freyre, 39 anos, e José María Di Bello, 41 anos, os primeiros homossexuais a se casarem na América Latina.

A decisão foi dada pela juíza Elena Liberatori, que após aceitar um recurso judicial, ordenou ao Registro Civil que case imediatamente os dois homens, que não tiveram as identidades reveladas, segundo informações de agências de notícias.

O primeiro casal gay a se unir legalmente na Argentina, em dezembro do ano passado, enfrentou dificuldades mesmo com a decisão da juíza Gabriela Seijas. Isso porque uma outra juíza, Marta Gómez Alsina, anulou a resolução de sua colega.

Freyre e Di Bello, no entanto, conseguiram se casar em Ushuaia, capital da Terra do Fogo, no dia 28 de dezembro, graças à governadora da província, Fabiana Ríos, que aceitou o recurso do casal e, por decreto, ordenou que o Registro Civil realizasse a união. “Estamos incentivando a apresentação de amparos e haverão muitos casais no ano que vem", profetizou Freyre na ocasião.

uol

Austrália: Drag queens correm em pista para cavalos para ajudar vítimas da aids


Seis drag queens devidamente montadas, com maquiagem e muito brilho, deram um show na cidade de Sydney, na Austrália. O show, no entanto, não foi nos palcos mas nas pistas de corrida de um Jockey Club.

Na competição Pink Stiletto Queen Race (Corrida de Drags de Salto Alto Cor-de-Rosa) só faltou mesmo o salto plataforma do título, por questões de segurança. No evento, que ocorreu nesta sexta-feira, 26 de fevereiro, dentro das festividades do Mardi Gras australiano, as drags tomaram as posições dos cavalos e quando as barreiras foram abertas, saíram correndo rumo à vitória.

A corrida foi uma brincadeira, mas para uma causa séria: arrecadar fundos para a Bobby Goldsmith Foundation, instituição que dá apoio emocional e financeiro para as pessoas que vivem com o HIV e aids no país. Segundo os organizadores, foram arrecadados cerca de 27 mil dólares.

Entre os dias 19 de fevereiro e 7 de Março, Sydney comemora o Orgulho LGBT no seu tradicional Mardi Grass, que engloba uma intensa agenda de eventos culturais, esportivos, políticos e dezenas de outras celebrações da diversidade, incluindo a Parada Mardi Gras de Gays e Lésbicas, uma das maiores do mundo, que acontece neste sábado, 27 de fevereiro.

uol

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Correndo riscos


CONTO ERÓTICO

Há três meses eu tentava evitá-la por um simples motivo: não acho ético se envolver com uma leitora/fã dos meus textos, mas ela era muito insistente, além de bela.

Entre e-mails, recados no orkut e até telefonemas, terminei cedendo, afinal, sou de carne e osso. A primeira vez que saímos fomos a um pub mexicano super interessante. Da segunda vez fomos jantar num japonês. Ela era culta, inteligente, charmosa e agradável e estava solteira. Inacreditável. No terceiro encontro fomos para uma festa gay de um amigo meu. Quando ela desceu do edifício onde morava e entrou no meu carro fiquei perturbada. Naquela noite ela estava especialmente linda e me assustei com tanta presença. Aliás, linda era pouco: era grande, em todos os sentidos. Tinha um abraço quente, forte, que me envolvia. E uma pele que exalava um cheiro tão particular que me entorpeceu de cara. Foi ali que eu soube que toda minha “ética” e limite iam por água abaixo.

Ali eu soube que queria dar para ela.

Sorrimos e seguimos para o nosso destino. Ela me perguntou qual a música que eu mais curtia. Liguei o som do carro e mostrei “Bitch”, de Room Eleven. Distraída e comentando sobre a música nem percebi as suas segundas intenções, também transparentemente explícitas, tanto quanto as minhas.

Quando o farol ficou vermelho ela se atirou em minha direção e me roubou um beijo, decidida e destemida. O beijo quente, suave e macio que eu correspondi de cara. Foi se intensificando cada vez mais e me envolvendo e me penetrando de uma forma que sentia toda minha boca ser tragada por seu desejo e calor molhados da língua macia e ousada, que chupava a minha, que se esfregava na minha, que se espalhava na minha e na minha buscava prazer...

Abri cada vez mais a boca, da mesma forma que abria os poros e os pensamentos envoltos por um desejo infindável e tesudo da carne dela. Entrei na primeira rua que encontrei menos movimentada, travei as portas e desliguei o carro. Ela ali, na minha frente, me sugando, os cabelos negros e compridos, os ombros largos e fortes, as pintas espalhadas pelo colo, a boca incrivelmente carnuda e deliciosa que se encaixava perfeitamente na minha, tomando ambas um banho de nossa saliva. A dança de nossas línguas e dos nossos corpos era suave e intensa, como deve ser, onde o desejo finge a guerra e a disputa: uma querendo dominar a outra. E entre tesão, suavidade e sorrisos fomos dançando a nossa dança fingida, liberada, consentida, cada vez mais ela em mim, que já abria minhas pernas para ela; cada vez mais as mãos dela percorrendo minha pele toda, cada canto com um toque mais intenso explodindo de desejo.

Eu sorria entre seus lábios e ela retribuía com a expressão ainda mais safada, de quem sabia dançar a música muito bem. Se jogou em cima do meu corpo com seu corpo inteiro, me arrastando para o banco de atrás, como se tivesse cronometrado cada passo, milimetricamente calculando o encaixe perfeito de nós duas. Calor, suor, cabelos misturados, sussuros, suspiros, gemidos, mordidinhas, lambidinhas, bocas que se permitiam, que se queriam, que se consumiam e se afogavam uma na outra enquanto os corpos se jogavam um contra o outro num ritual tântrico.

E assim cada vez mais colávamos uma na outra. Seus olhos não paravam de desafiar os meus numa fixação avassaladora de tanto desejo e apenas fechavam quando sincronizavam com os lábios semi-cerrados que encaixado em minha orelha gemia no meu ouvido...

