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sábado, 16 de abril de 2011

Bolsonaro se explica em texto de 13 páginas e fala em tsunami cor de rosa


O deputado Jair Bolsonaro entregou na Corregedoria da Câmara suas “explicações” (ele usou essa palavra ao invés de “defesa” porque, afinal, não está sendo investigado ainda) em relação às declarações que fez no Programa CQC, da Band, quando foi perguntado pela Preta Gil sobre o que faria caso seu filho se apaixonasse por uma mulher negra. Na ocasião, ele disse que “não discutiria promiscuidade” com a cantora, e que os filhos dele não “corriam esse risco” por “serem bem educados”. As declarações geraram revolta em alguns setores da sociedade e Bolsonaro se defendeu dizendo que não havia entendido a pergunta, e que no lugar de “mulher negra” entendeu que a pergunta era se o filho dele se apaixonasse por um gay. A declaração resultou em quatro processos contra ele na Câmara e Bolsonaro tinha até a quarta-feira, 13, para apresentar suas declarações ao corregedor da casa, Eduardo da Fonte (PP-PE), que agora tem 45 dias (prorrogáveis por igual período) para definir se os processos serão arquivados ou se serão enviados ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa para que seja aberto processo por quebra de decoro contra Bolsonaro. Há ainda a possibilidade de Bolsonaro receber uma advertência da Corregedoria, sem maiores complicações. O documento de Bolsonaro foi escrito pelo próprio, seguindo disse, mas não foi entregue à imprensa na íntegra. Contudo, Bolsonaro deu entrevistas em que indica qual caminho percorreu em seu texto.“São dois itens: racismo e homofobia. A questão do racismo acho que sepultei desde o primeiro dia. Fica na cara que minha resposta não bate com a pergunta (...). E o que é homofobia? É se eu tivesse perseguindo homossexuais, dando pancada, falando pro pessoal da [avenida] Paulista bater”, argumentou Bolsonaro. “A única coisa importante que aconteceu nesse episódio foi a gente conseguir denunciar o tsunami cor-de-rosa proposto pelo governo em escolas públicas do primeiro grau com a distribuição do 'kit gay'. Vou continuar a minha luta contra esse tsunami cor-de-rosa”, afirmou o deputado.Segundo a Agência Brasil, o documento de Bolsonaro também conta com um vídeo divulgado na internet em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironiza os moradores de Pelotas, no Rio Grande do Sul, associando a cidade à homossexualidade. O deputado também pede que a Corregedoria da Câmara peça o vídeo do programa CQC na íntegra das gravações, sem cortes. — No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer —, disse o deputado, que ressalta ainda a falta de nexo entre as noções de promiscuidade e racismo.


pride

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