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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MS: Professora lésbica terá caso julgado


Companheira pede mobilização da sociedade por uma decisão justa
Em outubro do ano passado, Carmen Geraldo e Noyr Rondora, professoras que foram demitidas de seus empregos em uma escola pública rural da Prefeitura de Campo Grande após assumirem seu relacionamento homossexual. As duas entraram com ações na Justiça, tanto na esfera civil quanto trabalhista, e estavam aguardando uma posição há 2 anos e 7 meses. Até que foi marcada, para o dia 9 de setembro deste ano, a audiência da professora Carmen, e sua companheira, Noyr, pede que a sociedade se mobilize a favor de uma decisão justa e não homofóbica.Em e-mail enviado à imprensa, Noyr diz: "Esperamos contar com vocês para reacender a chama do nosso compromisso na construção de uma sociedade mais tolerante e respeitosa quanto aos nossos direitos, enquanto cidadãos e pessoa humana. Comemoramos agora no dia 29/08 o Dia da Visibilidade Lésbica, portanto, bem que poderíamos estar dentro das atividades e ações dessa semana, dando enfoque à discriminação sofrida por essas professoras lésbicas demitidas por assumir seu relacionamento homoafetivo. Talvez conseguíssemos mostrar à mídia brasileira que até hoje, 2 anos e 7 meses, nada foi feito, que mesmo com todos os avanços e leis ainda temos muito que contar com a boa vontade de juízes envolvidos nos processos, que realmente estudem e tentem agir conforme a lei e sem deixar se influenciar por homofóbicos de plantão. Contamos com cada um de vocês que receberão essa mensagem."

GIANECCHINI VIVEREÁ GAY MALVADO EM `` CINQUENTINHA´´

O ator Reynaldo Gianecchini viverá um personagem gay e malvado em "Cinquentinha", série global escrita pelo novelista Aguinaldo Silva noticiou a Folha Online.Foi o próprio Aguinaldo que deu as informações sobre o personagem de Gianecchini em um post em seu blog. "Seu personagem é gay e é do mal... Pois eu já estava farto desses gays bonzinhos que andam proliferando na vida real e nas novelas", escreveu Silva. A trama também tem a ex-mulher de Giannechini, Marília Gabriela, no elenco. O personagem dela será Mariana Santoro. A série ainda conta com Susana Vieira como Lara Romero. Na trama, um milionário deixa em seu testamento uma missão para suas três ex-mulheres: se juntar para administrar seus bens. E, claro, as três se detestam. O novelista também escreveu que a primeira reunião de elenco ocorre nesta segunda-feira e, além de Gianecchini, Gabriela e Vieira, também participam da trama nomes como Thaís de Campos, Monique Alfradique, Daniel Ávila, Paula Crosara, Danielle Winitz, André Garolli, João Pedro Zappa, Rafael Cardoso, Ítalo Guerra, Leila Fratelli, Marília Pêra, Bruno Garcia, Daniela Valente, Tatyane Goulart, Fabrício Santiago, Zezé Motta, Luiz Mello, Dalton Vigh e José Wilker.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Reality show poderá ter casal lésbico mais uma vez


Nova temporada de “Amazing Race” estreia em setembro nos Estados Unidos
O reality show “Amazing Race”, que vai ao ar nos EUA pela emissora CBS, poderá ter mais uma vez um casal de lésbicas.Segundo o site Afterellen.com, duas lésbicas trapezistas que trabalham no Cirque du Soleil poderá integrar o elenco do programa, cuja nova temporada estreia no dia 27 de setembro. Além do casal, o reality contará ainda com a participação da Miss América 2004 e dois jogadores/performers do Halem Globetrotters.Essa não é a primeira vez que um casal lésbico participa do programa. Na 12ª edição do programa, exibida em 2007, Kate Lewis, 49, e Pat Hendrickson, 65, da Igreja Episcopal, concorreram ao prêmio de US$ 1 milhão oferecido pela emissora.“Amazing Race” é uma das séries da maior sucesso da televisão norte-americana. Ganhou cinco vezes o Emmy e tem similares em vários países do mundo.

EUA: Igreja Episcopal pode eleger bispa lésbica

Um gay e uma lésbica são candidatos para o episcopado da Diocese de Los Angeles

Um gay e uma lésbica estão entre os seis candidatos a ocupar o cargo de bispo da Diocese Episcopal de Los Angeles, que tem dois milhões de membros nos Estados Unidos.O anúncio acontece após a Diocese Episcopal de Minnesota escolher uma sacerdotisa lésbica de Chicago para a comunidade. Há 3 semanas, a Igreja Episcopal norte-americana reiterou que gays e lésbicas não podem ser ordenados bispos.A candidatura do reverendo John L. Kirkley e da cônega Mary Douglas Glasspool gerou críticas da ala mais conservadora da igreja. O escolhido será anunciado durante a convenção anual da Diocese de Los Angeles que acontecerá em dezembro.A Diocese de Los Angeles, que representa 70 mil religiosos em seis condados, é considerada uma das mais liberais do país. O bispo que a representa, reverendo J. Jon Bruno, é um declarado defensor dos direitos dos homossexuais. “Confirmo cada uma das candidaturas e estou encantado com a ampla diversidade que estas pessoas oferecem à diocese”, disse Bruno em um comunicado.