Ela se despiu de seu vestido e rasgou minha roupa numa velocidade absurda, apertou as minhas coxas como quem quisesse apertar toda minha carne por dentro. E eu a ofereci: toda a minha carne molhada e trêmula para ser devorada e degustada em suas mãos. Com a boca sufocada em minha nuca e pescoço, senti o seu corpo cobrindo o meu, emanando um calor de derreter satélites, e assim abri ainda mais minhas pernas, para que sua mão delizasse por minhas coxas até minha boceta e sentisse o calor e a umidade que ela havia trazido à mim, que ela mesma provocou.

Seus cabelos caiam sobre meu rosto, seus peitos espremiam os meus, seu umbigo tocava o meu e o seu cheiro se confundia com o meu. Ela tocou a minha boceta delicadamente para sentir o quanto eu estava molhada. Gemi. Ela sorriu e escorregou os dedos brincando entre os pequenos e grandes lábios e parou mexendo no meu grelinho, friccionando-o, dominando cada gemido que eu soltasse para ela, de acordo com suas próprias vontades.

“Shhhhhh..”.

Olhou fundo nos meus olhos, a boca a menos de um centímetro da minha, como quem quisesse ver minha reação, e enfiou o dedo maior inteiro dentro de mim.

“AaaAAaahhhh....shhhhhhhhhhhhh , que delícia!”

Depois colocou mais outro e agora me fodia com os dois dedos. Me fodia intensamente, rápido, cheia de fome de mim, enquanto eu gemia loucamente em seu ouvido e pedindo mais e mais. Sempre mais. Ela desceu até onde se encontravam seus dedos e pôs a boca na minha boceta inteira, alternando o movimento dos dedos que me fodiam com sua língua ágil e deliciosamente hábil enquanto eu me contorcia dentro do carro esquecendo do mundo do lado de fora e de que se tratava de uma leitora quase desconhecida para mim.

Inclinei o quadril para frente e joquei a cabeça para atrás, franzindo a testa de tesão e prazer. Senti o piercing de sua língua, gelado e lutando contra o fervor de sua boca em minha boceta. Ela me fodeu mais e mais e mais, com dois dedos e uma língua incrivelmente divina dentro de mim e contra o meu grelinho sensível àquela sensação terrivelmente deliciosa.

Depois me virou de costas, com autoridade sobre meu corpo e minhas vontades, e continuou a me chupar cada vez mais forte. Quando percebeu que eu estava prestes a gozar, disse que tinha uma surpresa dentro da bolsa e que eu deveria procurar.

Com um sorriso safado se voltou para mim diante de minha surpresa:

“Você seria minha hoje de todo jeito, dona Anitta...”
Entreguei a “surpresinha” em suas mãos e voltei para o meu lugar tão impressionada quanto cheia de tesão em dar para aquela adorável maluquinha. Então ela finalmente vestiu a cinta e ordenou impecavelmente:

“-Vai, empina essa bundinha pra mim que eu vou te comer toda agora. Vou te comer como homem nenhum te comeu no mundo!”

Obedeci, louca para dar para ela, me entregar inteira ao movimento dos seus quadris, para frente e para trás, forte e devagar, rápido e de leve...de todas as formas eu só queria ser fodida por ela, como nunca tinha fodido com ninguém.

Me empinei pra ela ver bem a minha boceta molhada e gostosa na sua frente, sendo oferecida para o seu deleite. Ela agarrou a minha bunda, me apertou com força e me penetrou na boceta com tanta força e visceralmente que gemi alto e gostoso a cada penetrada.

Me entreguei completamente, rebolando no vibrador que ela conduzia dentro de mim, com a cara de safada, delirando de prazer, olhando para trás e vendo que ela virava os olhos de tanto prazer. Me fodia e me masturbava ao mesmo tempo. Aí me mandou ficar na posição papai-mamãe (ou mamãe-mamãe) e continuou me fodendo gostoso, olhando para minhas pernas abertas para ela, cheia de tesão, sendo possuída no banco de atrás do meu carro todo negro. Se esfregando em mim junto comigo, num só movimento, agarrou meus peitos com as duas mãos enquanto rebolava a boceta na minha e chupou os meus biquinhos duros de tesão.

Chupou, mordeu, lambeu...Depois deu seus peitos na minha boca. Delícia!

Retribuí da mesma forma,chupando seus bicos duros e gostosos, engolindo todo seu peito com minha boca faminta ...

Ela rebolava gostoso em cima de mim e eu pedi para que fizéssemos 69. Quando o sexo é gostoso assim, bom é gozar na mesma hora.

Dessa vez fiquei por cima, sentada no seu rosto, rebolando em sua boca, sentindo o seu piercing me “ferir”. Um objeto estranho que era muito bem-vindo e muito bem conduzido.

Depois de provocá-la o quanto quis, me virei e ficamos em 69. Senti sua boceta molhada e quente,cheia de tesão rebolando em minha boca, se dando para mim, empinada, quadris para cima, e continuei rebolando no seu rosto,agarrando a sua bunda, metendo meu dedo dentro dela, enquanto ela metia o dedo dentro de mim do mesmo jeito. Rebolando uma na outra, com as mãos cheias de boceta, bunda e desejo. O coração a mil, a respiração rápida e curta, embalada no suor dos nossos corpos que pingavam de prazer enquanto os nossos cabelos grudavam nos nossos corpos num emaranhado delicioso...

Duas mulheres quentes, molhadas e macias, tão grudadas uma na outra que chegavam a se confundir.

Os gemidos que ela soltava me enlouqueciam mais e mais e eu queria me dissolver na boca dela e engolir a sua boceta ao mesmo tempo. Ela melava meu rosto do seu líquido e eu rebolava toda minha boceta no seu rosto. Os tremidos aumentavam junto com os gemidos, eu estava pirando de tanta delícia e o medo de sermos pegas aumentava ainda mais o prazer. Senti um tremor que me tomou da cabeça aos pés e comuniquei que estava prestes a gozar:

“Goza comigo, linda, goza!”

