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domingo, 1 de agosto de 2010

Geraldo Alckmin diz ser a favor da união civil gay, não ao casamento





O candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse ser a favor da união civil entre homossexuais, porém contra o matrimônio homoafetivo. Em entrevista promovida pelo UOL e Folha de S. Paulo, Alckmin foi questionado por uma das debatedoras se apoiaria um projeto que permitisse não a união civil, mas o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nos moldes do que foi recentemente aprovado na vizinha Argentina. O candidato foi categórico: "À união civil eu sou favorável." O político falou também sobre o que seu plano de governo prevê para incrementar o turismo LGBT em São Paulo. Segundo ele é preciso concentrar investimentos em serviços como Segurança, Saúde e preparação de mão de obra especializada no atendimento ao público específico, que seria realizada por meio das Escolas Técnicas Estaduais e Faculdades de Tecnologia. "Vamos dar um voucher para que alunos do Ensino Médio possam fazer cursos de inglês, além das aulas de reforço", garantiu. Assista um trecho da entrevista.
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Marina diz que evangélicos não aprovam opinião nem sobre união civil gay


Em encontro com pastores em Bauru, São Paulo, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou afirmar nesta quinta-feira que é contra o casamento gay. Agora unida à turma de evangélicos, no Conselho dos Pastores Evangélicos da cidade, Marina afirmou que enquanto os gays reprovam a opinião sobre casamento gay, os evangélicos não aprovam sobre a união civil gay. “Por entender um casamento como um sacramento entre um homem e uma mulher, sou contrária, mas defendo os direitos civis dos homossexuais”, repetiu o discurso. A diferença foi que, desta vez, ela disse que a decisão “não pode favorecer nenhum tipo de discriminação”.“A primeira coisa que Jesus disse foi que só ao pai era dado o direito de julgar. Por entender um casamento como um sacramento entre um homem e uma mulher, sou contrária, mas defendo que os direitos civis dos homossexuais sejam protegidos. Não concordo que eles não devam ter direito a plano de saúde conjunto, não concordo que não devam ter direto à herança conjunta” respondeu Marina. A presidenciável admitiu que a posição favorável à união civil desagrada os evangélicos. “É engraçado que isso gera um certo estranhamento. Junto à comunidade gay existem alguns que ficam contrários à minha posição por não defender o casamento, e junto à comunidade evangélica alguns ficam insatisfeitos porque digo que não sou contrária aos direitos civis e à preservação de bens.”
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Argentina realiza primeiro casamento gay de sua História


Um arquiteto e um administrador aposentado são os primeiros homossexuais a se casarem na Argentina. José Luis David Navarro e Miguel Ángel Calefato, de 45 e 65 anos respectivamente, se uniram em matrimônio na manhã desta sexta-feira, 30, na cidade de Frias. Os dois não quiseram badalação e realizaram uma cerimônia discreta, só para íntimos. Decididos a entrar para a História, Calefato e Navarro anteciparam em quatro horas sua vez no cartório Santiago del Estero, norte argentino. Isso para tirar de cena o ator Ernesto Larrese e o agente Alejandro Vannelli, que saíram apregoando que seriam os primeiros gays a casarem oficialmente no país. Na verdade o casamento deles foi realizado em Buenos Aires duas horas depois do de Navarro e Calefato. A Secretaria de Turismo do México havia anunciado que oferecia uma lua-de-mel gratuita para o primeiro casal homossexual que casassem na Argentina, mas Navarro e Calefato já falaram que não devem aceitar o convite. Os dois não querem lua-de-mel por não gostarem de "tradições impostas pela sociedade". O administrador e o arquiteto se conheceram há 27 anos em Mar del Plata. Na época Navarro era casado com uma mulher e Calefato tinha namorado. "Nós dois tínhamos outras relações, mas sentimos que a nossa ligação era muito forte, que fomos feitos um para o outro, que queríamos compartilhar a vida e lutar juntos pelo que desejávamos", disse Calefato à agência Efe, revelando que abandonou a mulher meses depois de conhecer o atual marido.
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Corte de beijo gay em novela provoca reação em Portugal