CONSTITUIÇÃO NÃO OBRIGA A RECONHECER CASAMENTOS

A decisão do Tribunal Constitucional foi de que a Constituição Portuguesa não obriga ao reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo.Na nota de imprensa divulgada pode-se ler que o Tribunal "entendeu dever sublinhar que a questão colocada não residia em saber se a Constituição permite o estabelecimento de um regime de casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas consiste precisamente em saber se é imposta na Constituição, conforme pretendem as recorrentes, a configuração do casamento de forma a abranger as uniões entre pessoas do mesmo sexo."O PortugalGay.PT disse que a votação foi dividida com 3 conselheiros a votarem contra a obrigação de reconhecimento legal (Pamplona de Oliveira, Borges Soeiro e Moura Ramos) e dois a defenderem que a Constituição obrigaria ao reconhecimento (Gil Galvão e Maria João Antunes).Teresa Pires e Helena Paixão tentaram casar-se no civil em 2006 e viram o seu pedido recusado. Posto isto recorreram desta medida e pediram ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse sobre o assunto indicando que, na sua opinião, a lei que define o casamento como “a união entre pessoas de sexos diferentes”, contradiz a Constituição, que proíbe no seu Artigo 13º a discriminação com base na orientação sexual. Questionam como podem gays e lésbicas não serem discriminados se não lhes é reconhecido o direito de casarem.O casal de lésbicas já tinha informado os média que iria recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos caso a situação não fosse resolvida no Tribunal Constitucional em Portugal. Por agora a decisão sobre a igualdade no casamento fica na mão dos parlamentares.Em Outubro passado dois projetos de lei que reconheciam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foram apresentados na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Os Verdes. Ambas as propostas foram chumbadas pelo Partido Socialista, com maioria na câmara.No novo programa eleitoral do Partido Socialista vem expressamente indicado o reconhecimento do casamento entre pessoas como uma das medidas a aprovar na próxima legislatura. Bloco de Esquerda e Os Verdes já indicaram que iram propor novamente os seus projetos de lei nesse sentido.

BRASIL É 1º NO RANKING DE ASSASSINATOS DE TRANSEXUAIS

A cada três dias, um transexual é assassinado neste planeta. Um dado aterrorizante, sem dúvida. Mas verdadeiros, conforme os números recolhidos pelo Observatório de Pessoas Trans Assassinadas, um projeto da ONG Internacional Transgender Europe, TGEU, em cooperação com a revista virtual Liminalis. Segundo o Observatório, 204 transexuais foram assassinados no período de um ano e meio. Em 2008, foram assassinados 121 transexuais, enquanto no primeiro semestre de 2009, o número já chega a 83 casos, o que se supõe que este ano o as mortes violentas devem superar o total do ano passado informou o site Onne. O que impressiona é que, este número, apesar de assombroso, pode ser muito maior, na medida em que só estão contabilizados os casos que se tornaram públicos e foram notificados. Ainda segundo o Observatório, os assassinatos ocorrem em todas as regiões do mundo, mas a maior parte aconteceram no continente americano. 75% dos assassinatos de transexuais em todo o mundo se concentrou na América Latina, em 2008, e já está em 88% nos primeiros seis de 2009. O Brasil, com 59 assassinatos, e os Estados Unidos, com 16 transexuais mortos, em 2008, encabeçam a lista dos países com mais crimes, seguidos pelaColômbia, com 11 assassinatos, Honduras, com 5, México e Venezuela, con 4. Nos primeiros seus meses de 2009, o Brasil volta a ocupar o lugar de país com mais assassinatos, já computando 23 mortes. Seguem a Venezuela, com 20, eGuatemala, com 10. O número de transexuais assassinados no México é de 6. Na Europa, em 2008 se registraram 7 assassinatos de cidadãos transexuais. Na Alemanha, Portugal e Espanha houve um transexual assassinado, enquanto na Turquia e na Itália foram registrados 2 assassinatos. No primeiro semestre de 2009, ocorreu um assassinato por transfobia na Espanha, Rússia e Sérvia, enquanto na Turquia se registraram 5 casos. Na Ásia, Iraque, com 3 assassinatos, Malásia e Singapura com um caso, foram o cenário de mortes violentas de transexuais em 2008. Nos primeiros meses de 2009, só ocorreu um caso registrado na Ásia, aconteceu na Índia. Na África, segundo o Observatório, se registrou um único caso na África do Sul, em 2008. Um dado que não significa na verdade que em solo africano não ocorra este tipo de crime. O que acontece é que, simplesmente, não são registrados em nenhum lugar.

ABGLT

A brasileira ABGLT ( Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) tornou-se ontem a primeira organização não governamental de defesa dos direitos dos homossexuais de um país em desenvolvimento a receber status consultivo nas Nações Unidas. A votação que deu status à ONG brasileira expôs a dificuldade em incluir o tema nos debates sobre discriminação de minorias, onde é sistematicamente vetado pelo bloco árabe-muçulmano.Dos 12 países que votaram contra, 3 ( Sudão, Arábia Saudita e Iraque) punem com a morte o sexo entre pessoas do mesmo gênero. Outros quatro consideram a prática um crime. Alexandre Böer, da ABGLT, disse que por ora a ONG não fará pressão pela apresentação de uma resolução em defesa dos direitos dos gays. " Concordamos que é melhor esperar um momento de maior consenso."