Ela soltou outro gemido ainda maior como quem tivesse concordado e aumentou o ritmo do seu rebolado no meu rosto. Era uma dança linda e deliciosa e nessa dança tão íntima, suada, molhada, quente e macia, nós gozamos ao mesmo tempo, uma na boca da outra, num abraço que confundiu nossa identidade.

dykerama

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Município catarinense ensaia abertura para diversidade sexual



Itajaí realiza encontro LGBTT na Câmara de Vereadores com promessa de apoio oficial

O município catarinense de Itajaí realizou na última quarta-feira, 24, na Câmara de Vereadores, seu 1º Encontro de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT). O evento abriu a porta para a diversidade sexual entrar no Poder Legislativo da cidade e terminou cheio de boas promessas.

Encabeçado pela ONG Associação da Diversidade Sexual do Vale do Itajaí, o encontro tinha como tema “Somos de outro jeito. Mas não viemos de outro mundo” e seu principal objetivo era buscar apoio do Poder Público para a causa LGBT no município.

Primeiro vereador cego de Itajaí, Marcelo Werner (PCdoB) foi um dos que recebeu os participantes e prometeu apoio, dizendo que vai encaminhar uma indicação à Secretaria Municipal de Educação para que ela siga o modelo estadual do projeto “Escola Sem Homofobia”. “Este é o princípio da implantação do projeto nas escolas”, apontou.

Além disso, o encontro teve como resultado ainda ganhos como uma parceria em capacitação com o município de Balneário Camboriú, o uso do nome social de estudantes trans na Secretaria de Educação e a abertura de um site e de um ponto de cultura LGBTT. Eventos culturais que discutam a diversidade sexual também estão previstos.

pride

Estudo afirma que máfia italiana reprime seus integrantes gays


Como existe gay em todo lugar do mundo, mesmo, um estudo apresentado na Itália, em Palermo, durante um seminário sobre homossexualidade, aponta que a máfia italiana discrimina gravemente seus integrantes homossexuais. A pesquisa é de autoria de Girolamo Lo Verso, da Universidade de Parlemo, e Cecilia Giordano, da Faculdade de Ciência da Formação - e diz ainda que os gays são vistos como se tivessem alguma doença.

Apresentado na última sexta-feira, 19, no seminário "Homossexualidade, Homofobia e Psicoterapia", o estudo da dupla de pesquisadores mostra a homofobia nas máfias italianas, principalmente na Cosa Nostra e na 'Ndrangheta, esta onde, segundo Girolamo, "a repressão a comportamentos gays ainda é muito forte. Na cadeia, por exemplo, os mal-vistos têm de tomar banho de roupa e se trocar atrás de armários".

O objetivo do seminário era discutir os danos psíquicos causados em um homossexual pela ideia errada de que a homossexualidade é uma doença. "Sobretudo na Sicília, permanece a ideia de que, nos gays, há algo para ser curado. Mas, na realidade, tudo nasce da homofobia, radicada também na cultura mafiosa", acrescenta Girolamo.

Procurador-adjunto de Palermo, Antonio Ingroia ratificou a ideia levantada pela pesquisa dizendo que a homossexualidade entre os mafiosos é vista com certo receio. Ele explicou que, na Cosa Nostra, por exemplo, a homofobia é voltada para quem tem menos poder. "Não se trata do líder, mas de expoentes de nível médio."

pride

Sul de Minas preparara programação da Semana LGBT


Militância do sul de Minas Gerais se reúne e preparar programação para Semana LGBT

A militância do sul de Minas Gerais se reuniu nesta semana para definir a intensa programação de sua VI Semana Sul Mineira da Diversidade Sexual, que será encerrada com a VII Parada do Orgulho LGBTTTS do Sul de Minas. As atividades começam no dia 3 de abril com direito a aniversário, mostra de teatro, sessão solene na Câmara Municipal, festa junina gay e jogos esportivos.


Promovida pelo Movimento Gay de Alfenas (MGA), em parceria com a Associação de Travestis e Transexuais de Alfenas (ASSTTRAL), toda essa festa tem como objetivo principal combater a discriminação por orientação sexual e educar a população alfenense para o respeito. A movimentação começa no dia 3 de abril, com o tradicional aniversário de um dos fundadores do MGA, o vereador gay Sander Simaglio (PV).


Confira a programação completa:


3 de abril: Sander’s Birthday com DJs, drags e gogo-boys


8 de maio: Pride Party Parte 1


12 e 13 de junho: Gaypira - festa junina com bebidas e comidas típicas na rua da sede do MGA com entrada gratuita


3 de julho: Pride Party Parte 2


17 de julho: Ensaio geral da Parada


1 a 8 de agosto: VI Semana Sul Mineira da Diversidade Sexual


1 de agosto: Jogos da Diversidade - Ginásio Poliesportivo Municipal


2 de agosto: Abertura da Exposição de Fotos

20 horas - Tribuna Livre da Câmara Municipal – “Avanços, Conquistas e Desafios do Movimento Homossexual Organizado em Alfenas”


3, 4 e 5 de agosto: Feira da Diversidade com shows, apresentações, barracas, tenda da prevenção, filmes, vídeos, cinema e bazar


6 de agosto: 19:30 - Sessão Solene na Câmara Municipal de Alfenas – “O orgulho de sermos LGBTs - História do Movimento no Brasil, Comemoração do Dia Municipal contra a discriminação por Orientação Sexual” (Lei Municipal nº 3472/2002)

22h: Entrega do VI Troféu MGA de Cidadania


7 de agosto: 16h - Happy Hour do MGA - MPB ao vivo, debate de filmes com pipoca, DJ

19h: Mostra de Teatro

23h: 7ª Pré Parada e 5º Miss Sul de Minas Gay


8 de agosto: 7ª Parada do Orgulho LGBTTTS do Sul de Minas – “Sem Homofobia, Igualdade todo dia. Pela Isonomia dos direitos!”

pride

Na tribuna, deputado americano lê carta de namorado de militar morto no Iraque


Namorado de militar americano morto em combate envia carta ao Pentágono e deputado lê na tribuna

O deputado norte-americano Jim Moran ocupou a tribuna do plenário nesta quinta, 25, para ler a carta do namorado de um militar gay morto recentemente na Guerra do Iraque. A carta foi enviada pelo parceiro do soldado falecido, que também é militar e atualmente serve no Afeganistão, à unidade iraquiana em que o morto atuava.


