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quinta-feira, 25 de março de 2010

Associação LGBT brasileira reelege seu presidente


Realizada na última terça-feira, 26, dentro da programação da V Conferência ILGA-LAC, em Curitiba, a eleição da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) foi realizada de portas fechadas, sem a imprensa, e confirmou o nome do militante Toni Reis para mais um mandato à frente da entidade. Reeleito, ele vai guiar a ABGLT no triênio 2010-2013.

Em uma eleição que contou com a participação das cerca de 240 ONGs afiliadas à Associação e classificada por Toni como “tranquila", foi reeleita também a vice-presidente lésbica, Yone Lindgreen; já a vice-presidente trans deixa de ser Lili Anderson e agora é Keila Simpson, ex-presidente da Articulação Nacional das Travestis (Antra); a lésbica Irina Bacci é a secretária-geral, Léo Mendes o tesoureiro e Tatiane Araújo a representante na Secretaria de Direitos Humanos (SEDH). Veja outros eleitos:

Suplentes: Victor de Wolf ; Rafaelly Wiest e Carlos Gomes.
Conselho de Ética: Luana Marley; Weluma Cunha e Marcelly Malta
Conselho Fiscal: Fernanda Bevenutty, Leda e Denise Limeira

Diretores regionais:
Norte: Sebastião Diniz (Roraima) e suplência de Karen Oliveira (Rondônia)
Nordeste: Fernando Rodrigues (Pernambuco) e suplência de Celise Azevedo (Maranhão)
Sudeste: Beto de Jesus (São Paulo) e suplência de Soraya Meneses (Minas Gerais)
Centro-Oeste: Bruno Camilo (Goiás) e suplência de Lucélia Macedo (Mato Grosso)
Sul: Marcio Marins (Paraná) e suplência de Maria Guilhermina (Santa Catarina)

pride

Ministro abre conferência internacional LGBT em Curitiba


A construção da cidadania de todas as letras da sigla do movimento militante ganhou na noite desta quarta-feira, 27, mais atenção com a abertura oficial da V Conferência Regional da Associação Internacional de Gays e Lésbicas da América Latina e do Caribe (ILGA-LAC), realizada até o próximo sábado, 30, em Curitiba. Em noite de gala, a ILGA recebeu políticos, ministros e toda sua diversidade para comemorar a abertura do encontro, que foi nesta quarta, mas as discussões começaram já na última terça-feira, 26, com as pré-conferências.

O Estação Embratel Convention Center recebeu figuras aliadas conhecidas como a senadora Fátima Cleide (PT-RO), o deputado federal José Genoíno (PT-SP), a coordenadora nacional LGBT Mitchelle Meira e o empolgado ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria de Direitos Humanos. Todos lembraram a grande importância de se conseguir reunir militantes de tantos países diferentes em um só lugar e reforçaram seu apoio à luta pela cidadania plena.

Com o recém-lançado Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) na mão, o ministro afirmou que “o movimento LGBT é o mais organizado do Brasil”, lembrando ainda que “foi o único a conseguir realizar as 27 conferências estaduais”. Sempre aplaudido, Vanucchi reforçou a importância do Plano “no vigésimo primeiro ano de redemocratização do Brasil”, um documento federal que prevê o incentivo de ações como a união civil e a adoção de crianças por casais homoafetivos.

Sobre pontos polêmicos como estes – que o próprio presidente Lula já garantiu que continuam no Plano, mesmo frente a críticas conservadoras -, o ministro lembrou que existem para sua execução obstáculos a serem transpostos e provocou que “é difícil solucionar os problemas quando eles não vêm à luz, ficam cobertos pelo manto da hipocrisia”. Aplaudido de pé, Vanucchi encerrou a solenidade, que contou ainda com jantar e desfile de trajes de gala da diversidade sexual e todas as suas letras.


