Mande suas críticas e sugestões
amigobocaaberta@gmail.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Rio lança ações para transexuais e combate ao bullying nas escolas



A cidade do Rio de Janeiro lançou nesta quarta-feira, 18, uma série de ações que tem como objetivo combater o preconceito e a intolerância na Cidade Maravilhosa. A lista de ações foi apresentada em evento com as presenças do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual carioca (confira no álbum).O evento realizado um dia após o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia (17 de maio) trouxe à lista de conquistas LGBT cariocas pontos importantes. Um deles é o decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes que garante o uso do nome social para travestis e transexuais em órgãos municipais (como unidades de saúde e educação).O prefeito e o coordenador apresentaram ainda a formação de uma frente de trabalho para coibir o bullying homofóbico nas escolas, abrigos, hospitais e outros centros de atendimento da prefeitura. O município vai também capacitar funcionários de estabelecimentos comerciais para atenderem LGBT – os locais participantes receberão o selo "Rio Sem Preconceito".


pride

Repórter testa o Disque 100, serviço do Governo federal que recebe denúncias de homofobia. Confira



O Governo Federal lançou há três meses o serviço LGBT do Disque 100 (número que recebe denúncias de violência contra mulheres, negros, indígenas, moradores de rua e recentemente também se equipou para tratar de denúncias de violência homofóbica). Além de receber a denúncia, o serviço promete encaminhar a ocorrência para autoridades policiais ou civis, dependendo do caso. Em casos extremos, o requerente pode pedir proteção do Estado.O serviço foi criado para receber denúncias de violência contra crianças, mas acabou sendo ampliado e hoje recebe reclamações de racismo, violências contra idosos e, mais recentemente, de homofobia verbal e física. Hélio Filho, nosso repórter especial, usou o serviço para denunciar um caso falso (desmentido logo depois de a reportagem terminar) para testar o serviço. Ele aprovou. Confira. A simpatia das atendentes é a marca registrada do serviço telefônico de denúncias de intolerância Disque 100, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O número passou desde dezembro de 2010 a ouvir também as ocorrências com a população LGBT. Quando você liga, a voz vai te dando as opções de denunciar sobre crianças, idosos e demais populações geralmente vitimizadas. “Para questões relacionadas a LGBT digite quatro”, avisa a voz eletrônica em tom meio frio. Mas a frieza acaba por aí porque logo que a ligação é transferida (o que é feito bem rápido) uma voz simpática e acolhedora te atende com calma, falando pausadamente. A moça que me atendeu se mostrou até um pouco preocupada comigo mesmo antes de saber o quê exatamente estava acontecendo.Ela me explicou que o serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, ou seja, sempre está à disposição. Criei uma história bem clichê sobre ter sido discriminado em um bar em São Paulo quando beijava meu suposto namorado. Disse que o garçom havia me dito que ali “não era lugar para aquelas coisas”. A atendente elevou um pouquinho o tom da voz e disse que “esse tipo de coisa não é certo”, e me incentivou a registrar a denúncia
Para registrá-la, você precisa fornecer o máximo de dados pessoais possíveis como nome completo, endereço, documentação pessoal, telefone e e-mail, que é para onde o Disque 100 envia o número de protocolo da sua denúncia. É com esse número que você pode ligar quando quiser para o 100 para acompanhar o andamento do caso, que na maioria das vezes é encaminhado ao Ministério Público. Para registrar minha denúncia eu precisei ainda dar a maior quantidade possível de informações também sobre o agressor, que neste fictício caso era um garçom.Como a discriminação era apenas para efeito de teste para este texto, cancelei a denúncia para não complicar ninguém. O andamento da denúncia é bem eficiente. Poucos minutos depois de desligar o telefone o serviço já me enviou um e-mail com o número do protocolo. O Disque 100 deve ser usado sem restrição e sem medo por todo mundo que se sinta discriminado em qualquer parte do Brasil pois ele é realmente eficiente. Parafraseando a atendente simpática, “a Secretaria Especial de Direitos Humanos agradece a sua ligação”.