A carta inicialmente foi enviada para colaborar com o estudo que o Pentágono vem fazendo sobre a lei "Don't ask, don't tell", que proíbe militares gays nas Forças Armadas americanas.


No texto, o militar destaca o amor que seu namorado sentia pelas Forças Armadas e diz que ele considerava os companheiros de farda como "a única família que ele conheceu na vida".


Este foi o segundo caso tornado público de um soldado gay morto nas guerras do Oriente Médio. O primeiro foi o major americano Alan Rogers, que morreu durante patrulha no Iraque, em janeiro de 2008.


Estima-se que mais de 200 militares homossexuais das Forças de Coalizão morreram no Iraque ou Afeganistão desde o início das guerras.


pride

Personagem gay de Malhação ID vai sair do armário


A juvenil soap opera global “Malhação ID” vai finalmente tirar do armário o personagem Alexandre, o Alê, em seus próximos capítulos. Depois de uma frustrada noite de amor, sem amor, ao lado de Maria Cláudia, o moço acaba assumindo para ela que não gosta de garotas.

A fofa prepara todo um momento romântica ao lado do gato com direito a ostras afrodisíacas, perfume especial, roupa e make bafo. Mas não adianta muita coisa, Alê não gosta mesmo de meninas e não fica excitado. Ela pede para eles tentarem de novo, mas ele desvia: “Eu tô cansado, Maria Cláudia. Você se importa se a gente for embora?”.

Momentos depois da broxada, eles se reencontram no colégio em um péssimo clima, mas a menina tenta animar Alê, sem sucesso. Ele está decidido a meter o pé na porta do armário e dispara: “Maria Cláudia, não adianta mais a gente tentar se enganar...”. Ela ainda não entende e ele é mais direto ainda: “A noite de ontem provou o que a gente já desconfiava. Eu não curto garotas...”.

É claro que Maria Cláudia fica passada com a revelação e diz não acreditar, pede para ele não falar mais assim e recebe como resposta: “E tá mais do que na hora de eu assumir isso!”.

cultura gls

Alagoas vai aceitar nome social de estudantes trans em documentos


Decisão do Conselho de Educação autoriza uso do nome social nas escolas de Alagoas

Mais um Estado brasileiro vai passar a aceitar o uso do nome social de alunos e alunas transexuais e travestis nos documentos escolares de sua rede pública de ensino. Na última terça-feira, 23, o Conselho Estadual de Educação de Alagoas decidiu que vai registrar as e os estudantes maiores de 18 anos pelos nomes que mais os identificam.

O pedido para que os nomes sociais fossem aceitos foi feito ao Conselho em janeiro de 2008 pela ONG Pró-Vida LGBT, que tinha como objetivo diminuir o preconceito dentro do ambiente escolar e combater a enorme evasão de alunos e alunas trans – causada principalmente pelo constrangimento de não terem sua aparência reconhecida.

Em sua proposta, a ONG sustentou também que travestis e transexuais chamam mais atenção e, logo, são menos aceitos pela sociedade, gerando uma demanda ainda maior de políticas públicas direcionadas para este segmento. A decisão é válida em toda a rede estadual de ensino de Alagoas. Estudantes com menos de 18 anos devem pedir autorização dos pais ou responsável para solicitarem o uso do nome social.

pride

Ana Maria Braga diz que homossexualidade ´é genético"

O debate sobre homossexualidade com o advogado Ireneu Franceschini, pai do integrante Serginho do BBB10, no programa "Mais Você", revelou um homem que era machista, como ele mesmo assumiu, e que agora fala da homossexualidade com elegância e riqueza. Também mostrou que a apresentadora Ana Maria Braga foi além ao dizer que homossexualidade "é genético".


A produção do programa convidou o pai de Serginho e os três irmãos de Marcelo Dourado para uma conversa. Ao falar do filho, Franceschini surpreendeu ao defender Serginho dizendo que a homossexualidade "é inerente da pessoa" e que "já se nasce com ela".

Sobre o preconceito, o advogado ressaltou que avisou ao filho de que ele seria vítima disso dentro da casa, mas também fez um alerta. "O homossexual está dentro da casa da gente. Ele pode ser seu filho, seu neto, seu pai" disse Franceschini.

Serginho, segundo o pai, não iria participar do Big Brother se a decisão dependesse da família. A mãe nem o irmão queriam. Aos 20 anos e sucesso na Internet com um blog seguido por 70 mil pessoas ele nunca tinha sequer entrado numa cozinha.

O pai do integrante disse que, com o programa, passou a conhecer melhor o filho a partir das sete horas de gravação na casa dele, antes de Serginho ingressar no programa. O advogado finalizou: "eu dou graças a Deus, eu tenho um gayzinho em casa"

Forma de Amor

Detentos gays que teriam sofrido agressão são isolados


Os 16 detentos que teriam sido obrigados a raspar a cabeça por serem gays foram isolados dos outros presos do presídio Aníbal Bruno por solicitação do promotor Marcellus Ugiette.

Um total de sete deles tiveram a cabeça raspada. A denúncia foi feita pela Pastoral Carcerária da Arquidiocesse de Olinda e Recife.

A Secretaria de Ressocialização já está investigando a denúncia. Segundo o promotor não houve participação dos agentes penitenciários, mas sim de presos da cela onde os homossexuais estavam.