PRIDE

Congresso vota nesta terça-feira recursos contra a homofobia


Está marcada para esta terça-feira, 21, a votação do Orçamento 2010 do Governo Federal na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso. O documento vai guiar os gastos públicos do próximo ano, inclusive o financiamento de projetos pró-LGBT como as Paradas do Orgulho e ações de combate à homofobia.

O relatório final do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2010 foi entregue pelo relator-chefe da proposta, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), e será votado na CMO. Ao todo, o Orçamento prevê gastos na ordem de aproximadamente R$ 1,857 trilhão para o próximo ano.

Dentro deste valor estão os recursos disponibilizados ao Ministério da Saúde para financiar projetos de combate à epidemia de AIDS e DST entre LGBT, como o Plano Nacional de Enfrentamento à AIDS em Gays e HSH e as Paradas do Orgulho, e de combate à homofobia, como a emenda feita pelo deputado fluminense Chico Alencar.


PRIDE

Deputado federal quer proibir com lei que gays adotem crianças


O deputado federal Zequinha Marinho (PSC/PA), mais conhecido por sua atuação nos assuntos ligados à terra, quer barrar de uma vez por todas a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Para isso, apresentou na última terça-feira, 23, no plenário da Câmara dos Deputados, um projeto de lei que proíbe totalmente a permissão que atualmente é conseguida por meio de jurisprudência na Justiça.

O projeto de lei nº 7018/2010 reconhece que existe essa lacuna no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e quer alterar a lei sobre adoção com o seguinte texto: “Para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família, sendo vedada a adotantes do mesmo sexo”.

No projeto, o deputado diz ainda que “tais ‘casais’ – por assim dizer - não constituem uma família, instituição que pode apenas ser constituída por um homem e uma mulher unidos pelo matrimônio ou pela estabilidade de sua união”. O projeto de lei aguarda despacho da secretaria-geral da mesa da Câmara dos Deputados.

Só para lembrar, em 2008 o mesmo deputado declarou que o Festival Mixbrasil de Cinema faz com que o homossexual se aceite “sem qualquer constrangimento com o seu novo estilo de vida, ao invés de conduzi-lo a um confronto interior de que alguma coisa está errada com ele”.

PRIDE

quarta-feira, 24 de março de 2010

Militância e governo assinam acordo anti-homofobia no Paraguai


Governo paraguaio e grupo militante assinam convênio para erradicar a homofobia

No Paraguai, uma parceria entre o Ministério do Interior e o grupo de defesa da cidadania LGBT Somosgays vai trabalhar para erradicar a homofobia no país, inclusive dentro da polícia paraguaia. O acordo foi assinado na última segunda-feira, 22, no Ministério do Interior, e prevê a participação efetiva da militância hermana dentro dos braços do governo.

O convênio firmado na segunda vai garantir o envolvimento da Polícia Nacional e da Direção de Direitos Humanos (tipo uma secretaria) do Paraguai nessas iniciativas. São ações de combate a atos homofóbicos onde seja acionada a polícia, além de iniciativas de prevenção, como capacitação dos policiais.

Para o vice-ministro de Assunto Políticos paraguaio, Elvio Segovia, “está claro para o Ministério do Interior que a segurança é um bem político, é universal e igualitário, isso quer dizer que a universalidade da garantia da segurança deve ser para todos os cidadãos”.

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Grupo de Brasília premia iniciativas pró-LGBT


A entidade de defesa da diversidade sexual Estruturação - Grupo LGBT de Brasília acaba de divulgar a lista dos vencedores de seu Prêmio Beijo Livre, honraria entregue pelo grupo desde 2002 a pessoas, entidades não-governamentais ou do governo e empresas que contribuíram com a causa LGBT no ano da entrega.

O nome do prêmio é uma homenagem ao primeiro grupo gay do DF, criado em 1979. Os vencedores são selecionados pela diretoria do Estruturação e são sempre renovados, sendo que um dos critérios para sua escolha é não terem ganho o prêmio antes. A proposta é sempre propiciar destaque a novas ações e parceiros no trabalho pela causa LGBT.