pride

Novo bar do Baixo Augusta recebe festa bolachuda na sexta



As meninas responsáveis pelo bolachudo projeto Valentina, de São Paulo, vão realizar mais uma edição da festa cheia de mulheres bonitas na próxima sexta-feira, 13, uma data bem peculiar. O fervo rola a partir das 23h no Bofetada Club, o novo barzinho de descolados da região do Baixo Augusta.O som da noite, que deve terminar só na manhã do sábado,14, fica exclusivamente por conta das meninas e não tem MPB – rola rock, indie, electro e house. Animam a pistinha do Bofetada as fofas Ale Marcely, Thá Vespucci, Natchê Diniz e a dupla Cla & Fer. O preço é amigo e os ingressos custam R$ 10. Festa Valentina – 13 de maio, 23hBofetada Club: Rua Peixoto Gomide, 131 – Cerqueira César.


cio

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Abertas inscrições para Prêmio Cidadania da Parada de SP



A 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (26 de junho) já está recebendo as indicações para a 11ª edição do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, iniciativa realizada durante o Mês do Orgulho paulistano para homenagear personalidades, entidades, autoridades e ações que protagonizam os avanços e o respeito aos direitos humanos da população LGBT.Neste ano a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) aumentou o número de categorias e vai laurear nomes e iniciativas em 17 frentes diferentes. Todo mundo pode enviar a indicação para levar o Prêmio, é só enviar (até o próximo dia 15 de maio) as sugestões para o e-mail indicacao@paradasp.org.br.É bom deixar claro que não é um voto, a escolha não leva em conta a quantidade de indicações, mas sim a relevância dos nomes sugeridos. Criado por Duílio Ferronato, o troféu é feito em acrílico e traz uma simpática mão fazendo o sinal de positivo, aquele de joinha. Aqui embaixo você confere as categorias para as quais pode fazer sua indicação: DireitosONGAção PolíticaInternacionalSaúdeInternetImprensaMemóriaPublicidadeEducaçãoTrabalhoAção CulturalLiteraturaCinemaDocumentárioArtes Cênicas ,tv.


pride

Leitor pergunta; advogado responde: já tenho escritura de convivência, preciso registar união estável?



Com essa aprovação a favor da união homoafetiva, me trouxe uma duvida cruel: vai fazer dois anos que junto ao meu parceiro procuramos o 26° Tabelionato de Notas de São Paulo para regularizarmos nossa situação como casal; sendo assim foi feito uma escritura de convivência. E minha duvida é: Será necessario, fazer um outro documento comprovando nossa união? Ou esta escritura já tem a mesma valia?Willames OliveiraÉ importante que você faça o novo documento. A escritura de convivência já lhe traz garantias, sem dúvidas, em especial a partilha de bens. Entretanto, não lhe garante a formação familiar que se faz de três formas:- pela união estável; - pelo casamento ou- pelo relação monoparental (pais e filhos)E a formação familiar é que lhe trará novos direitos. A sugestão é que aguarde até que os cartórios estejam preparados para atender a esta nova demanda e providencie o novo documento.Se você tiver mais dúvidas, o Dr. Flávio Fenólio pode ajudar. Mande sua dúvida para ele (flavio.fenolio@uol.com.br) ou para a redação do MixBrasil (edicaomixbrasil@uol.com.br), que responderemos sua questão.


mix

Toni Reis _o presidente da ABGLT_ será o primeiro a se unir oficialmente no Brasil pós decisão do Supremo. É nesta segunda-feira



Como prometido, o presidente da ABGLT _Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros_ vai se unir a seu namorado de mais de 20 anos, o inglês David Harrad, nesta segunda-feira, 9, em Curitiba. Será o primeiro casal brasileiro a se unir após a decisão do Supremo que garantiu o registro de união homoafetiva no país. A celebração do registro acontecerá às 14h no Registro 6º Tabelionato de Curitiba _Rua Comendador Araújo, 143 – Centro. Toni conta que foi difícil achar um Tabelionato que aceitasse registrar a união do casal. A festa acontecerá também nesta segunda-feira, às 18h20, no Central Gourmet.


pride

Como não começar um relacionamento (parte 1)