"Um dos detentos homossexuais se envolveu numa briga com outros presos. Neste caso, tivemos a informação de que os próprios companheiros de cela rasparam o cabelo dele" informou o superintendente de Segurança Penitenciária, Isaac Wnaderley.

A Pastoral e o Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões (Sempri) já preparou um relatório que será encaminhado ao Ministério Público pedindo providências sobre o caso.

"É uma forma cruel de punição. Uma maneira de diminuir a pessoa. É um desrespeito brutal, um atentado à dignidade humana" disse sobre a gressão a coordenadora do Sempri, Wilma Melo.

A rotina de violência e humilhação por que passam os detentos homossexuais em Pernambuco já tinha sido constatada pela equipe do Centro de Referência Contra a Homofobia da ONG Leões do Norte. Em novembro de ano passado, os ativistas fizeram um levantamento sobre a situação de
15 dententos homossexuais do Aníbal Bruno.

Os dados mostraram que os presos homossexuais são abandonados pela própria família que não acompanha os processos. Ficam entregues a própria sorte e são humilhados frequentemente pelos outros detentos. Agora em 2010, o projeto será retomado em outras unidades prisionais.

O trabalho inédito no Nordeste é um grande desafio. "Significa abalar um universo machista e cruel em que esses homossexuais estão inseridos" explica um dos coordenadores do projeto Rildo Veras.


ONG Leões do Norte

Professor de artes maciais mata gay e corta em pedaços


Corpo da vítima foi jogado em canal e em rio

Primeiro ele deu um golpe no pescoço do pai de santo Luciano da Silva, 62 anos. O professor de artes maciais João Tiago Bezerra de Morais, de 20 anos, foi mais além. Cortou o corpo da vítima e colocou os pedaços numa caixa de acordo com a investigação da polícia.

O crime aconteceu no último dia 09 de fevereiro. "Com a intenção de conseguir mais dinheiro para aquisição de droga, ele imaginou que Luciano estava com uma faca na mão e já foi dando um golpe fatal no Luciano que caiu. Aí ele começou a cortar os membros. Primeiro cortou os braços, depois as pernas, depois decepou a cabeça, colocou em sacolas e jogou no canal. No dia seguinte pegou o tronco, que era mais pesado, colocou numa caixa e seguiu com um amigo para jogar no rio dizendo que era um despacho de macumba" contou a delegada Sylvana Lellis.

Em depoimento, o suspeito disse à polícia que decidiu se entregar porque estava ouvindo vozes. João Tiago foi autuado em flagrante por destruição e ocultação de cadáver, homicídio doloso por motivo fútil.

Ainda segundo a polícia, o professor era amante do pai de santo e consumia crack comprado com o dinheiro da vítima.

da Redação do Toda Forma de Amor com informações do site Cardinot.com.br

athos

Homossexual queixa-se de agressão por bombeiros


Eram 21.30 da noite de Carnaval quando Nuno Cardoso, que ia sozinho a caminho de casa, foi abordado por um grupo de 15 pessoas mascaradas. Depois, segundo contou ao DN, foi agredido com paus e pontapés. Os golpes, recorda, foram acompanhados por insultos que deixam bem claro que se tratou de "um crime de ódio baseado no preconceito", por ser homossexual. "Chamavam-me paneleiro, bicha e outras injúrias mais baixas. Não vejo outro motivo para me terem agredido a não ser a minha orientação sexual", diz. A sua indignação aumentou quando percebeu que alguns dos agressores eram bombeiros voluntários, conclui.

Nuno fez queixa na GNR de São João da Pesqueira, onde vive, uma informação confirmada ao DN por fonte daquela guarda. E, segundo adianta, foi ontem submetido a um exame por um perito de medicina legal, para avaliar os seus ferimentos: "Tive muita sorte em ficar apenas com a cabeça partida e um hematoma na mão."

athos

Mas, quando foi fazer queixa, na quarta-feira de manhã - depois de já ter identificado alguns dos mascarados com a ajuda da família -, descobriu que já havia outra denúncia de agressão, contra si, das mesmas pessoas que acusa. "Por um lado, facilitou o trabalho, porque seria difícil identificar todos os 15 e saber as moradas. Por outro, acho ridículo. Dizem que fui eu que os provoquei com uma vassoura. Tinha estado no jardim, com o computador, a usar a Internet sem fios, e estava a caminho de casa. Não tinha vassoura nenhuma", diz.

Paulo Esteves, comandante dos Bombeiros Voluntários de São João da Pesqueira, assume que cinco ou seis dos seus homens estiveram envolvidos no incidente com Nuno, mas conta uma versão diferente. "Eles dizem que se limitaram a defender-se. Há quem diga que foi culpa dele, há quem diga que não", explica ao DN.

O comandante, que já foi confrontado com a situação pela mãe de Nuno, aguarda agora uma queixa por escrito para iniciar um processo de averiguações. Até lá, prefere não fazer mais comentários. Garante, no entanto, que os bombeiros em causa não estavam de serviço.

Nuno decidiu também contactar o Governo Civil. "Quero que tomem medidas para punir a Corporação de Bombeiros, porque é uma vergonha que os meus agressores façam parte de uma instituição nobre e com fins humanitários." Sobretudo porque está convencido de que se tratou de um crime de ódio por causa da sua orientação sexual. "Alguns conheço de vista, porque é uma terra pequena, mas não falo com nenhum e só falaram de coisas da minha vida privada. Por isso, não vejo outra razão. Não se agride assim uma pessoa sem motivo nenhum", diz o professor de História de 34 anos, que este ano não ficou colocado e por isso está a viver com os pais em São João da Pesqueira. "A minha família, os meus vizinhos, estamos todos perplexos com este ataque. Na altura nem me lembrei de gritar, só pensei em defender- -me", conclui.