A entrega do Prêmio Beijo Livre rola ainda nesta semana no Pizza Arco-íris, que terá parte da renda destinada ao Estruturação. O convite custa R$ 40 para não-filiados e R$ 32 para filiados e dá direito a rodízio de pizzas na Pizza Hut (404 Sul). O evento terá início às 19h. Informações e compra de convites pelo e-mail estruturacao@estruturacao.org.br

Confira os premiados:

Sérgio Machado Reis - por seu trabalho voluntário no Estruturação e por ser exemplo de que heterossexuais podem se somar de forma engajada no trabalho pela cidadania LGBT.

Grupo de apoio a transexuais do Hospital Universitário de Brasília - por sua atuação junto a transexuais masculinos e femininos que irão se submeter à operação de transgenitalização.

Projeto Paradas nas Cidades - ação conjunta de diversas entidades LGBT do DF expandiu o número de cidades que tiveram Paradas neste ano e que continuaram a realizá-las envolvendo mais pessoas na luta contra a homofobia.

Márcio Barrios - professor da rede pública de ensino do DF que foi expulso por ter trabalhado a música “I Kissed a Girl” (Eu beijei uma garota), de Kate Perry, na aula de inglês. Sua denúncia demonstrou o quanto o sistema educacional do DF ainda é homofóbico.

Laci Araújo e Fernando Figueiredo - ex-integrantes das Forças Armadas brasileiras perseguidos por terem se assumido publicamente como gays.

Agência de publicidade Cherry - por ter colaborado de forma voluntária na criação da arte da 12° Parada do Orgulho LGBTS de Brasília.

Blue Space - por ter demonstrado o quanto uma empresa destinada ao público LGBT pode realizar ações sociais em prol da causa arco-íris. Destacam-se o apoio à 12° Parada do Orgulho LGBTS de Brasília e ao trabalho do Estruturação.

Brasiliatur - por ter apoiado a 12° Parada do Orgulho LGBTS de Brasília demonstrando o quanto o turismo pode promover a cidadania e o fortalecimento da identidade LGBT.

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Sul da Bahia ferve com quatro Paradas do Orgulho nos próximos fins de semana


O sul da Bahia promete ferver nos próximos fins de semana com nada menos do que quatro Paradas do Orgulho LGBT. A primeira delas será no próximo domingo, 29, em Itamaraju, com concentração a partir do meio-dia, na Praça Castelo Branco. De lá, a I Parada pela Diversidade LGBTS de Itamaraju segue pelas avenidas Antônio Carlos Magalhães e Brasil, passando pela Praça 2 de Julho e voltando para ser encerrada na Praça Castelo Branco.

O evento será aberto com recital de poesia e vai contar com a participação de ONGs, sindicato, grupos culturais (inclusive indígenas) e movimentos sindicais. Para animar o povo, comandam o som os DJs Olivier (França), Drago (Chile), Maurizzio (Itália) e a brasileira Mary.

A organização fica por conta do Instituto Adé Diversidade, entidade de defesa dos direitos LGBT com sede em Porto Seguro e núcleos em todo o extremo sul da Bahia. A mesma entidade realiza ainda outras três Paradas no sul baiano em dezembro: a da cidade de Prado, no dia 13; a de Eunápolis, no dia 20; e a de Cabrália, no dia 27, encerrando o ano com chave de ouro.

“As Paradas não podem ser confundidas com carnaval, ou oba-oba. Trata-se de manifestações sociais, culturais e políticas que buscam, através da visibilidade de minorias historicamente excluídas, chamar atenção contra toda forma de preconceito, com foco na homofobia, na lesfobia e transfobia. Queremos agregar outros movimentos que tenham causas justas ao nosso criando um modelo próprio de Paradas que rompa com o modelo norte-americano e alemão em voga no Brasil”, afirma o presidente do Instituto, Ícaro Ceita.


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