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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Redator-chefe da Trip, Lino Bocchini fala ao Mix sobre a repercussão do beijo gay na capa da revista


Bastou chegar às bancas nesta quarta-feira, dia 19 de outubro, para que a capa da revista Trip causasse burburinho nas redes sociais. A atitude corajosa de uma revista com foco no homem heterossexual em publicar uma edição dedicada à diversidade sexual e, de quebra, um beijo gay entre um surfista e um lutador na capa, implodiu as páginas da Trip no Facebook e no Twitter.

Em entrevista concedida ao MixBrasil na tarde desta quinta-feira, dia 20, o redator-chefe da Trip, Lino Bocchini, comentou a repercussão da capa e contou o que levou a revista a lançar uma edição dedicada à diversidade.
Como surgiu a ideia de montar uma edição sobre a diversidade sexual e de publicar o beijo gay na capa?Há quatro anos estamos trabalhando com edições temáticas. Nas últimas vinte edições voltamos o olhar para temas mais relevantes, mais contemporâneos, que exerçam influência direta sobre a sociedade. No começo deste ano, lançamos a ideia de publicar uma edição sobre diversidade sexual com um viés bem contundente. Não é à tôa que nos posicionamos na capa. Com relação ao beijo, nas reuniões de pauta, pensamos em algo que representasse a própria revista, e desde a primeira edição sempre tratamos da cultura do surfe. Junto a isso, era importante escolher um grupo no qual a gente soubesse que existem gays, mas do qual não se fala. Optamos por uma capa com um beijo sutil, carinhoso, afetivo. Não é possível que alguém se incomode, a menos que essa pessoa tenha problemas com a homossexualidade.Vocês sentiram uma repercussão negativa vinda de leitores mais conservadores?A maior parte dos comentários foi positiva. Dá até para acompanhar pelo Facebook. Há uma pequena parcela de comentários pejorativos – sustentados pela religião e pela intolerância – que não merecem resposta. Mas é importante que existam essas opiniões, para que todos vejam como eles são minoritários e até ridículos.Imaginavam que a capa fosse repercutir tanto, até mais do que o conteúdo?Ainda não tivemos como avaliar a repercussão do conteúdo, já que a revista chegou ontem nas bancas. Com relação a capa, a gente imaginou sim, mas não esperávamos tanto. Vocês pensam em tratar do assunto novamente? É um tema que será sempre abordado ou só esporadicamente?A diversidade sexual é um assunto que vira e mexe está na revista. A redação até fala que eu adoro fazer matérias sobre travestis. Tem até uma matéria que fiz para esta edição com o Wesley T-Lover, um dos raros homens que assumem gostar de travestis. Mas essa questão de sexualidade é o de menos. Como disse a nossa colunista Milly Lacombe, o ideal seria que não existisse este tipo de rotulação. Mas este assunto sempre esteve na revista e continuará sendo tratado sim, mostrando nossa posição pelo respeito à diversidade.


cultura gls

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