Nuno contactou também a Associação Ilga (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero) para saber se em tribunal pode defender que apenas foi agredido por ser homossexual e que implicações isso pode ter. A associação, segundo o seu presidente, Paulo Côrte, aconselhou-o a usar esse argumento, pois desde 2007 a homofobia pode contribuir para o agravamento da pena. No entanto, ainda há muitos casos em que as vítimas não fazem queixa porque temem a censura social ou "um segundo momento de discriminação pelas autoridades", conclui o activista, sublinhando ser preciso sensibilizar as forças de autoridade para estes casos.

“Quero usar uma cinta-pau”, diz Lady GaGa


Após surgirem rumores no ano passado de que seria hermafrodita, a cantora Lady Gaga, nova musa do pop, resolveu provocar os fãs numa entrevista à revista britânica “Q”.

Na capa da revista, GaGa surge em pose provocativa, escondendo os seios e segurando uma cinta-pau. À publicação, a cantora comentou: “Todos nós sabemos que um dos assuntos mais comentados do ano passado era de que eu tinha um pau, então por que não dar a eles o que eles querem? Quero usar um pau preso a minha vagina.”

Em turnê com sua “Monster Tour”, na semana passada um site de fãs noticiou que Lady GaGa viria ao Brasil em junho, mas a notícia não foi confirmada nem pela gravadora, a Universal Music, nem pela produtora Time for Fun.

dykerama

Lésbicas se casam na prisão na Inglaterra


Sara Crane e Joanne Davies, ambas de 31 anos, são as primeiras mulheres lésbicas a se casar dentro de uma prisão na Inglaterra.

A cerimônia aconteceu no presídio de Send, em Sussex. O casal usou seus próprios vestidos de noiva e foi autorizado a organizar uma festa, assim como suas outras colegas. Elas pagaram 250 libras pelo serviço, que foi oficializado por um funcionário do cartório local.

Crane foi sentenciada à prisão perpétua em 2003 por matar um vizinho, e Davis cumpre dois anos e meio por tentar revender drogas. As duas podem ficar juntas por duas horas todos os dias.

dykerama

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

HOMEM CASADO VIRA MULHER E ESPOSA NÃO ABANDONA


Depois de sete anos escritor decide revelar nova face da sexualidade Até janeiro deste ano o respeitado escritor e jornalista britânico John Ozimek, casado pai de um filho de cinco anos, tinha uma vida como qualquer casal ao lado da mulher Andrea Fletcher. Sete anos depois de estarem juntos, Ozimek decidiu se tornar Jane Fae, uma mulher.

Foi no Natal, quando Andrea deu um casaco e um bracelete de prata ao marido, que ele fez uma surpreendente conifssão. Ozimek revelou que, desde a adolescência, nunca se sentia feliz como homem reprimindo seus sentimentos verdadeiros que estava decidido a viver como uma mulher.

"No começo, pensei que John estava tendo uma crise da meia idade. Ele sempre foi muito aberto e comunicativo, mas de repente, ficou distante e distraído comigo" contou Andrea. "Toda vez que eu perguntava pra ele se tinha alguma coisa errada, ele dizia que não" explicou também.

Até que Ozimek decidiu se revelar: "Acho que tenho problemas de identidade de gênero" disse para a mulher. "Não sou realmente um homem" contou Ozimek.

A reação de Andrea a tudo foi a melhor possível. Ela decidiu ficar com o marido. "Eu suponho que eu seja uma lésbica por acidente agora" conta ela. "A cada dia eu o vejo mais feliz e confortável com ele mesmo" explica ainda.

A filha de Andrea, de 16 anos, também não ligou. Ela disse apenas "legal" quando soube da mudança.

Aos 52 anos, e agora como Jane, o jornalista conta que teve muito medo de ser deixado pela mulher. "Não poderia manter esses sentimentos sufocados indefinidamente (...) Isto é quem eu sou. As pessoas costumam definir isso com a palavra ´coragem`. Isso foi muito além da coragem, porque isso significou ir contra cada instinto do meu corpo" explicou Jane.

De vestidos, uma ao lado da outra, o novo casal vive uma nova fase. Jane pediu novamente Andrea em casamento e ela aceitou. Não era o que imaginava Andrea quando ela conheceu John Ozimek, mas ela ama Jane Fae agora. Aos olhos dela, eles se tornam únicos e os mesmos.
Fonte: Redação do Toda Forma de Amor com informações do Mail Online (fotos: reprodução/Mail Online)

abalo

Filme lésbico ganha prêmio em Berlim


O filme “The Kids Are All Right” foi o grande vencedor do Teddy Award, premiação gay do Festival de Berlim.

Estrelado por Annette Bening e Julianne Moore, o filme conta a história de um casal de lésbicas cujos filhos partem em busca do doador de sêmen que os gerou. Segundo o júri do Teddy, “The Kids Are All Right” mereceu o prêmio por ser uma “comédia bem humorada a respeito das questões contemporâneas dos casais lésbicos e da complexidade da sexualidade, dos relacionamentos e das fronteiras da família”.

Após saber que o filme tinha levado o prêmio, Julianne Moore declarou aos repórteres que compareceram ao evento: “Para mim, o filme é um retrato do casamento e da família e mostra como é ser casado durante muito tempo e ter filhos. Não importa qual é a sua sexualidade. Acho que todas as famílias são iguais.”

dykerama

7ª edição da Sapataria 24hs


Comunidade do Orkut realiza mais um encontro neste sábado em SP

A comunidade do Orkut ‘Sapataria 24hs’ realiza neste sábado, dia 27 de fevereiro, a sétima edição do encontro que costuma reunir muita gente bonita e alto-astral a cada mês.

Desta vez, o destaque fica por conta do show da cantora Suellen Luz, que no encontro de janeiro fez uma participação especial e conquistou o público presente. “A cada mês procuramos incrementar a festa. Desta vez, traremos o show completo da Suellen Luz, cantora que está despontando na noite paulistana e que certamente vai abrilhantar nosso evento”, afirma Fátima Frazão, uma das moderadoras da comunidade.