Depois da série adolescente “Morangos com Açúcar”, exibida pela TVI, gravar beijos gays entre os personagens Fabio e Nuno, os diretores da emissora resolveram não exibir a cena. Com isso, associações gays escreveram cartas à emissora de Portugal com o aval de um psicólogo educacional.De acordo com o psicólogo José Morgado, não faz sentindo censurar cenas de carinho gay na televisão, uma vez que existe a informação na internet e outros veículos. “O correto, mesmo quando as crianças são pequenas, é agir com normalidade”, orienta. A carta afirma que os cortes são um “ato de censura” e um “atentado ao princípio de igualdade previsto na Constituição”. O beijo viria na cena em que Fábio admite que gosta do amigo. Na cena, os dois dão um pequeno beijo na boca, que não ocorreu na televisão.A diretora adjunta de Relações Exteriores da TVI, Brigitte Loureiro disse que a carta enviada merece todo respeito, mas que a TVI não abdica o direito de manter a última decisão de conteúdo de suas programações.
central

HQ do Homem-Aranha traz casal gay na capa


A capa de uma nova edição da HQ do Homem-Aranha mostra um casal gay trocando carícias. Como você pode ver abaixo, a cena é ambientada no Central Park, em Nova York e mostra o herói em meio a alguns casais, entre eles um formado por dois rapazes.A edição, que será lançada na gringa em outubro, traz um Peter Parker em crise, odiado pelos antigos amigos, dispensado pela namorada e desprezado pela sociedade.
central

Thiago Lacerda fala sobre beijo gay no teatro


Na estréia carioca da peça “Calígula”, no Teatro SESC Ginástico, desta quinta-feira, 29, o galã Thiago Lacerda protagonizou um beijo gay com o ator Pedro Henrique Moutinho. Na história, Thiago é o imperador Calígula que, entre muitas histórias, beija um poeta apaixonado. Sobre a peça, cuja direção é de Gabriel Villela, o ator afirma que a intenção é lutar contra o preconceito, principalmente por Calígula se passar em um período em que a sexualidade não está definida ou padronizada. “O preconceito de cara é um tema que devemos lutar contra. Não cabe mais, em pleno século 21, esse tipo de conduta. A história se passa numa Roma que não tem a sexualidade definida ou padronizada. São homossexuais, bissexuais, tudo está valendo”, declarou.Segundo ele, o texto sobre a peça sofreu preconceito. “Sou de uma geração que via o Calígula como um personagem da pornografia, e isso não é verdade. Falamos de uma forma mais intelectual sobre esse perfil e abordamos questões sociais.” Para a caracterização do personagem, Thiago fez um processo de clareamento nos cabelos. “Queria dar uma clareada. Achei que o imperador precisava ser mais iluminado”, disse.
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Peça em SP tem americano encontrando amor nos braços de italiano


O espetáculo "O Quarto de Giovanni", inspirado no clássico da literatura gay escrito por James Baldwin, está em cartaz em São Paulo. Dirigida e protagonizada por Roberto Cordovani, a peça conta a história de amor entre dois homens, usando a Paris dos anos 1950 como pano de fundo. Cordovani surge em cena na pele de David, americano até então hétero que vive na capital francesa. Numa noitada ele conhece Giovanni, italiano bonitão que o convida para algumas horas de prazer.Já alto por conta das bebidas e completamente envolvido pelo outro, David aceita a proposta. Mas o que seria apenas uma noite se transforma numa paixão alucinante e os dois passam três meses ininterruptos em seu ninho de amor. Mesmo commpletamente apaixonado pelo italiano, David não consegue aceitar numa boa essa possibilidade que a vida lhe ofereceu. Quando Hella, sua namorada, chega a Paris, o rapaz passa a evitar Giovanni com medo de dar bandeira e de que sua relação homoafetiva seja descoberta. De acordo com o diretor, o espetáculo contextualiza a homossexualidade sob esquemas culturais amplos, sendo que a emoção e o conflito entre os personagens surgem como aspectos mais relevantes. O preconceito nutrido por alguns heterossexuais contra gays também está lá, assim como o preconceito que o gay muitas vezes demonstra ter com o outro gay. Para contar a história, Cordovani e sua Cia Internacional De Teatro De Repertório Arte Livre optaram por uma montagem bem minimalista, com cenário montado por um tablado que serve de cama para os apaixonados e por uma cortina onde são projetadas imagens. Além de Cordovani, o elenco é composto por Xan Guimarães, Bárbara SanMartin eSuzanah Borges.

O Quarto de GiovanniTeatro BrigadeiroAv. Brigadeiro Luís Antônio, 884De quinta a sábado, às 21hDomingos às 19hInformações: (11) 3107-5774
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