A coluna de hoje não fala sobre mim, mas sobre a Camila, minha grande amiga e praticamente meu alter ego de 20 e poucos anos.
Camila Fala: A cada quinze amigas que eu tenho, duas namoram sério, três fingem que namoram sério, três começam um relacionamento por mês e as outras sete são solteiras.Esse é o meu retrato do mundo atual: mulheres mal resolvidas que conhecem um amor-da-vida por mês; as detentoras do maior tesouro lésbico (um relacionamento duradouro e estável na maior parte do tempo); e a esmagadora maioria, que está “à procura”.Meu problema começou pela minha - quase - permanente inclusão no último grupo. Estar solteira há bastante tempo, baixar o meu padrão de exigência sobre as pessoas com quem me relaciono, conhecer uma Personal Trainer, e nesse meio tempo, esquecer TODAS as regras sobre relacionamento. A receita para uma bomba relógio. E ela explodiu.Beatriz fala: Nesse ínterim eu ouvi da Camila milhares de declarações non-sense! Desde “Acho que vou sair com o guitarrista da banda da minha ex, eu dei até um selinho nele um dia e não foi tão ruim. Vai que eu gosto de homem”. Até: “Ela não é tão burra assim, preocupada deve ser erro de digitação – três vezes!”.Isso nos leva à regra número 1 - Não se deixe levar pelo desespero.Quando ela me falou da tal Personal; linda, gostosa, 11 anos mais velha e namorando há cinco anos, eu já podia imaginar o tamanho do problema. Aliás, imaginei e avisei. Mas se conselho fosse bom.Camila Fala: Toda mulher deveria vir com uma placa de aviso que fornecesse informações básicas às interessadas. Na falta de uma placa, basta perguntar o que eu acho; se eu olhar e gostar, cuidado, os riscos são enormes. Se eu perder o chão no momento em que os nossos olhos se cruzarem, senta que lá vem história.Fim do ano passado:Cansada da rotina e muito cansada do sedentarismo que nunca foi inerente a mim, resolvi voltar a freqüentar a academia. Visitei duas, mas foi na terceira que eu me senti em casa. Logo na entrada encontrei um amigo e ao entrar senti que aquela era diferente.Primeiro dia, na recepção enquanto cadastravam minha digital, passou por mim um rapaz vestindo uma super-regata branca, rasgada por estilo, ostentando um par de cílios com máscara que matariam muita mulher de inveja. Ele era notoriamente gay – como 80% do resto da academia. Ri sozinha da minha conclusão precipitada de quem passava o radar pelo novo ambiente.Minha risada só durou até me apresentarem a personal que me acompanharia. Busquei registros rápidos na memória: 2007, uma festa... Ela e a então namorada. Lembrei como se movia, como sorria, que mulher linda, que corpo... ULTRAJANTE!Não poderia ser melhor, voltei a fazer algo que adoro, minha academia tinha uma vibe no mínimo friendly e minha Personal era a mulher linda que eu já quis um dia e nunca mais voltei a ver. Só podia ser destino e Ela seria minha, nem que eu precisasse mover céus e terras. E movi. Três meses, cuidando diariamente do meu “investimento a médio prazo”, até Ela se render ao inevitável. Essa história vai ser contada depois, o importante é saber a paixão louca que me moveu (não move mais, não move, não move, não move), para tentar mensurar o tamanho da minha fossa depois.Minha fossa não foi adequadamente vivida, posto que apaixonada por uma Personal e com ela diariamente pegando no meu pé, eu não tive direito de engordar, ou seja, nada de chocolate, doritos ou Häagen-Dazs. O que me leva às duas próximas regras desse capítulo:2 – Paixões não cicatrizadas precisam de tempo, time apart quase sempre é uma boa idéia.3 – A fossa é um momento de exorcismo daquela horrorosa que não lhe merece e está lhe fazendo sofrer. Precisa levar a fossa muito a sério.3.1 – Se você curtir a fossa sem comer muita besteira, vai ser mais fácil voltar à sua auto-estima normal.Em um dia particularmente desagradável desabafei com uma amiga que havia conhecido recentemente. Manuela, solteira como eu, amiga de amigas minhas, veio bem recomendada: menina boa, para namorar. E era tão lindinha comigo. Beatriz fala: Pausa para a regra número 4 deliberadamente (ou não) omitida pela nossa “heroína”: Nunca se deixe levar por meninas com carinhas de anjo – experiência própria, as aparências às vezes enganam!Camila fala: Comecei a me sentir dividida entre a minha desilusão e a Manu sendo fantástica comigo. Então, como era de se esperar, eu tive a minha primeira idéia brilhante:O leilãoO principio era simples, e para ser franca eu continuo achando uma ideia brilhante: quem me tratasse melhor me levava. Só havia dois requisitos: ser solteira e não ser uma porta (muito burra).Passada uma semana do anúncio do Leilão (sim, eu anunciei o leilão de mim mesma para a Manu), eu considerei ela a vencedora e saímos no nosso primeiro date oficial.


mix