A cantora Nathalia Ravak, destaque do encontro de janeiro, também tem presença confirmada. Além disso, a DJ Fretins comanda as pick-ups, garantindo animação a noite toda: “O encontro é aberto a todos, não só
para membros da comunidade, sempre com muita descontração, em um ambiente agradável e exclusivo para nossos encontros”, frisa Eli D’Amore, criadora da comunidade.

A festa acontece no restaurante Sinhá, em Pinheiros, a partir das 22h30, com entrada a R$ 15. Mais informações na comunidade Sapataria 24hs no Orkut.

Serviço:
7ª edição da Sapataria 24hs
DATA: 27/02/10
HORÁRIO: 22h30
LOCAL: Restaurante Sinhá (Rua dos Pinheiros, 1022, Pinheiros, São Paulo-SP).
ATRAÇÕES: Música ao vivo com Suellen Luz e Nathalia Ravak; DJ Fretins.
PREÇO: R$ 15 (entrada, somente em dinheiro / consumação: dinheiro,
cartões de débito e crédito).

dykerama

ONG antigay protesta contra adoção por lésbicas


A organização ultraconservadora Orlando’s Florida Family Policy Council protestou contra uma decisão inédita a favor de um casal de lésbicas, que no mês passado conseguiu a custódia definitiva do filho de 1 ano.

Vanessa Alenier e Melanie Leon foram autorizadas por uma juíza na Flórida a adotar um menino de 1 ano de idade. As mulheres, que moram em Hollywood, comemoraram a decisão da juíza Maria Sampedro-Iglesia – esta é a terceira sentença da magistrada a favor de um casal homossexual.

Para protestar contra a decisão da juíza, a organização criou uma campanha contra a adoção por casais do mesmo sexo, acusando Sampedro-Iglesia de “ativismo judicial e arrogante” e lançando um comunicado a seus membros que era ilustrado por uma suposta foto do casal de lésbicas.

A polêmica começou quando se descobriu que a foto em questão era, na verdade, de outro casal, até agora não identificado. Tudo leva a crer que a organização escolheu a foto, na qual aparecem duas mulheres de aspecto andrógino, em função do estereótipo com o qual normalmente as lésbicas são identificadas. Posição no mínimo insensata e homofóbica da entidade norte-americana.


dykerama

Conheça a história de Leonardo, que sofre com o preconceito da família por ser transexual


Nesta entrevista exclusiva, Leonardo revela que tem vontade de se submeter à cirurgia de mudança de sexo

A história de Leonardo Ponto, de Recife (PE), não é muito diferente de outros transexuais. Desde cedo, Leonardo percebeu que seu corpo - e sua genitália feminina -, não correspondiam a seu gênero (o masculino).

Além disso, ao assumir essa condição, sofreu com o preconceito da família e se viu desamparado pela leis brasileiras, que ainda não reconhecem o direito de transexuais mudarem seus nomes nos documentos.

Mas Leonardo não desanimou. Foi procurar ajuda de ONGs e informações sobre a transexualidade. Hoje, aos 20 anos, apesar das dificuldades que enfrenta em seu dia a dia, tem algumas certezas: pretende se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e, quem sabe, alterar sua identidade social, ou seja, passar a ser chamado como sempre desejou: Leonardo Ponto.

Conheça um pouco mais sobre a história de Leonardo nesta entrevista exclusiva:

Conte-nos um pouco sobre você. Trabalha? Estuda?
Não tenho emprego, nem faço algum curso formal. Mas num momento como esse, em que as coisas estão se complicando dentro de casa, já comecei a me movimentar. Não ter independência financeira tendo essa condição de vida está bem difícil.

Como e quando descobriu que sua identidade de gênero era outra?
Demorou bastante, foi aos 19 anos. Sempre me percebi diferente das mulheres, sabia que tinha um lado masculino de alguma forma diferente do delas. Não foi assim tão óbvio associar isto à questão de gênero. Vim me dar conta ao conhecer o personagem Max Sweeney da série televisiva The L Word, um homem transexual. Tive uma identificação com o personagem tão grande que não esperei o episódio terminar para pesquisar sobre o assunto na internet. Foi assim que percebi ser um homem transexual e que minha angústia não só tem explicação, como tem solução.

De que forma você encara sua transexualidade?
Muitos transexuais afirmam que nasceram com o corpo errado, ou trocado. Eu já prefiro entender que nasci com o corpo "certo" (concordante com a genética), mas a identidade de gênero trocada. Mas independente da opinião formada, a necessidade é a mesma, como em outros casos: sinto que preciso me adequar à minha identidade de gênero, não à genética por necessidade psicológica, social e existencial. Não posso viver de outra forma senão como um homem de verdade.

Sua família e amigos te aceitam?
Os amigos sim, a família ainda não. Tive a sorte de ter estudado e posteriormente frequentado lugares em que as pessoas têm mente mais aberta. Os amigos da época do colégio, as pessoas que conheço das baladas, dos lugares, os amigos virtuais já me chamam de Leonardo, e ninguém até agora teve discriminação alguma comigo. Infelizmente a família está sendo incompreensiva com o meu desejo de mudar o corpo e a identidade social. Cheguei até a receber ameaças, mas pedi ajuda de ongs, as quais podem me dar apoio psicológico, de assistente social, e em último caso, jurídico. É uma pena que hoje em dia ainda tenham preconceito com nós, transexuais. Afinal, a ciência está totalmente do nosso lado.

Como você define sua orientação sexual?
Eu sou bissexual. Mas pendo mais para meu lado hétero que para o homo: gosto mais de mulheres que de homens. Projeto meu futuro estando ao lado de uma mulher, não ao lado de um rapaz.

Você disse em seu blog que sofre de disforia de gênero. Você já se consultou com especialistas? O que eles dizem sobre isso?
Solicitando informações na internet, encontrei apoio no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A medicina hoje em dia classifica a Disforia de Gênero (ou Transtorno de Identidade de Gênero - e futuramente também Incongruência de Gênero) uma patologia psiquiátrica. Está listada no CID e no DSM - as "bíblias" dos psiquiatras e psicólogos. Embora para o diagnóstico haja uma descrição vaga da transexualidade, evidências científicas apontam ser o transexual não um doente mental, mas sim uma pessoa normal psicologicamente com uma "neurodiscordância de gênero": a região do cérebro responsável pela auto-percepção de gênero nos aponta uma identidade de gênero discordante do sexo genético. Também há o consenso de que o transexual já nasce transexual, e não há como mudar este fato.

Você tem vontade de se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual? Por quê?
Sim, eu tenho. Dei-me conta que parte da angústia que sinto é uma certa repulsa à forma feminina do meu corpo. Ele não reflete minha personalidade, minha vontade ou minha identificação. É só você imaginar como se sentiria um homem capado. Ou você ser visto via de regra como alguém que você não é. Não é exatamente fácil viver desse jeito.

Quais as principais barreiras que um(a) transexual enfrenta?
Nós passamos por uma incompreensão e uma mitificação tremendas pela maior parte das pessoas. Imaginam que somos doentes mentais, pessoas com desvio de conduta, promíscuos ou mito análogo. O preconceito vem na agressividade ou na descredibilidade que podem nos atribuir no dia-a-dia. Na hora de arranjar um emprego é bem complicado. Muitas vezes a família não aceita nem apóia. Digo isto me baseando em mim mesmo e em fatos narrados por colegas.

Também para alguns pode ser financeiramente inviável. Existem várias clínicas públicas e privadas que cuidam de transexuais no Brasil, mas não raro as filas de espera são imensas e realizar a transição com cirurgias e terapia hormonal acaba saindo muito caro. Nem todos podem arcar com uma cirurgia de 40 mil reais ou bancar psicólogo durante dois anos, já que no Brasil é o necessário para obter o laudo da cirurgia. Quanto a fazer as coisas na clandestinidade, é pedir para estar marginalizado da sociedade e passar por riscos à saúde, já que é necessário modificar os documentos e é recomendado ter acompanhamento médico durante anos.

Você também pretende mudar o sexo nos documentos? Como pretende fazer isso?
Claro. Pretendo estar num nível mais avançado na transição corporal para entrar com o pedido de retificação do meu registro de nascimento. Como não há legislação específica para os transexuais no Brasil, o que se pode fazer é torcer para o juiz ser bem informado ou ter boa vontade. É um processo moroso em geral, mas possível de ser realizado. O complicado será eu ter de dar uma explicação imensa que nem sempre será compreendida ou tolerada toda vez que precisar mostrar a identidade, receber correspondências, comparecer a uma entrevista de emprego etc.

Que tipo de preconceito você sofre no seu dia a dia?
Minha mãe acha que é psicose, tem vergonha da minha aparência e meu comportamento, tenho medo de sofrer uma violência física por parte de familiares. Já não bastasse ser tomado como uma aberração ou portador de doença psicológica por eles. Quanto aos que não me conhecem, passo em geral anônimo. Às vezes alguém percebe que meu corpo não é exatamente de um homem comum e me olha estranho, como se eu fizesse algo errado. Mas até hoje, graças a deus, nunca aconteceu nenhuma situação constrangedora.

Você acredita que um dia a transexualidade será melhor aceita na sociedade?
Sem dúvidas. Costumo batalhar para informar melhor as pessoas sobre essa questão em particular. Diferentemente dos homossexuais nós não temos a mesma visibilidade na mídia de massa. Tenho certeza que ao passo em que a homofobia for criminalizada e a união homoafetiva oficializada, nós transexuais também conseguiremos leis federais de proteção do uso de nome social, quem sabe melhores políticas públicas. Daí já teremos mais visibilidade social e as pessoas serão melhor informadas.

dykerama

BBB: Jornal faz piada de mal gosto com Angélica



Em nota, Grupo Arco-Íris diz que acionará editores da publicação

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT enviou na tarde desta terça-feira nota à imprensa, onde “repudia veementemente a postura não só de Marcelo Dourado, que em rede nacional disse que ‘quebraria o dedo de Angélica e a espancaria até deixá-la arriada no chão, caso o programa não fosse gravado’, como também do Jornal Meia Hora que reproduz a lesbofobia do ‘brother’”.

Em sua edição de hoje, o Jornal Meia Hora diz estar em parceria como uma rede de depilação e oferece tal serviço a Angélica, relacionando sua orientação sexual com os fenótipos masculinos (veja reprodução ao lado e abaixo).

Para a presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues “a brincadeira é de péssimo gosto. Além de legitimar o preconceito, o jornal em questão demonstra sua total falta de respeito com a comunidade LGBT. Ao invés de cumprir sua função social de informação e utilidade pública, o veículo passa por cima de décadas de luta tanto do Movimento Feminista como do Movimento LGBT a fim de ampliar o número de vendas do periódico. Lamentável e preocupante! O Arco-Íris enviará o Manual de Comunicação LGBT para os editores do jornal”

Ferramenta para uma imprensa mais justa
Recentemente foi lançado o Manual de Comunicação LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) na V Conferência Regional ILGA LAC. O evento contou com a presença do representante do Escritório das Nações Unidas no Brasil para Aids (UNAIDS), Pedro Chequer e dos jornalistas que participaram da elaboração do manual.

Trata-se de um guia para dirimir as dúvidas da mídia e da sociedade em geral sobre identidades de gênero e diversidade sexual, numa linguagem simples, direta e acessível. O Manual se propõe a apoiar a integração entre a mídia e o movimento pela cidadania LGBT, para que as matérias, entrevistas, artigos e reportagens veiculadas na imprensa se pautem pelo respeito à diversidade e à justiça social. O documento traz uma série de definições de termos e conceitos, que muitas vezes são usados sem o conhecimento adequado, o que poderia acarretar um reforço nos estigmas, no preconceito e na discriminação.

dykerama